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A cirrose hepática é uma doença crônica na qual houve destruição difusa e regeneração fibrótica das células hepáticas. Em relação à fisiopatologia e etiologia desta doença, é CORRETO afirmar:
A cirrose pós-necrótica resulta de uma lesão biliar crônica e obstrução do sistema biliar intra ou extra-hepático.
A cirrose macronodular geralmente ocorre devido à toxicidade crônica do álcool e à desnutrição.
Na cirrose micronodular a obstrução parcial ou total dos ductos biliares pode resultar em colangite infecciosa.
A cirrose de Laënnec ocorre em virtude de uma hepatite viral aguda prévia ou da necrose hepática maciça induzida por medicamentos.
Ascite, icterícia, fraqueza, perda de peso e febre baixa contínua caracterizam a patologia denominada:
O(s) valor(es) laboratorial(is) mais específico(s) de lesão hepatocelular nos pacientes portadores de insuficiência hepática é(são):
Amilase.
TGP e TGO.
Bilirrubina direta e indireta.
Gama glutamila transferase.
Segundo Herlon (2008), a encefalopatia hepática é um indício de doença hepática avançada que possui como tratamento definitivo o transplante hepático, principalmente para pacientes refratários, sem fatores desencadeantes e sem resposta à terapia medicamentosa. O manejo da encefalopatia hepática envolve, no que diz respeito à redução da produção e absorção da amônia: limpeza de cólon em pacientes constipados,
antibioticoterapia com tetraciclinas e redução de ingesta protéica.
antibioticoterapia com tetraciclinas e tamarine.
acetazolamida e dieta com conteúdo reduzido de proteínas.
lactulose e dieta com conteúdo normal de proteínas.
antibioticoterapia com metronidazol e dieta com conteúdo reduzido de proteínas.
Pacientes com cirrose hepática possuem risco aumentado de sangramento e hemorragia devido à produção diminuída de protrombina e à capacidade diminuída do fígado de síntese dos fatores necessários à coagulação sanguínea. O uso de grades laterais acolchoadas no leito, aplicação de pressão nos sítios de injeção e prevenção das lesões por objetos pontiagudos são precauções que devem ser observadas no atendimento a esses pacientes.
A doença degenerativa causada por lesão celular hepática generalizada causando distúrbios digestivos e metabólicos, defeitos de coagulação e distúrbios hidroeletrolíticos é:
Hipotensão portal.
Cirrose hepática.
Cirrose de Laennec.
Síndrome da hipertensão portal.
Paciente do sexo masculino, 62 anos, ex-etilista, internado com uma insuficiência hepática. Ao avaliar o prontuário desse paciente, o enfermeiro encontrou os exames de bilirrubina, tempo de protrombina, fosfatase alcalina, ureia e amônia.
Em relação aos resultados desses exames, é CORRETO afirmar que:
Os níveis séricos de amônia estão elevados devido a um possível sangramento oculto.
A fosfatase alcalina está elevada pela insuficiência no metabolismo dos hepatócitos.
O tempo da protrombina está prolongado devido à diminuição da síntese dos fatores de coagulação da vitamina K.
A ureia nitrogenada no sangue está elevada devido à incapacidade de conversão em ureia.
A bilirrubina está elevada pela incapacidade de excreção da fosfatase.
A insuficiência hepática grave apresenta como uma das complicações a encefalopatia hepática. Alguns dos sinais e sintomas desta complicação, no seu estágio inicial, são
ingestão aumentada de líquidos, hiperglicemia, febre intermitente e anúria.
acidente vascular encefálico isquêmico, hemiplegia, perda da sensibilidade dolorosa nas extremidades e anorexia nervosa.
nível normal de consciência com períodos de letargia e euforia, asterixe, escrita prejudicada e padrão de sono alterado.
edema agudo de pulmão, trombofilia, parestesia e espasmo esofágico.
febre, rigidez de nuca, perda de campos visuais laterais e edema de córnea.
Assinale a afirmação correta quanto ao suporte nutricional em pacientes hepatopatas críticos.
Nos pacientes com encefalopatia hepática aguda, o planejamento nutricional inicial deverá conter 0,6-0,8 g/Kg de proteína por dia.
Quando comparadas com as soluções padrão de aminoácidos (AA), as soluções parenterais enriquecidas com AA de cadeia ramificada melhoram o prognóstico dos pacientes em insuficiência hepática.
Deve-se manter uma oferta de 15-20 Kcal/não proteicas/dia em pacientes com insuficiência hepática crônica agudizada devido ao seu hipometabolismo.
A utilização de lipídios por via intravenosa está contraindicada para os pacientes com encefalopatia hepática devido à alta frequência de esteatose hepática nesta população.