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Um paciente internado na UTI por infecção urinária evolui com febre alta, taquicardia, hipotensão persistente mesmo após reposição volêmica e necessidade de vasopressor. Esse quadro clínico de má perfusão tecidual associado a uma resposta inflamatória sistêmica infecciosa caracteriza um tipo específico de choque. Assinale a alternativa correta.
Choque Anafilático.
Choque Hipovolêmico Hemorrágico.
Choque Cardiogênico.
Choque Séptico.
Choque Neurogênico.
Em clínica médica, paciente adulto com infecção suspeita evolui com febre, taquipneia, hipotensão e rebaixamento do nível de consciência. Considerando a assistência inicial em possível sepse, indique a alternativa correta.
Manter observação seriada, controlar temperatura, ofertar hidratação oral e aguardar reavaliação conforme rotina do setor.
Administrar antimicrobiano disponível, solicitar exames iniciais e registrar resposta clínica no prontuário.
Priorizar oxigenoterapia, evitar manipulações, suspender punções venosas e encaminhar para isolamento respiratório.
Comunicar a equipe, monitorar sinais vitais, preparar materiais e administrar terapêutica prescrita com segurança.
Considerando a classificação dos danos segundo a gravidade, assinale a alternativa que corresponde ao “dano que causa incapacidade, internação ou risco de morte”.
Leve.
Moderado.
Grave.
Near miss.
Pré-dano.
Um paciente adulto internado na UTI evolui com choque séptico refratário, mantendo hipotensão arterial e sinais de hipoperfusão. Diante da persistência da vasoplegia e da necessidade de altas doses de catecolaminas, a equipe médica associa vasopressina à noradrenalina. Qual é o objetivo fisiológico dessa associação no manejo do choque séptico refratário?
Reduzir glicemia e controlar catabolismo.
Substituir antibiótico de amplo espectro.
Potencializar vasoconstrição por mecanismo não adrenérgico.
Induzir broncodilatação intensa.
Aumentar sedação profunda.
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as condições clínicas aos seus achados e condutas prioritárias de enfermagem.
Coluna 1
1. Choque séptico.
2. Hipoglicemia.
3. Edema agudo de pulmão.
4. Crise convulsiva.
Coluna 2
( ) Sudorese, confusão mental, tremores e necessidade de administração imediata de glicose conforme protocolo.
( ) Taquicardia, hipotensão, febre ou hipotermia e necessidade de reposição volêmica e monitorização intensiva.
( ) Dispneia intensa, ortopneia, estertores pulmonares e necessidade de posicionamento elevado e oxigenoterapia.
( ) Perda súbita da consciência com contrações musculares involuntárias e proteção das vias aéreas durante o evento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
4 – 1 – 2 – 3.
1 – 2 – 3 – 4.
3 – 4 – 2 – 1.
2 – 1 – 3 – 4.
Paciente em choque séptico recebe noradrenalina, vasopressina e hidrocortisona. Apesar disso, mantém hipotensão refratária. Sobre os mecanismos farmacológicos envolvidos, assinale a alternativa correta.
A vasopressina atua exclusivamente em receptores beta-adrenérgicos, aumentando débito cardíaco.
A vasopressina atua em receptores V1, promovendo vasoconstrição independente do sistema adrenérgico.
A noradrenalina perde eficácia em choque séptico por ausência total de receptores alfa-adrenérgicos.
A hidrocortisona atua como vasopressor direto por estimulação de receptores alfa-1.
Durante o atendimento a um paciente com suspeita de sepse, o Enfermeiro identificou sinais clínicos compatíveis com choque séptico.
Assinale a opção que apresenta sinais e sintomas que caracterizam esse tipo de choque.
Hipotensão associada à redução do volume intravascular, com taquicardia compensatória e pele fria e pálida.
Hipotensão associada à falência da bomba cardíaca, com congestão pulmonar e aumento da pressão venosa central.
Hipotensão associada à obstrução mecânica do fluxo sanguíneo, com redução abrupta do débito cardíaco.
Hipotensão persistente associada à hipoperfusão tecidual e elevação dos níveis séricos de lactato.
Hipotensão associada à vasodilatação periférica por perda do tônus simpático, com bradicardia relativa.
