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A Lei nº 10.211 de 2001 diz que a retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas, para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. A base legal para doação de órgãos depois da morte é baseada na Lei 9.434 de 2007. A retirada “post mortem” de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante. Qual alternativa está correta quanto ao tempo máximo de preservação extracorpórea de cada órgão ou tecido abaixo citado?
Ossos – até 3 anos
Rins – até 48 horas
Coração e pulmões – de 6 a 7 horas
Fígado e pâncreas – de 24 a 48 horas
É fundamental o papel do enfermeiro em todo o processo de transplante de órgãos e tecidos. Como membro da equipe de saúde envolvida nesse processo, o enfermeiro deve conhecer o tempo de isquemia (prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor). Assim, assinale a alternativa que indica corretamente os tempos máximos de isquemia aceitos para o transplante de coração e fígado, respectivamente.
6 e 48 horas.
6 e 20 horas.
2 e 48 horas.
4 e 20 horas.
4 e 12 horas.
O enfermeiro é um elemento essencial no processo de doação de transplante, sendo fundamental o reconhecimento precoce de sinais clínicos de Morte Encefálica (ME), o processo de diagnóstico da ME e o processo de doação e transplante. O potencial doador apresenta uma série de alterações fisiológicas resultante da ME que necessitam da intervenção da equipe de enfermagem.
Verifique dentre as opções listadas, aquela que contém afirmativas incorretas a respeito da assistência de enfermagem ao potencial doador de órgãos.
A hipotensão tem origem multifatorial e pode estar relacionada à situação e ao tratamento do paciente antes da ocorrência de ME ou às próprias alterações que esta induz. PAM deve ser mantida acima de 70mmHg para evitar isquemia.
A terapia para correção da hipotensão deve admitir prioritariamente a reposição de volume intravenoso aquecido a 39º, para manter o padrão hemodinâmico adequado.
Para manutenção nutricional, deve-se optar pelo uso exclusivo de infusão intravenosa de solução glicosada. Nutrição enteral e nutrição parenteral não são indicadas.
Os distúrbios eletrolíticos mais comuns são hiper e hiponatremia, hiper e hipocalemia e hipopotassemia. Além do controle da acidose metabólica, a gasometria arterial deve ser empregada para avaliar a acidose respiratória.
A hipotermia, ocasionada pela perda do controle hipotalâmico, pode ocasionar hiperglicemia e cetose leve, por depressão da liberação da insulina pancreática e resistência de sua ação periférica.
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) brasileiro é o mais democrático do mundo, todos têm o mesmo nível de acesso, e quase 100% dos transplantes são realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS). O “doador vivo” é considerado uma pessoa em boas condições de saúde – de acordo com avaliação médica – capaz juridicamente e que concorda com a doação. Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos podem ser doadores. Não parentes podem ser doadores somente com autorização judicial. São órgãos e tecidos que podem ser obtidos de um doador vivo, EXCETO:
Rim.
Fígado.
Córneas.
Medula óssea.
Atualmente, o transplante de órgãos e tecidos é alternativa terapêutica segura e eficaz no tratamento de diversas doenças, determinando melhoria na qualidade e na perspectiva de vida. A identificação de potenciais doadores é o primeiro passo de todo o processo de doação e transplante, e provavelmente aquele que traz maior impacto no número final de doadores de órgãos, uma vez que o baixo número de notificações é a principal causa da limitada taxa de doadores e de transplantes no nosso país. A adequada avaliação clínica e laboratorial do potencial doador de órgãos e tecidos é fundamental para a obtenção de um enxerto de qualidade, assim como seja evitada a transmissão de enfermidades infecciosas ou neoplásicas. Assinale a alternativa em que a doença apresentada NÃO é considerada contra-indicação absoluta para doação de órgãos.
Tumores malignos, com exceção dos carcinomas basocelulares da pele, carcinoma in situ do colo uterino e tumores primitivos do sistema nervoso central.
Sorologia positiva para HIV ou para HTLV I e II
Sepse ativa e não controlada, tuberculose em atividade.
Hipertensão arterial severa, Sífilis.
Analise as afirmativas sobre Captação, Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos, colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra F, quando se tratar de afirmativa falsa. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Todos os potenciais doadores falecidos de órgãos, tecidos, células ou partes do corpo deverão ser submetidos obrigatoriamente, antes da alocação dos enxertos, a realização de exames sorológicos para toxoplasmose, citomegalovírus e Epstein-Barr, devendo ser sua realização regulamentada pela respectiva CNCDO.
