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No âmbito da Atenção Básica à Saúde, a assistência ao usuário com asma exige do técnico de enfermagem atuação compatível com protocolos clínicos e ações educativas. Nesse contexto, constitui atribuição técnica adequada:
Orientar a exposição controlada ao tabagismo passivo como estratégia de dessensibilização das vias aéreas.
Orientar restrição hídrica rigorosa como medida preventiva de crises asmáticas.
Contraindicar o uso de broncodilatadores de curta duração, em virtude do risco de dependência medicamentosa.
Recomendar a manutenção de carpetes, cortinas e estofados têxteis para estabilizar a umidade ambiental.
Identificar sinais de desconforto respiratório e orientar o uso correto dos dispositivos inalatórios prescritos, conforme plano terapêutico.
A asma aguda grave constitui emergência respiratória que pode evoluir para insuficiência respiratória. O parâmetro clínico que indica maior gravidade da crise e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva é:
sibilos expiratórios difusos.
saturação periférica de 92%.
silêncio auscultatório.
taquipneia de 28 irpm.
tiragem intercostal leve.
Uma criança de 3 anos é levada à unidade de pronto atendimento com história de tosse, febre baixa e dificuldade para respirar há 2 dias. Ao exame físico, apresenta tiragem intercostal leve e frequência respiratória aumentada. Durante a ausculta pulmonar, o enfermeiro identifica sons agudos, contínuos, de caráter musical, predominantes na expiração. Com base no caso clínico, esses sons são denominados:
Sibilos.
Estertores.
Roncos.
Atrito pleural.
Durante o exame físico respiratório, o enfermeiro identifica ruídos adventícios na ausculta pulmonar de um paciente. Sobre a caracterização desses sons, assinale a alternativa correta.
Sibilos são sons contínuos, agudos, geralmente associados à obstrução de vias aéreas de grande calibre e não se alteram com a expiração.
Roncos são sons contínuos, graves, frequentemente associados à presença de secreções em vias aéreas de maior calibre e podem ser modificados pela tosse.
Estertores crepitantes são sons contínuos, graves e predominantemente expirados, indicando broncoespasmo.
Atrito pleural é um som contínuo, musical, típico de asma brônquica descompensada.
Um paciente de 45 anos, com histórico de asma brônquica, é admitido em unidade de emergência apresentando taquidispneia grave, fala entrecortada, uso de musculatura acessória intercostal e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. No exame físico, o enfermeiro detecta a presença de “tórax silencioso”, indicando fluxo de ar insuficiente para a geração de ruídos adventícios. Diante da gravidade do quadro e da necessidade de intervenção imediata para reversão do processo inflamatório e prevenção da falência respiratória, constitui conduta prioritária a ser preparada e executada pela enfermagem, mediante prescrição ou protocolo institucional, o(a):
Instalação de nebulização com sulfato de magnésio como terapêutico de primeira linha, visando substituir o uso de broncodilatadores beta-2 agonistas.
Preparo e administração de corticosteroides sistêmicos, visto que sua ação precoce é determinante para a redução da morbidade e da taxa de hospitalização.
Administração de benzodiazepínicos de curta duração para controle da ansiedade, objetivando a redução do trabalho respiratório e da exaustão diafragmática.
Início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, considerando a elevada prevalência de etiologia bacteriana em exacerbações graves em adultos.
Uma criança de 7 anos, com diagnóstico prévio de asma, é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) pela mãe devido a episódios recorrentes de chiado no peito, tosse noturna e uso frequente de broncodilatador de resgate. O Enfermeiro avalia o nível de controle da asma conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Asma do Ministério da Saúde. Diante desse caso, assinale a alternativa CORRETA.
A frequência relatada de uso de broncodilatador de resgate e a presença de sintomas noturnos frequentes são indicadores de asma não controlada, devendo o Enfermeiro orientar a família, reforçar a técnica inalatória e articular reavaliação médica para possível ajuste da terapia de manutenção.
O uso frequente de broncodilatador de resgate é esperado em crianças asmáticas e não indica necessidade de reavaliação do esquema terapêutico, devendo a família apenas manter a medicação de resgate disponível.
Sintomas noturnos de asma em crianças não são considerados parâmetro relevante para classificação do controle da doença, sendo a frequência de crises diurnas o único critério válido.
A asma infantil não necessita de acompanhamento contínuo pela Atenção Básica, devendo o cuidado ser direcionado exclusivamente a serviços de prontoatendimento durante as crises.
Na assistência ao paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a técnica inalatória incorreta é uma causa comum de falha terapêutica. Durante a consulta de enfermagem, ao supervisionar o uso do inalador de dose medida (spray), o enfermeiro deve garantir que
o paciente realize uma inspiração rápida e curta antes do acionamento do dispositivo, para limpar as vias aéreas superiores.
o acionamento ocorra no início de uma inspiração lenta e profunda, seguida de uma apneia de aproximadamente 10 segundos.
o dispositivo seja utilizado imediatamente após a refeição, para facilitar a absorção sistêmica dos broncodilatadores.
a higienização da cavidade oral com água seja evitada após o uso de corticoides inalatórios para manter o efeito residual da droga.
o espaçador seja utilizado por pacientes pediátricos, sendo contraindicado para idosos devido ao risco de contaminação bacteriana.