(IBED) Situação hipotética: uma pessoa apresentou episódio de desmaio durante atendimento ambulatorial, mas recuperou rapidamente a consciência. Assertiva: por ter sido breve e sem lesão aparente, o evento não deve ser registrado no prontuário nem comunicado ao enfermeiro, evitando-se anotações sem valor diagnóstico.
Certo
Errado
Um paciente adulto de 75 kg encontra-se internado na UTI com diagnóstico de choque séptico. Foi prescrita infusão contínua de noradrenalina a 0,4 mcg/kg/min. A farmácia disponibilizou uma solução contendo 10 mg de noradrenalina diluídos em 250 mL de soro glicosado a 5%. Considerando que a bomba de infusão trabalha em mL/h, qual deve ser a velocidade inicial da bomba (mL/h) para administrar a dose prescrita?
4,5
12
18
45
180
No atendimento a um paciente em situação de emergência, com quadro de choque séptico, após reposição volêmica adequada, foi necessário o uso de noradrenalina. Sobre esta droga, é CORRETO afirmar que:
atua principalmente reduzindo a frequência cardíaca e o débito cardíaco, promovendo queda da pressão arterial.
é um vasodilatador potente, sendo indicada para reduzir a resistência vascular sistêmica no choque séptico.
pode ser administrada com segurança por períodos prolongados em acesso venoso periférico, desde que haja monitorização adequada.
é o vasopressor de primeira escolha no choque séptico, indicada quando a reposição volêmica não é suficiente para restaurar a pressão arterial e a perfusão tecidual.
seus efeitos não dependem da dose utilizada, iniciando-se rapidamente após a administração e mantendo-se por período reduzido.
Durante a assistência de enfermagem em uma unidade de emergência, um paciente adulto deu entrada com quadro de dor intensa em hipocôndrio direito, febre com calafrios e coloração amarelada da pele e das mucosas.
Esses sinais e sintomas são característicos da Tríade de
Beck.
Virchow.
Charcot.
Cushing.
Reynolds.
Em um paciente com choque séptico, o princípio fisiológico da homeostase é ameaçado primariamente por:
Uma resposta inflamatória sistêmica desregulada que compromete a perfusão tecidual.
Uma redução isolada da volemia por perdas gastrointestinais.
Uma falha primária da bomba cardíaca em ejetar sangue adequadamente.
Uma obstrução mecânica ao fluxo sanguíneo no leito vascular pulmonar.
Uma reação alérgica aguda que causa broncoespasmo e hipoxemia.
Paciente adulto admitido em Unidade de Pronto Atendimento com suspeita de sepse com pressão arterial 82/48 mmHg, frequência respiratória 28 irpm, saturação 91% em ar ambiente e alteração do nível de consciência. Assinale a conduta prioritária da enfermagem no manejo inicial da sepse.
Priorizar coleta de hemoculturas e exames laboratoriais antes de qualquer intervenção terapêutica, independentemente da instabilidade hemodinâmica.
Iniciar monitorização contínua, comunicar imediatamente a equipe médica, garantir acesso venoso calibroso e administrar fluidoterapia conforme protocolo institucional na primeira hora.
Aguardar confirmação laboratorial do lactato sérico para iniciar medidas terapêuticas, evitando intervenções precoces sem diagnóstico definitivo.
Administrar antibioticoterapia somente após estabilização completa dos parâmetros hemodinâmicos, visando reduzir risco de reações adversas.
Um paciente de 65 anos, internado por infecção urinária, apresenta piora súbita do quadro clínico. Durante a avaliação de enfermagem, observa-se: temperatura de 39 °C, frequência cardíaca de 115 bpm, frequência respiratória de 26 irpm, pressão arterial de 88/54 mmHg, além de confusão mental e redução do débito urinário. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é:
Choque hipovolêmico.
Sepse.
Insuficiência cardíaca.
Crise hipertensiva.
O choque é caracterizado principalmente por:
Falta de oxigenação tecidual.
Aumento da pressão arterial.
Excesso de glicose.
Alteração digestiva.
Febre.
Em uma unidade de internação clínica, um paciente de 67 anos, admitido para investigação de um quadro infeccioso de origem desconhecida, apresentou piora súbita no início do plantão.
Na avaliação da Enfermeira: PA 84/46 mmHg, FC 126 bpm, FR 30 irpm, SpO2 90% em ar ambiente, extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, confusão mental de início recente e diurese de 15 mL na última hora. A instituição possui protocolo gerenciado de sepse.