( ) Serão critérios absolutos de exclusão de doador de órgãos, tecidos, células ou partes do corpo humano: neoplasias (exceto tumores primários do Sistema Nervoso Central e carcinoma in situ de útero e pele).
( ) A retirada de tecidos de doadores falecidos poderá ser realizada por médicos ou enfermeiros. Profissional de nível técnico poderá participar mediante comprovação de treinamento e sob supervisão do responsável técnico do banco para onde os tecidos serão transferidos.
V – V – V
V – F – V
F – V – V
F – F – V
F – F – F
A atuação do enfermeiro no processo de doação de órgãos e tecidos é desafiadora e, nesse contexto, ainda se depara com a falta de notificação de morte encefálica e falhas na manutenção dos órgãos para a captação como fatores dificultadores à efetivação da doação. Dadas as afirmativas,
I. O enfermeiro desempenha um cuidado especializado em relação à proteção, promoção e reabilitação da saúde dos candidatos, receptores e familiares.
II. O enfermeiro aplica a sistematização da assistência de enfermagem, baseando o cuidado em evidências e integrando a pesquisa e prática clínica.
III. O enfermeiro atua em transplante junto à comunidade na promoção e suporte em educação para a doação de órgãos.
IV. O enfermeiro no processo de transplante restringe suas atribuições ao cuidado intra-hospitalar.
verifica-se que está(ao) correta(s)
I, apenas.
II e IV apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
Em relação às causas cirúrgicas da disfunção aguda do enxerto renal relacionadas ao processo de transplantação, assinale a alternativa correta.
Choque hemorrágico, fístula urinária e rejeição aguda.
Estenose de artéria renal, necrose tubular aguda e infecção urinária.
Choque hemorrágico, infecção urinária e necrose tubular aguda.
Necrose tubular aguda, rejeição aguda e infecção urinária.
Choque hemorrágico, trombose de artéria renal e estenose de ureter.
Acerca dos cuidados ao paciente submetido a transplante renal, assinale a alternativa correta.
Não é necessária a monitoração da contagem de leucócitos do cliente.
Eritema, hipersensibilidade e edema não são sinais clínicos importantes no pós-operatório de transplante renal.
Após o transplante renal, não é mais necessário o controle hidroeletrolítico.
Hematúria e proteinúria são comuns após o transplante renal.
É necessário adotar técnica asséptica rigorosa ao trocar o curativo da ferida operatória.
Caso todos os órgãos de um doador estejam viáveis para transplante, vinte e cinco pessoas, no máximo, poderão ser beneficiadas.
Sobre transplantes, assinale a alternativa correta.
A legislação em vigor determina que o paciente será responsável pela decisão final, não tendo mais valor a informação de “doador” ou “não doador” de órgãos, registrada no documento de identidade.
A pessoa, mesmo menor de idade e capaz juridicamente, pode doar órgãos a seus familiares. No caso de doador vivo não aparentado, é solicitada uma autorização judicial prévia.
O Sistema Nacional de Transplantes foi criado para dar maior controle e organização às atividades e ao transplante de órgãos/tecidos, que só pode ser realizado pelos estabelecimentos de saúde autorizados pelo Gestor local de cada cidade.
Os órgãos que podem ser obtidos de um doador não vivo são: rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino; e os tecidos são: córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias.
O potencial doador não vivo pode ser paciente em UTI com quadro de morte aparente, ou seja, estado incompatível com a vida.
Nos transplantes de medula óssea, exige-se, para garantia de sucesso no procedimento, baixa compatibilidade imunológica entre doadores e receptores, o que ocorre geralmente entre irmãos.
Essencial ao paciente que se submeta a transplante de pâncreas, a ciclosporina
interfere na síntese de purina.
inibe a proliferação dos linfócitos T.
é antagonista do canal de cálcio.
ativa a produção de calcineurina.
é antagonista do ácido fólico.
O transplante de coração é indicado para a cura da pessoa com doença de Chagas que apresenta complicações decorrentes da cardiopatia chagásica.
Funcionário do tribunal com 38 anos realizou transplante de pâncreas e faz uso contínuo de imunossupressores, entre eles a ciclosporina. A ação e o efeito adverso de relevância desse fármaco estão descritos corretamente em:




