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S.C., 48 anos, sexo feminino, com suspeita de câncer de mama, retornou ao ambulatório médico dois dias após ter sido submetida ao procedimento de biópsia de mama direita, queixando-se de febre, edema e dor na mama biopsiada. Ao exame físico, constatou-se: temperatura axilar (à esquerda) = 38,9 ºC; frequência cardíaca = 88 batimentos por minuto, respiração = 18 movimentos por minuto, pressão arterial = 117 x 76 mmHg, edema e sinais flogísticos no quadrante superior externo da mama direita. Ao ser realizada a análise dos registros existentes no prontuário, verificou-se que o hemograma e os exames bioquímicos, realizados antes do procedimento, apresentavam resultados dentro da faixa de normalidade e não haviam sido detectadas alterações na mama quando a biópsia foi realizada. Nessa oportunidade, entre outras ações, foi coletado material para a realização dos exames pertinentes que evidenciaram infecção por microrganismo cujo período de incubação é desconhecido.
Frente a essa situação, de acordo com o estabelecido no Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS) 2021 a 2025, é correto afirmar que o caso
configura infecção relacionada a assistência à saúde (IRAS).
não se configura como IRAS, porque S.C. não realizou o procedimento em regime de internação.
não se configura como IRAS, porque os primeiros sinais de infecção surgiram no 2o dia após o procedimento.
não se configura como IRAS, porque o período de incubação do microrganismo causador da infecção é desconhecido.
não se configura como IRAS, porque a infecção está localizada apenas em parte da mama afetada.