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As infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação da ferida cirúrgica, entendido como o número de micro-organismos presentes no tecido a ser operado. A classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico, de acordo com as seguintes indicações:
cirurgias limpas: realizadas em tecidos com exsudato local por falhas técnicas grosseiras. Cirurgias nas quais ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
cirurgias potencialmente contaminadas: realizadas em processo infeccioso (supuração local), feridas traumáticas com mais de seis horas de exposição, tecidos desvitalizados ou necróticos.
cirurgias contaminadas: realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, com ocorrência de falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local.
cirurgias infectadas: realizadas em tecidos ou órgãos com presença de supuração local, em feridas atraumáticas com mais de seis horas de exposição.