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O enfermeiro desempenha um papel essencial no cuidado do paciente cirúrgico, atuando desde a fase pré-operatória até o pós-operatório, garantindo segurança e qualidade na assistência. Considerando as medidas de prevenção de infecção de sítio cirúrgico descritas no Protocolo para a Prevenção de Infecção do Sítio Cirúrgico (2017), analise as seguintes assertivas, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No preparo da pele do paciente, a antissepsia deve ser realizada com solução antisséptica em combinação com produto alcoólico, clorexidine ou PVPI.
( ) Unhas artificiais não são recomendadas, mesmo que mantidas curtas, para a equipe cirúrgica.
( ) Recomenda-se a realização da tricotomia na véspera da cirurgia, com lâminas de barbear exclusivas para cada paciente, para evitar infecções.
( ) A equipe cirúrgica, ao lavar as mãos, deve manter as mãos elevadas e afastadas do corpo, de maneira que a água escorra das mãos para o cotovelo. Secar as mãos com toalhas estéreis e colocar aventais e luvas estéreis.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – V.
V – V – F – V.
V – F – F – F.
F – F – V – V.
F – V – V – F.
Hemocultura é a coleta de sangue com técnica própria para verificação de presença de infecção, determinando seus microrganismos causadores. Sobre os procedimentos empregados para a coleta da hemocultura, assinale a alternativa que possui um aspecto incorreto.
Orientar o paciente quanto ao procedimento.
Conferir o pedido do exame.
Identificar o frasco com o nome do paciente, hora, número do registro e data.
Fazer a antissepsia da pele (antes da palpação).
Desinfectar a boca do frasco de hemograma (HMC) com PVPI ou álcool a 70%.
Considerando a Meta 1 para Segurança do Paciente, pacientes homônimos devem ser alocados em enfermarias diferentes, se possível; ou alocar equipes assistenciais diferentes para assistência de pacientes homônimos; esta é uma ação fundamental para “Identificação Correta e Segura”. Assinale a alternativa que conceitua o termo “pacientes homônimos”.
Pacientes com nome iguais.
Pacientes filhos da mesma mãe.
Pacientes com o mesmo cadastro de pessoa física.
Pacientes semelhantes fisicamente.
Pacientes com números semelhantes de Cartões Nacional de Saúde (CNS) - Cartão SUS.
As novas metodologias trouxeram diversas inovações para melhorar a gestão de pessoas e dos processos de trabalho. E, visando à segurança do paciente, as equipes prestadoras de cuidado devem primar pela comunicação eficaz na transmissão das informações entre os profissionais que atuam na continuidade dos cuidados. Uma das estratégias que garante a eficácia na comunicação é a metodologia mnemônica ISBAR, que corresponde aos seguintes dados levantados do paciente:
Indicação, setor, background, assiduidade e recurso terapêutico.
Identificação, situação de saúde, breve história, assertividade e resolutividade.
Identificação, situação, breve histórico, avaliação e recomendação.
Indicação, sítio, breve diagnóstico, avaliação e recurso terapêutico.
Identificação, situação, breve diagnóstico, avaliação e recurso terapêutico.
Os Protocolos Clínicos de Enfermagem (PCE) são instrumentos normativos que orientam a prática profissional, padronizando condutas, ampliando a autonomia técnica e garantindo segurança e qualidade no cuidado. Eles se fundamentam em diretrizes baseadas em evidências, organizam fluxos assistenciais e definem critérios para avaliação, intervenção e encaminhamento dentro da Rede de Atenção à Saúde. Considerando os princípios, finalidade e regulamentação dos Protocolos Clínicos de Enfermagem no Brasil, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Os PCE devem ser elaborados com base em diretrizes técnico-científicas e precisam estar alinhados às políticas de saúde vigentes e às normas do exercício profissional, garantindo padronização e segurança assistencial.
Os Protocolos Clínicos de Enfermagem são instrumentos opcionais e sua adoção depende exclusivamente da decisão individual do enfermeiro responsável pela assistência.
