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O diabetes gestacional é definido como a “intolerância aos carboidratos, de graus variados de intensidade, diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto”. No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional em mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6%. O Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2012) forneceu orientações quanto ao diagnóstico/rastreamento correto do diabetes gestacional. De acordo com esse manual,
o rastreamento é considerado positivo em gestantes com nível de glicose plasmática de jejum igual ou superior a 85mg/dL e/ou na presença de qualquer fator de risco para o diabetes gestacional.
na ausência de fatores de risco e diante de glicemia de jejum igual ou superior a 85mg/dL, considera-se rastreamento negativo e deve-se repetir a glicemia de jejum entre a 24ª e 28ª semana de gestação.
duas glicemias plasmáticas de jejum igual ou superior a 85mg/dL confirmam o diagnóstico de diabetes gestacional, sem necessidade de teste de tolerância.
a glicose plasmática é determinada a partir do exame do sangue obtido em jejum, após 1,5 horas e após 3 horas, sendo os pontos de corte da curva maiores que 95, 180 e 155, respectivamente, e dois valores alterados confirmam o diagnóstico.