No período de outono e inverno, as unidades pediátricas recebem muitos lactentes com quadro de obstrução das vias aéreas inferiores, caracterizado por taquipneia, sibilância e esforço respiratório, geralmente causado pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Assinale a alternativa que indica a patologia viral aguda descrita.
Tuberculose Pulmonar.
Asma Brônquica.
Bronquiolite Viral Aguda.
Pneumonia Bacteriana.
Fibrose Cística.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que exige monitoramento contínuo e assistência de enfermagem qualificada. Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do grupo Saúde Express, o Técnico de Enfermagem atende paciente com diagnóstico de asma brônquica que apresenta tosse seca, dispneia e sibilância. O profissional reconhece que a assistência envolve monitoramento de frequência respiratória, orientação sobre uso correto de inaladores e identificação de fatores desencadeantes. O Técnico de Enfermagem, sob supervisão do enfermeiro, deve oferecer assistência baseada em protocolos de asma conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Considerando esse contexto de responsabilidade profissional e assistência ao paciente asmático, analise as afirmações a seguir e registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas:
(__)Paciente com asma deve ser orientado sobre evitar fatores desencadeantes (ácaros, mofo, fumaça, alergênicos) conforme protocolo.
(__)Paciente asmático pode estar exposto a fumaça de cigarro sem restrições, pois fumaça não afeta as vias aéreas.
(__)Monitoramento de frequência respiratória e saturação de oxigênio é essencial em paciente com asma para identificar crise.
(__)Paciente com asma pode interromper o uso de medicação de manutenção quando os sintomas desaparecerem.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
V, F, V, F.
F, V, V, F.
F, F, V, V.
V, V, F, F.
Um paciente em crise asmática grave chega à Unidade Básica de Saúde. A intervenção imediata de enfermagem, visando facilitar a respiração e reduzir a ansiedade do paciente, é a seguinte:
Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal.
Administrar sedativo para controle da ansiedade.
Ajudar o paciente a se sentar em posição mais ereta (Fowler).
Inserir objetos na boca para prevenir o trauma por convulsão.
Iniciar terapia de oxigênio a 100% sem antes avaliar a saturação.
Um paciente com asma brônquica está sendo instruído pelo técnico em enfermagem sobre o uso correto de um corticosteroide por via inalatória. A principal vantagem da administração de medicamentos por essa via, em comparação com a via oral, é que a via inalatória permite que o fármaco:
Tenha uma absorção mais lenta e gradual, prolongando seu efeito analgésico em todo o organismo.
Atue diretamente no local da inflamação pulmonar, concentrando sua ação terapêutica e minimizando os efeitos adversos sistêmicos.
Seja metabolizado exclusivamente no fígado, evitando qualquer contato com os tecidos pulmonares antes de atingir a circulação.
Alcance rapidamente a corrente sanguínea em altas concentrações, garantindo um alívio imediato dos sintomas em todo o corpo.
As urgências respiratórias representam situações clínicas que exigem atendimento rápido e intervenções eficazes para preservar a vida. Em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do setor público, o Técnico de Enfermagem atende paciente com dispneia intensa, tosse produtiva, saturação de oxigênio 88%, frequência respiratória 28 irpm e sibilos à ausculta. O paciente relata histórico de asma. O Técnico de Enfermagem, sob supervisão do enfermeiro, reconhece que deve executar intervenções imediatas para melhorar a oxigenação e conforto respiratório. Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE as intervenções apropriadas de enfermagem para urgência respiratória.
Não oferecer oxigênio, pois pode criar dependência e prejudicar a respiração espontânea.
Deixar o paciente em posição supina para facilitar a respiração e evitar movimentos desnecessários.
Posicionar em semi-Fowler, oferecer oxigênio conforme protocolo, monitorar sinais vitais e comunicar ao enfermeiro.
Administrar medicações sem prescrição do enfermeiro ou médico, pois a situação é urgente.
Você é técnico de enfermagem em um prontosocorro pediátrico e recebe uma criança com crise de asma grave, apresentando dificuldade respiratória intensa, chiado no peito e cianose leve. O médico prescreve um medicamento de alta vigilância, considerando o quadro de urgência. Como técnico em enfermagem, qual das seguintes recomendações você consideraria importante para prevenção de erros de medicação com medicamentos potencialmente perigosos?
A elaboração manual de prescrições para garantir sua legitimidade.
A realização de diluição de todos os medicamentos, para minimizar eventos adversos.
O emprego de folha carbonada para confirmação da dose do medicamento.
A execução rotineira de prescrição verbal quando solicitada pelo médico.
A implantação de práticas de dupla checagem na dispensação, preparo e administração.
A asma é uma doença respiratória crônica, heterogênea e complexa. É caracterizada por inflamação das vias aéreas, que desempenha papel central em sua patogênese, e por sintomas respiratórios recorrentes, como sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse, que variam em intensidade e flutuam ao longo do tempo. Sobre a asma, correlacione corretamente a Coluna I (Classificação da asma) com a Coluna II (Características do controle do tratamento):
Coluna I – Classificação da asma:
(1) Asma leve.