O paciente tem histórico de difícil acesso vascular periférico, com múltiplas punções malsucedidas. No momento, mantém apenas um cateter venoso periférico pérvio, por onde infunde solução cristaloide.
Após a avaliação médica, foram prescritos dois conjuntos de hemoculturas por sítios distintos, lactato sérico e antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, com início sem atraso. O primeiro conjunto de hemocultura foi obtido com técnica asséptica em punção periférica única. Porém, após novas tentativas sem sucesso, não foi obtido o segundo conjunto em outro sítio periférico.
Considerando a assistência de enfermagem ao cliente em estado grave e a segurança na coleta de hemoculturas, assinale a afirmativa que apresenta a conduta correta.
Coletar o segundo conjunto pelo cateter venoso em uso, após pausa da infusão e antisepsia do hub, pois o histórico de difícil acesso vascular justifica o uso do acesso disponível para cumprir a prescrição microbiológica.
Manter tentativas periféricas adicionais até obter dois conjuntos de hemoculturas antes do antibiótico, pois a coleta incompleta invalida o protocolo de sepse.
Comunicar a dificuldade de acesso e a coleta parcial, evitar a coleta pelo cateter periférico em uso como fonte de hemocultura, não retardar a antibioticoterapia e acionar apoio para coleta complementar.
Suspender a infusão de cristaloide, coletar hemocultura pelo cateter periférico em uso e manter o antibiótico para depois da coleta do lactato, pois o marcador de hipoperfusão deve ser priorizado antes da antibioticoterapia.
Desconsiderar a hemocultura já obtida, iniciar imediatamente o antibiótico e solicitar nova coleta apenas se houver persistência de febre ou piora clínica após 24 horas.
Uma paciente com choque séptico encontra-se em uso de noradrenalina devido a hipotensão persistente após reposição volêmica.
A respeito dos cuidados e recomendações relacionadas à administração desse medicamento, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A administração deve ser feita, de preferência, em acesso venoso central (CVC) para minimizar o risco de necrose tecidual.
( ) A infusão deve ser mantida em velocidade fixa durante todo o tratamento, evitando oscilações pressóricas decorrentes de ajustes frequentes.
( ) A monitorização contínua da pressão arterial, frequência cardíaca, perfusão periférica e débito urinário são essenciais para verificar a resposta ao vasopressor.
As afirmativas são, respectivamente,
F – V – F.
V – V – V.
F – F – F.
V – F – V.
Sobre o uso de drogas vasoativas na terapia intensiva, assinale a alternativa INCORRETA.
Noradrenalina é a droga vasopressora de primeira escolha no choque séptico.
A vasopressina pode ser usada como adjuvante na refratariedade à noradrenalina.
A adrenalina possui efeito cronotrópico e inotrópico positivo.
O dobutrex é contraindicado na presença de choque hipovolêmico não corrigido.
A dopamina é preferida em pacientes com risco de taquiarritmias.
Qualquer um dos quatro sorotipos existentes da Dengue pode causar infecções consideradas tão graves a ponto de evoluir para óbito, principalmente após ______, o que revela um dos quadros fatais da doença. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
choque séptico
choque distributivo
choque cardiogênico
choque hipovolêmico
Um paciente adulto, internado em uma unidade de pronto atendimento, apresenta choque séptico refratário à reposição volêmica. Foi prescrito um agente vasoativo com o objetivo de manter a PAM >= 65 mmHg.
Sobre a administração desse medicamento, é correto afirmar que:
a administração de vasopressores deve ser feita preferencialmente por via periférica, pois essa via reduz o risco de complicações, como necrose tecidual;
a dopamina é a droga vasoativa de primeira escolha para o choque séptico, pois tem efeito predominantemente vasodilatador e melhora a perfusão renal sem causar efeitos adversos significativos;
os vasopressores devem ser administrados preferencialmente por acesso venoso central para evitar complicações, como necrose tecidual em caso de extravasamento;
o uso de vasopressores, como noradrenalina e vasopressina, está indicado em todos os casos de choque hipovolêmico, pois promove aumento do débito cardíaco independentemente da reposição volêmica;
os efeitos adversos dos vasopressores são limitados e incluem principalmente hipotensão postural transitória e bradicardia compensatória.