A implementação dos PCE ocorre exclusivamente em serviços hospitalares, não sendo permitida sua utilização em Unidades Básicas de Saúde, devido às restrições previstas na legislação profissional.
Os Protocolos Clínicos de Enfermagem autorizam o enfermeiro a prescrever medicamentos de qualquer classe terapêutica, desde que haja justificativa técnica registrada em prontuário.
A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura. Com base no assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Uma das metas de segurança do paciente é a Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos. Esse protocolo foi desenvolvido para garantir e promover práticas seguras no uso de medicamentos em todos os estabelecimentos prestadores de cuidados à saúde.
A higienização faz parte da meta de segurança do paciente. Os cinco momentos da higiene das mãos são antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico, após o risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar as superfícies próximas ao paciente.
A confirmação da identificação do paciente será realizada antes do cuidado. Ela inclui a orientação da administração de medicamentos, do sangue e de hemoderivados, da coleta de material para exame, da entrega da dieta e da realização de procedimentos invasivos.
A escala de Morse é utilizada no Brasil para identificação de risco de queda do paciente e permite classificar o grau de risco que o paciente apresenta para cair, possibilitando orientar as intervenções necessárias para evitar a ocorrência de queda.
A lesão por pressão em estágio 3 é o último estágio, quando ocorre a perda da pele em sua espessura total e perda tissular.
A segurança do paciente exige que sejam identificados corretamente os indivíduos submetidos à assistência à saúde. Considerando pacientes homônimos, analise os itens e posteriormente assinale a alternativa correta:
I - Alocar pacientes homônimos em enfermarias diferentes, se possível.
II - Se uma internação em locais geograficamente diferentes não for possível, alocar equipes assistenciais diferentes para o atendimento de pacientes homônimos.
III - Usar pulseiras de identificação com o nome completo e outros identificadores, como a data de nascimento.
IV - Adicionar um terceiro marcador à pulseira e ficha de identificação, como o nome da mãe ou do pai.
V - Se possível, alocar pacientes homônimos no mesmo quarto para centralizar o cuidado e facilitar o foco da equipe assistencial.
Todos os itens estão corretos.
Os itens II e V estão incorretos.
Apenas o item V está incorreto.
Os itens III, IV e V estão incorretos.
Todos os itens estão incorretos.
Durante o plantão matutino, o técnico de enfermagem recebe várias solicitações de exames laboratoriais. Ao iniciar a coleta, ele deve garantir a identificação correta do paciente para evitar trocas de amostras. Marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo.
(__)O técnico deve confirmar verbalmente o nome completo e data de nascimento do paciente.
(__)É necessário comparar as informações com a etiqueta do tubo e a requisição do exame.
(__)Em caso de urgência, a coleta pode ser feita sem identificação formal.
(__)É permitido anotar manualmente o nome se o sistema eletrônico estiver fora do ar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo.
V, V, F, F.
F, F, V, V.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
No transporte intra-hospitalar, é fundamental:
Manter o paciente em jejum.
Evitar o uso de oxigênio.
Reduzir a temperatura ambiente.
Garantir a segurança do paciente.
Aumentar a velocidade de locomoção.
A segurança do paciente em unidades de terapia intensiva inclui práticas padronizadas como a Identificação Correta do Paciente, conforme preconiza o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Em situação de emergência, qual medida deve ser priorizada para assegurar a identificação inequívoca?
Confirmação verbal com o acompanhante e checagem de leito ocupado.
Conferência do nome e data de nascimento em pulseira padronizada antes de qualquer procedimento.
Identificação visual do paciente previamente conhecido pela equipe multiprofissional.
Registro exclusivo em prontuário eletrônico como forma de rastreabilidade.
Uso de etiquetas adesivas aplicadas diretamente nos materiais de consumo do paciente.
A segurança do paciente na sala de vacinação está relacionada à ocorrência de incidentes, o qual é um evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao usuário. Nesse sentido, faz-se necessário o estabelecimento de cultura de segurança de processos seguros. Para tal, algumas competências precisam ser desenvolvidas e estabelecidas pelos profissionais que atuam com imunização. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta essas competências organizadas em domínios.
