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Os acidentes com animais venenosos e peçonhentos têm grande importância médica devido a sua gravidade e frequência. Podem ser: picadas por escorpiões, aranhas, lacraias, cobras, abelhas. A soroterapia antiveneno (SAV), quando indicada, é um passo fundamental no tratamento adequado dos pacientes picados pela maioria dos animais peçonhentos. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa incorreta:
A dose utilizada na SAV é dependente do peso do paciente e tem como objetivo neutralizar a maior quantidade possível de veneno circulante. A sua aplicação deve ser preferencialmente realizada em postos de atendimento médico.
A via de administração recomendada é a intravenosa (IV) e o soro diluído ou não deve ser infundido em 20 a 60 minutos, sob estrita vigilância médica e da enfermagem. No caso de soro Anti-Latrodectus (SALatr), a via de administração recomendada é a via intramuscular (IM).
Os sinais e sintomas mais frequentemente observados de reações precoces (RP) à soroterapia são: urticária, tremores, tosse, náuseas, dor abdominal, prurido e rubor facial. Mais raramente são observadas RP graves, semelhantes à reação anafilática ou anafilactóide. Nestes casos, os pacientes podem apresentar arritmias cardíacas, hipotensão arterial, choque e/ou quadro obstrutivo das vias respiratórias.
As reações tardias, também conhecidas como “Doença do Soro”, ocorrem de cinco a 24 dias após o uso da SAV. Os pacientes podem apresentar febre, artralgia, linfoadenomegalia, urticária e proteinúria.