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No que concerne ao diagnóstico de enfermagem prioritário...

Caso clínico para responder às questões de 1 a 4.


Um paciente de 68 anos de idade foi admitido no ambulatório de geriatria para avaliação multidisciplinar, com diagnósticos médicos de doença de Wilson, síndrome da fragilidade e comprometimento cognitivo leve. Ele está em uso regular de D-penicilamina e zinco. Durante a consulta de enfermagem, foram realizadas as anotações a seguir.

História atual:

• duas quedas nos últimos seis meses;

• perda de peso não intencional de 5 kg em seis meses;

• fadiga persistente;

• diminuição da força muscular global;

• dependência parcial para AVDs (banho e vestuário).

Avaliação de enfermagem:

• peso: 57 kg, altura: 1,68 m;

• sinais vitais: PA = 128 mmHg X 78 mmHg,

FC = 82 bpm, FR = 18 irpm, Tax = 36,5 °C;

• pele íntegra, mucosas hipocoradas +/2+;

• marcha lentificada com base alargada;

• tremor em membros superiores;

• escala de Morse para risco de quedas: 65 pontos;

• índice de Barthel: 75 pontos;

• escala de depressão geriátrica: positiva para depressão;

• MAN (mini avaliação nutricional): 16 pontos (desnutrido).

Exames laboratoriais recentes:

ceruloplasmina = 8 mg/dL (VR: 20-35);

cobre sérico = 45 μg/dL (VR: 70-140);

cobre urinário 24h = 150 μg (VR: < 100);

AST = 45 U/L (VR: < 40);

ALT = 52 U/L (VR: < 41);

albumina = 3,2 g/dL (VR: 3,5-5,2);

creatinina = 1,1 mg/dL.

No que concerne ao diagnóstico de enfermagem prioritário, segundo a taxonomia NANDA-I (2023-2024), para o paciente com doença de Wilson, considerando as alterações fisiopatológicas e as manifestações clínicas evidenciadas no citado caso, assinale a alternativa correspondente ao diagnóstico com maior impacto no monitoramento da função hepática.


A

Proteção ineficaz relacionada a distúrbio neuromuscular, evidenciada por tremor postural e alteração da marcha.


B

Nutrição desequilibrada, menor do que as necessidades corporais, relacionada à doença crônica, evidenciada por perda ponderal não intencional e albumina sérica diminuída.


C

Controle ineficaz do regime terapêutico, relacionado à complexidade do tratamento, evidenciado por níveis elevados de cobre urinário em 24 horas.


D

Risco de função hepática prejudicada, relacionado ao acúmulo crônico de cobre, evidenciado por alteração das enzimas hepáticas e níveis séricos alterados de ceruloplasmina.