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I- A OMS preconiza seis (6) domínios de competências para a segurança do paciente, a saber:1. Contribuir para uma cultura de segurança do paciente; 2. Trabalhar em equipe pela segurança do paciente; 3. Comunicar-se de modo eficiente para a segurança do paciente; 4. Gerenciar os riscos de segurança; 5. Otimizar fatores humanos e ambientais; 6. Reconhecer, responder e revelar eventos adversos.
II- No Domínio 1 - Contribuir para uma cultura de segurança: Nesse sentido, o enfoque é o erro – “quem está envolvido?” – em vez de “o que aconteceu?”, gerando discussão dentro da equipe sobre quem cometeu o erro, oferecendo a este profissional a oportunidade de refletir sobre a falha e participar de cursos de aperfeiçoamento.
III- No Domínio 3 - Comunicação eficiente: Para tal, o serviço de saúde deve valorizar as informações relatadas pelos usuários, como o conhecimento de precauções e contraindicações, suas preferências, experiências anteriores e sua postura em relação ao risco.
IV- No Domínio 5 - Otimizar fatores humanos e ambientais: compreender fatores humanos contribuirá para identificar possibilidades de erro e ajudará os profissionais a aprender como evitá-los e minimizá-los, isto é, o contexto de suas ações.
É CORRETO o que se afirma em:
IV apenas.
II e III apenas
I, II, III e IV.
I e II apenas.
I, III e IV apenas.
Segundo o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), antes da realização de qualquer procedimento, é recomendado confirmar a identificação do paciente e, para isso, são utilizados identificadores, como nome completo. Sendo assim, qual é o número mínimo de identificadores a ser conferido?
Um.
Dois.
Três.
Quatro.
Cinco.
Durante a transferência de um paciente da unidade de internação para o centro cirúrgico, o enfermeiro deve adotar medidas de segurança essenciais.
Dentre elas, destaca-se:
realizar o transporte do paciente somente após administração de medicação pré-anestésica, para garantir que este não se agitará e evitar eventos adversos.
verificar o nome do paciente na pulseira de identificação e dispensar outras conferências, já que o nome é o principal indicador administrativo.
priorizar a agilidade do transporte, realizando a comunicação com a equipe receptora no ato da chegada do paciente, otimizando o processo de trabalho.
manter o paciente em jejum rigoroso e orientar que a avaliação de dispositivos invasivos, como cateteres ou drenos, seja realizada na sala operatória.
confirmar a identidade do paciente com, pelo menos, dois identificadores, garantir monitorização contínua quando indicado e comunicar previamente a equipe receptora.
A Resolução RDC n° 36/2013, que dispõe sobre as ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências, orienta que a identificação correta do paciente é uma das medidas de segurança mais importantes. Além da pulseira de identificação, qual outra medida pode ser adotada para minimizar o risco de erros de identificação?
Realizar a identificação do paciente após algum procedimento invasivo.
Confirmar os dados do paciente com um familiar sempre que possível.
Utilizar o nome do paciente como único meio de identificação.
Confirmar a identidade do paciente pela fotografia de um documento.
Uma das metas internacionais de segurança do paciente preconiza a identificação correta do paciente antes da realização de qualquer cuidado, procedimento ou administração de medicamentos. Com base nessa informação, assinale a opção que apresenta a conduta que está de acordo com as boas práticas de segurança.
Confirmar o nome do paciente verbalmente, sem necessidade de conferir a pulseira de identificação.
Utilizar como critério de identificação apenas a localização do leito ou aparência física do paciente.
Administrar o medicamento ao paciente que responder afirmativamente quando chamado pelo nome.
Conferir, sempre que necessário, no mínimo dois identificadores, como nome completo e data de nascimento, comparando com a pulseira de identificação e a prescrição.
Confiar nas informações fornecidas pelos familiares, sem necessidade de conferência dos dados no prontuário ou pulseira.
