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A recuperação pós-anestésica tem como finalidade:
Realizar procedimentos cirúrgicos.
Monitorar o paciente após anestesia.
Esterilizar materiais.
Administrar alta hospitalar.
Armazenar medicamentos.
Situação hipotética: Um paciente em pós-operatório imediato de cirurgia abdominal apresenta ausência de ruídos hidroaéreos na ausculta abdominal. Assertiva: Esse achado é um sinal de complicação grave, indicando a necessidade de intervenção cirúrgica de emergência.
Certo
Errado
Um paciente submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal sob raquianestesia (anestesia subaracnoidea) queixa-se, no pós-operatório, de forte cefaleia que piora ao levantar a cabeça ou sentar-se e melhora ao deitar-se. Essa complicação é clássica deste tipo de anestesia devido ao extravasamento de líquor pelo orifício da punção.
Assinale a alternativa correta que identifica essa complicação.
Hipertensão intracraniana.
Cefaleia pós-punção dural.
Meningite asséptica.
Síndrome da Cauda Equina.
Acidente Vascular Encefálico.
Na assistência de Enfermagem no pós-operatório imediato de mastectomia, considerando as diretrizes para segurança do paciente, controle de complicações e reabilitação funcional, assinale a alternativa que expressa a conduta correta.
Priorizar analgesia contínua, manter imobilização prolongada do membro superior homolateral, restringir movimentação ativa até retirada do dreno e orientar repouso absoluto para prevenção de deiscência cirúrgica.
Focar no monitoramento hemodinâmico intensivo, evitar manipulação do membro operado, suspender exercícios respiratórios nas primeiras 48 horas e concentrar orientações apenas no manejo medicamentoso.
Direcionar o cuidado para prevenção de infecção por meio de antibioticoterapia prolongada, limitar o contato do paciente com a equipe multiprofissional e adiar orientações educativas para o período ambulatorial.
Vigilância sistemática do dreno cirúrgico, avaliação precoce do risco de linfedema, controle da dor, incentivo à mobilização progressiva do membro superior homolateral e educação em saúde voltada ao autocuidado domiciliar.
Preencha a lacuna com a alternativa CORRETA.
A deiscência de _____________ é uma complicação cirúrgica que ocorre quando a ferida operatória se abre separado suas bordas; tendo como fatores causais pressão excessiva, infecção, desnutrição, diabetes ou tabagismo.
Temperatura.
Micro-organismos.
Movimento.
Incisão.
Oxigênio.
Homem, 60 anos, portador de Diabetes Mellitus tipo 2 descompensado, submetido à amputação de hálux direito por infecção grave em pé diabético. Durante a visita do Enfermeiro da clínica, 24 horas de pós-operatório.
Paciente apresenta: Relato verbal de dor 7/10, curativo de ferida operatória limpa e seca, Pressão Arterial aferida 130×80 mmHg e afebril. A condição clínica predominante no momento é compatível com:
Síndrome dolorosa aguda decorrente de trauma cirúrgico recente.
Complicação infecciosa sistêmica precoce.
Instabilidade hemodinâmica pós-operatória.
Síndrome compartimental tardia.
Em uma unidade clínica, um paciente em pós-operatório recebe analgésico opioide prescrito e, após algum tempo, apresenta sonolência intensa, fala lentificada, frequência respiratória reduzida e queda discreta da saturação. Nessa situação, a avaliação do Técnico de Enfermagem deve reconhecer como prioridade:
A ocorrência de resposta inflamatória esperada no período pós-operatório imediato.
A possibilidade de depressão respiratória associada ao medicamento administrado.
A manifestação de ansiedade com redução voluntária dos movimentos respiratórios.
A presença de hipoglicemia relacionada ao jejum cirúrgico prolongado.
A alta da UTI é um processo crítico que exige critérios clínicos bem definidos, comunicação efetiva e planejamento multiprofissional. Evidências demonstram que altas realizadas de forma precoce ou sem consolidação da estabilidade fisiológica estão associadas a aumento significativo de eventos adversos nas primeiras 24–72 horas após a transferência. Nesse contexto, qual evento adverso é mais fortemente relacionado à alta inadequada ou mal planejada da UTI?
Alopecia transitória pós-internação, relacionada ao estresse metabólico.
Reinternação não planejada em UTI por deterioração clínica precoce após transferência.
Ganho ponderal súbito por reposição volêmica fisiológica esperada.
Recuperação acelerada da mobilidade funcional nas primeiras 12 horas.
Redução imediata da necessidade de vigilância e monitorização após a saída da unidade.
No período pós-operatório imediato de cirurgias abdominais de grande porte, a ocorrência de íleo paralítico é uma complicação funcional comum que demanda monitoramento clínico constante pelo enfermeiro. Analise as afirmativas a seguir:
I.A ausência de ruídos hidroaéreos nas primeiras 24 a 48 horas após a manipulação intestinal é considerada uma resposta fisiológica ao trauma cirúrgico.
II.O uso de analgésicos opioides no controle da dor pós-operatória atua como um fator protetor, acelerando o retorno da motilidade intestinal.
III.A deambulação precoce é uma intervenção de enfermagem fundamental para estimular o peristaltismo e prevenir complicações tromboembólicas.
Está correto o que se afirma em:
I apenas.
II apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
No período pós-operatório imediato, a ocorrência de febre baixa (até 38 °C) nas primeiras 48 horas é um sinal de complicação infecciosa grave, exigindo a coleta imediata de culturas e o início de antibioticoterapia.
Certo
Errado
Um homem de 32 anos, no 3º dia de pós-operatório de amputação transtibial esquerda após acidente automobilístico, encontra-se consciente, orientado, hemodinamicamente estável, com ferida operatória sem sinais flogísticos e dreno de Penrose com pequeno exsudato serossanguinolento. Durante a visita de enfermagem, refere dor, preocupação com o sustento familiar e verbaliza sentir-se um “peso” para a família. Considerando o cuidado integral e a taxonomia NANDA-I (2024), assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico de enfermagem prioritário e a intervenção mais adequada neste momento.
Dor aguda relacionada a procedimento cirúrgico, com intervenção voltada ao manejo farmacológico e não farmacológico da dor.
Baixa autoestima crônica relacionada à incapacidade física, com intervenção centrada na psicoterapia prolongada.
Risco de infecção relacionado à presença de dreno, com intervenção baseada exclusivamente na antibioticoterapia profilática.
Enfrentamento familiar ineficaz relacionado à amputação, com intervenção focada apenas no aconselhamento da família.
Homem, 62 anos, no pós-operatório imediato de colecistectomia videolaparoscópica, apresenta dor incisional, hipoventilação, saturação de O₂ de 93% em ar ambiente e dificuldade para deambular. Ao exame, encontra-se consciente, hemodinamicamente estável. Considerando as noções básicas de enfermagem na prevenção de complicações no pós-operatório, são cuidados de enfermagem, EXCETO:
Estimular exercícios respiratórios e uso de incentivador respiratório para prevenir atelectasia.
Avaliar e manejar adequadamente a dor para favorecer a ventilação eficaz e mobilização.
Realizar monitorização dos sinais vitais e da saturação de oxigênio.
Manter o paciente em decúbito dorsal contínuo para otimizar a oxigenação.
No pós-operatório de cirurgias de grande porte, a avaliação sistemática de complicações locais é atribuição do enfermeiro. Em relação ao seroma, pode-se dizer que a sua identificação clínica e a conduta adequada do enfermeiro, são, respectivamente:
acúmulo de líquido seroso em espaço morto cirúrgico, manifestando-se por aumento de volume e flutuação local, geralmente sem sinais flogísticos importantes, cabendo ao enfermeiro monitorar, registrar e comunicar a equipe para avaliação
extravasamento sanguíneo subcutâneo com equimose, dor variável e aumento de volume local, decorrente de sangramento tecidual, sendo considerado intercorrência possível no pós-operatório
coleção purulenta associada à hiperemia, dor intensa, calor local e com possibilidade de febre, cuja conduta envolve antibioticoterapia e preparo para drenagem cirúrgica conforme avaliação médica
complicação infecciosa sistêmica caracterizada por alterações laboratoriais e sinais gerais, cuja identificação prescinde da inspeção e palpação da ferida operatória
No pós operatório imediato (POI), os pacientes são acometidos por sensações que trazem desconforto, desequilíbrio e inquietação. É essencial identificar fatores e estímulos de desconforto e implementar ações que priorizem o conforto do paciente em recuperação anestésica. Sobre essa temática, segundo SOBECC Nacional (2021), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
A sede é um sintoma subjetivo, podendo a sua intensidade ser mensurada, em crianças, pela Escala de Faces (EF).
A ocorrência de náuseas e vômitos no pós operatório dificulta a inspiração e a expiração, podendo causar hiperventilação.
O uso de opioides reduz o risco de retenção urinária, pois diminuem o tônus e a amplitude das contrações do esfíncter urinário.
A hipertermia maligna é um evento adverso relacionada ao uso de altas doses de anestésicos gerais administrados pela via endovenosa.
Mulher de 32 anos, no pós-operatório imediato de histerectomia abdominal por miomatose uterina, evolui com hipotensão, taquicardia e sangramento vaginal aumentado. Marque a alternativa com a conduta de enfermagem correta.
Administrar solução cristaloide em bomba de infusão volumétrica, aguardar estabilização hemodinâmica espontânea e comunicar a equipe médica após reavaliação em 60 minutos.
Realizar compressão abdominal manual intermitente, elevar membros inferiores e suspender momentaneamente a monitorização multiparamétrica para reduzir estímulos externos.
Monitorizar sinais vitais, acionar protocolo institucional de hemorragia, manter acesso venoso calibroso pérvio, preparar hemocomponentes conforme prescrição e registrar sistematicamente no prontuário eletrônico.
Manter paciente em posição de Fowler elevada, restringir infusão venosa até avaliação cirúrgica e priorizar analgesia opioide para controle da resposta autonômica.
Uma deiscência ocorre quando a ferida operatória:
Epiteliza e posteriormente cicatriza.
Sangra.
Exsuda.
Se abre separando suas bordas.
Cicatriza e posteriormente epiteliza.
O período pós-operatório exige monitoramento rigoroso da equipe de enfermagem para identificação precoce de complicações e redução de riscos associados à cirurgia. Em relação às medidas preventivas e manejo das complicações pós-operatórias, assinale o que for correto.
A atelectasia pós-operatória pode ser minimizada com o incentivo à deambulação precoce, exercícios respiratórios e uso de dispositivos de expansão pulmonar, reduzindo o risco de hipoxemia e pneumonia associada.
A hiperglicemia no pós-operatório de pacientes não diabéticos é considerada um achado fisiológico normal e não requer monitoramento específico, pois não interfere na cicatrização e no risco de infecção de sítio cirúrgico.
A administração de líquidos intravenosos no pós-operatório deve ser evitada para prevenir retenção hídrica e minimizar o risco de sobrecarga circulatória em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos extensos.
O íleo paralítico é uma complicação comum em cirurgias abdominais e pode ser prevenido com administração precoce de alimentos sólidos para estimular o peristaltismo e restaurar a função intestinal rapidamente.
Durante a avaliação pós-operatória imediata de um paciente submetido à tireoidectomia total, o técnico de enfermagem deve estar especialmente atento à seguinte manifestação clínica, que pode indicar uma grave complicação:
Rouquidão e estridor laríngeo acompanhados de aumento de volume cervical anterior.
Hipertermia súbita associada a tremores e diminuição da frequência cardíaca.
Oligúria e coloração amarelada da urina nas primeiras 6 horas pós-cirurgia.
Presença de edema persistente em membros inferiores associado à dor em panturrilhas.
Segundo as diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde (SOBECC, 2017), marque a opção correta.
São parâmetros avaliados no índice de Aldrete e Kroulik modificado: frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura, saturação e orientação.
Na primeira hora do paciente na sala de recuperação pós-anestésica, os sinais vitais devem ser verificados a cada 15 minutos.
A escala de Cormack e Lehane é usada para classificar o grau de visualização das estruturas orofaríngeas do paciente.
O pós-operatório mediato compreende as primeiras 24 horas após a intervenção anestésico-cirúrgica.
A intubação orotraqueal é realizada durante o período de manutenção da anestesia geral, zelando pela segurança do paciente.
Criança, 6 anos, submetida a cirurgia ortopédica eletiva sob anestesia geral com halotano e succinilcolina. No pós-operatório imediato, a equipe de enfermagem observa: temperatura corporal subitamente elevada, taquicardia, taquipneia, rigidez muscular e acidose arterial. Considerando o manejo pós-operatório pediátrico, quais condutas são CORRETAS?
Suspender a anestesia, administrar analgésico opioide IV para controle da dor, manter a criança aquecida e permitir alta precoce se os sinais vitais permanecerem estáveis nas próximas 2 horas.
Administrar antipirético oral, manter a criança em observação na sala de recuperação, iniciar respiração profunda e incentivo à mobilização precoce, e continuar a cirurgia se necessário.
Aumentar a oferta de oxigênio e aplicar compressas mornas, monitorando sinais vitais a cada 30 minutos, sem administrar dantroleno, pois a febre pós-operatória é comum.
Interromper imediatamente o agente anestésico desencadeante, administrar dantroleno IV, fornecer oxigênio a 100%, iniciar medidas de resfriamento e transferir a criança para UTI para monitoramento contínuo.