(2) Asma moderada.
(3) Asma grave.
Coluna II – Características do controle e tratamento:
( ) Se mantém bem controlada com tratamento nas etapas 3 e 4, com CI associado a beta-2-agonista de longa duração (CI-LABA) em dose baixa ou moderada, em qualquer uma das trilhas terapêuticas recomendadas.
( ) Controlada com tratamento de baixa intensidade, como corticoide inalatório em baixa dose.
( ) Não controlada apesar do uso otimizado de CI-LABA em dose alta ou que exige esse nível de tratamento para evitar perda de controle.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
3 - 1 - 2.
3 - 2 - 1.
1 - 2 - 3.
2 - 1 - 3.
Asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, juntamente com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Em relação à asma brônquica, julgue as afirmativas abaixo:
I.A inflamação brônquica constitui o mais importante mecanismo fisiopatológico da asma, e resulta de interações complexas entre células inflamatórias, mediadores e células estruturais das vias aéreas.
II.O diagnóstico da asma baseia-se em dois pilares: os dados clínicos obtidos pela anamnese e em parâmetros de função pulmonar. A ausência de IgE específica para um ou mais alérgenos inaláveis define a presença de sensibilização alérgica/atópica.
III.A hiper-responsividade brônquica característica da asma é específica, fazendo com que o paciente asmático esteja sujeito ao desencadeamento de crises por diversos fatores, específicos (ou alérgicos) e inespecíficos (ou não alérgicos).
IV.Os beta-bloqueadores podem desencadear broncoespasmo em pacientes com hiperresponsividade brônquica subclínica, ou ainda agravar a asma pré-existente, e por isso são contraindicados nesses pacientes.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e IV, apenas.
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
Um paciente com histórico de asma recebe prescrição de propranolol 40 mg para controle de taquicardia. O técnico de enfermagem, ao averiguar a prescrição, deve reconhecer que esse medicamento pode representar risco para o paciente, pois:
Pode provocar um infarto agudo do miocárdio.
É um beta-bloqueador não seletivo que pode desencadear broncoconstrição.
Provoca depressão do sistema nervoso central.
Aumenta a frequência respiratória de forma significativa.
Forma edema em membros superiores.
Na assistência de enfermagem à crise asmática aguda em adultos no pronto-atendimento, uma intervenção inicial prioritária, após avaliação rápida, é:
elevar os membros inferiores do paciente.
administrar solução glicosada a 10 % em bolus intravenoso.
manter o paciente em decúbito dorsal horizontal.
incentivar retenção voluntária de ar por tempo prolongado.
posicionar o paciente sentado, ofertar oxigênio e preparar broncodilatador inalatório.
A asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas e variação do fluxo aéreo expiratório, com sintomas que podem oscilar ao longo do tempo e em intensidade. O reconhecimento dessas manifestações é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento adequado da doença. Assim, quais são os sintomas respiratórios recorrentes da asma?
Febre alta, calafrios, dor torácica e expectoração purulenta.
Poliúria, polidipsia, perda de peso e hálito cetônico.
Bradicardia, sudorese fria, síncope e dor precordial intensa.
Sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse.
Sobre os cuidados do técnico de enfermagem durante uma crise asmática grave na UPA, analise as afirmativas.
I – A incapacidade de falar frases completas, a redução intensa da entrada de ar, a cianose, a exaustão ou a alteração da consciência são sinais de gravidade.
II – O desaparecimento dos sibilos, acompanhado de maior esforço respiratório e entrada de ar reduzida, demonstra resposta favorável ao tratamento.
III – O posicionamento confortável, a monitorização e a administração de oxigênio e broncodilatador conforme a prescrição ou o protocolo integram o cuidado técnico.
IV – A medicação inalatória pode ser repetida pelo técnico com base na resposta observada, ainda que a prescrição ou o protocolo não preveja uma nova dose.
V – Frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação, fala, esforço respiratório e consciência devem ser reavaliados durante o atendimento.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas.
II, IV e V, apenas.
I, III e V, apenas.
I, II, IV e V, apenas.
Os desequilíbrios nutricionais são responsáveis por diversos sintomas e doenças físicas, mentais e emocionais. Para atuar com sucesso nesse campo, o enfermeiro deve conhecer os nutrientes e compostos bioativos que modulam esses desequilíbrios. A respeito das manifestações clínicas das hipersensibilidades alimentares que podem atingir diferentes sistemas e Órgãos, assinalar a alternativa CORRETA.
Não existe qualquer evidência de relação entre asma, rinite e sinusite e manifestações alérgicas alimentares.
Cistite de repetição e candidíase não podem ser causadas por reações alérgicas a alimentos.
A otite pode se manifestar como reação alérgica e, ao ser tratada, a hipersensibilidade pode migrar para outros órgãos, desencadeando amigdalite, rinite e até gastrite.
Insônia, sonolência, depressão, agitação, ansiedade e fadiga não representam sintomas de manifestações alérgicas alimentares.