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Na perspectiva da diversidade e da multiplicidade de propostas e ações que caracterizam o mundo contemporâneo, seria interessante lançarmos um olhar mais crítico sobre a dança na escola. Atentos ao fato de que a escola deve dialogar com a sociedade em transformação, ela é um lugar privilegiado para que o ensino de dança se processe com qualidade, compromisso e responsabilidade. Sobre o ensino da dança nas aulas de Educação Física do ensino médio é correto afirmar:
A dança é uma manifestação cultural bastante significativa em nosso país e não é recente a sua presença nos espaços escolares de forma recorrente, seja como festejo, como atividade, ou como conhecimento. Sendo assim, a escola dever focar no ensino da dança contemporânea.
A dança no currículo deve fazer parte de projetos sociais, pois é questionável sua necessidade como expressão do ser humano, uma produção cultural que pode ensinar muito sobre como os indivíduos vivem e se organizam em sociedade, como se movimentam e comemoram suas realizações.
A vivência da dança como um conteúdo na escola não tem suas especificidades. É importante reconhecer que a dança na escola é igual em outros espaços sociais, como num curso de balé, ou na rua, por exemplo. Nesses contextos, aprender a dançar pode ter objetivos específicos, como formar bailarinos, integrar-se socialmente ou manter uma tradição.
As relações que se processam entre corpo, dança e sociedade são fundamentais para a compreensão e eventual transformação da realidade social. Desta forma, a dança, no contexto escolar, tem o potencial de trabalhar a capacidade de criação, imaginação, sensação e percepção, integrando o conhecimento corporal ao intelectual.
Não há necessidade de pensar a escola como um espaço de sensibilização do aluno para o conhecimento, de reconhecimento da dança como forma de produzir arte e de compreensão da arte como um conhecimento imprescindível para que possamos viver o mundo em perspectiva estética.