A segurança do paciente é uma prioridade global e constitui um dos principais indicadores da qualidade na assistência em saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs, desde 2004, metas internacionais de segurança do paciente com o objetivo de prevenir eventos adversos e melhorar os processos assistenciais em diferentes contextos de cuidado. Entre essas metas, estão ações simples, porém fundamentais, como a correta identificação dos pacientes, a comunicação eficaz entre profissionais, a segurança na prescrição e na administração de medicamentos, além da prevenção de quedas e de infecções. Considerando essas informações, assinale a opção que apresenta corretamente uma prática relacionada à segurança do paciente, de acordo com as metas internacionais.
reduzir o número de profissionais por turno para diminuir erros
evitar o uso de tecnologias para não gerar dependência dos sistemas
identificar corretamente o paciente antes da administração de medicamentos
garantir a alta hospitalar o mais cedo possível para liberar leitos
utilizar medicamentos sem etiqueta para agilizar o preparo
Antes de administrar a primeira dose de um antibiótico a um paciente recém-admitido na enfermaria, qual procedimento é ESSENCIAL e faz parte de um protocolo internacional de segurança para evitar erros de medicação?
Perguntar ao colega do lado qual o leito do paciente.
Verificar a etiqueta de prescrição apenas pelo número do leito.
Conferir a identificação do paciente usando pelo menos dois identificadores (ex: nome completo e data de nascimento na pulseira e perguntando ao paciente) e comparar com a prescrição.
Administrar rapidamente para cumprir o horário.
De acordo com o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos (Anexo 03 da Portaria MS/GM nº 2095/2013), assinale a alternativa que NÃO está em conformidade com as recomendações de biossegurança e de segurança do paciente no manejo de medicamentos:
A identificação do paciente na prescrição realizada em ambulatório deve conter, no mínimo, as seguintes informações: nome completo do paciente; endereço; e data de nascimento.
As prescrições verbais são permitidas em situações de urgência/emergência, devendo ser imediatamente escritas no formulário da prescrição, após a administração do medicamento, e validadas pelo prescritor assim que possível.
Em pacientes admitidos nas unidades de saúde sem a possibilidade de identificação, como em emergências e catástrofes, é necessário aderir ao corpo do paciente a abreviatura "NI" (não identificado) para identificá-lo provisoriamente e minimizar o risco de erros na administração de medicação.
A identificação do paciente na prescrição hospitalar deve ser realizada em formulário institucional e conter, no mínimo, as seguintes informações: nome do hospital; nome completo do paciente; número do prontuário ou registro do atendimento; leito; serviço; enfermaria/apartamento; e andar/ala.
O protocolo de identificação do paciente, integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), tem como objetivo reduzir a ocorrência de erros relacionados à assistência em saúde.
Sobre esse protocolo, é incorreto afirmar que
a identificação do paciente deve ser realizada utilizando, no mínimo, dois identificadores, como nome completo e data de nascimento.
a pulseira de identificação é um dos recursos recomendados, devendo estar legível e íntegra.
a identificação deve ser checada antes da administração de medicamentos, realização de exames, procedimentos invasivos e cirurgias.
a identificação e a conferência do paciente são de responsabilidade exclusiva do setor de admissão.
a padronização da identificação é fundamental para reduzir riscos de trocas de pacientes e garantir a segurança em todas as etapas do cuidado.
Na assistência de enfermagem, é fundamental que os profissionais apliquem corretamente as técnicas básicas para garantir segurança e eficácia nos procedimentos.
Acerca desses procedimentos, é correto afirmar que
a administração de medicamentos por via subcutânea exige sempre a aspiração do êmbolo antes da injeção.
na realização de curativos em feridas cirúrgicas limpas, deve-se iniciar a limpeza da região de fora para o centro da incisão, para evitar infecção.
a passagem da sonda nasogástrica deve ser feita com o paciente em posição supina, para evitar náuseas e aspiração.
o cateter vesical de demora deve ser introduzido até ocorrer saída de urina, e só então o balonete deve ser insuflado.
na oxigenoterapia com máscara de Venturi, a fração inspirada de oxigênio (FiO₂) é determinada pelo fluxo de oxigênio e pela profundidade da respiração do paciente.