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Caso clínico para responder às questões de 37 a 39.
Um casal homoafetivo convive há 10 anos e tem mantido um relacionamento monogâmico. Daniel, de 38 anos de idade, é soropositivo para HIV e faz uso regular de terapia antirretroviral, com carga viral indetectável nos últimos dois anos. Marcos, de 36 anos de idade, é soronegativo para HIV, mantém exames regulares e não apresenta outras condições crônicas de saúde.
Durante a consulta de rotina, o casal expressou o desejo de iniciar a profilaxia pré-exposição (PrEP) para Marcos, como medida adicional de proteção, considerando que eles mantêm relações sexuais sem preservativo. Ambos relataram adesão rigorosa às orientações médicas, e Daniel confirmou que segue o tratamento conforme prescrito, sem intercorrências recentes. Marcos realizou exames sorológicos há 15 dias, confirmando sua soronegatividade para HIV e ausência de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Eles buscam orientações acerca da PrEP, incluindo os benefícios, possíveis efeitos colaterais e recomendações para o uso contínuo da profilaxia.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, os fármacos utilizados no Brasil para a profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV e seu método de administração incluem
lamivudina e ritonavir, administrados por via oral, uma vez ao dia, em combinação fixa.
abacavir e lamivudina, administrados por via oral, duas vezes ao dia, para casos de resistência viral.
zidovudina e efavirenz, administrados por via oral, uma vez ao dia, como regime alternativo.
tenofovir e emtricitabina, administrados por via oral, uma vez ao dia, em combinação fixa.