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Caso clínico para responder às questões de 24 a 28.
Um paciente de 15 anos de idade, diagnosticado há três meses com leucemia linfoblástica aguda (LLA), tipo B comum CD10+ procurou atendimento hospitalar depois de apresentar quadro de fadiga intensa, febre persistente (38,5 °C), equimoses espontâneas, sangramento gengival e palidez cutânea significativa. Exames laboratoriais iniciais revelaram Hb = 7.8 g/dL, leucócitos = 38.000/mm³ com 65% de blastos, plaquetas = 45.000/mm³ e DHL = 890 U/L e o mielograma confirmou infiltração medular por 85% de blastos. Após isso, o médico decidiu iniciar o protocolo BFM-2002 de quimioterapia por meio de port-a-cath implantado em subclávia direita. Atualmente, encontra-se em fase de consolidação, recebendo ciclos a cada 21 dias. Apresenta eventos adversos grau 3 (CTCAE v5.0): mucosite oral, náuseas persistentes, neutropenia febril (último episódio há cinco dias, com necessidade de antibioticoterapia de amplo espectro) e alopecia total. Os sinais vitais atuais apresentam PA = 110 mmHg x 70 mmHg, FC = 98bpm, FR = 20irpm, Tax = 37.8 °C, SpO2 = 96% em ar ambiente. O último hemograma mostrou Hb = 8.2 g/dL, leucócitos = 2.100/mm³ (neutrófilos = 18%), plaquetas = 38.000/mm³. Apresenta cateter totalmente implantado pérvio, sem sinais flogísticos no sítio de inserção. O paciente exibe sinais de ansiedade e humor deprimido (Escala HAD: ansiedade 12 pontos, depressão 10 pontos), com isolamento social e abandono das atividades escolares. Ele recebe suporte psicológico semanal e acompanhamento pela equipe multidisciplinar de cuidados paliativos oncológicos.
De acordo com as diretrizes atuais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e as da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), acerca da instituição dos cuidados paliativos para o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta a análise correta relacionada à abordagem paliativa precoce em oncologia pediátrica.
A instituição dos cuidados paliativos nesse caso é precipitada, visto que o paciente encontra-se em tratamento curativo ativo com doença estável, devendo ser indicada apenas em casos de prognóstico terminal.
Os cuidados paliativos devem aguardar a finalização do protocolo quimioterápico atual para serem instituídos, evitando sobrecarga de informações ao paciente e à família.
A abordagem paliativa exclusiva está indicada nesse momento, considerando os eventos adversos graves da quimioterapia e o impacto psicossocial no adolescente.
A introdução precoce dos cuidados paliativos está adequada e complementa o tratamento modificador da doença, com vistas ao manejo de sintomas, ao suporte psicossocial e à melhoria da qualidade de vida.