Questões de Concurso sobre Insuficiência Renal Crônica

 
 
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A respeito da identificação precoce da Doença Renal Crônica em pacientes hipertensos (HAS) e diabéticos (DM), a avaliação inicial da função renal baseia-se em


A

dosagem isolada de ureia sérica, por ser o marcador mais fidedigno de filtração glomerular em idosos.


B

realização de ultrassonografia renal de rotina semestral para todos os pacientes com diagnóstico de HAS há mais de dois anos.


C

estimativa da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) a partir da creatinina sérica e avaliação da albuminúria em amostra isolada de urina.


D

coleta de urina de 24 horas como método de triagem obrigatório para todos os pacientes cadastrados no programa HiperDia.


E

monitoramento da densidade urinária no exame parcial de urina, visto que a proteinúria é um achado tardio e irrelevante para o prognóstico.

Em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise, o manejo da hipercalemia constitui prioridade clínica. Dentre as opções terapêuticas, qual intervenção apresenta efeito imediato na estabilização da membrana miocárdica, prevenindo arritmias fatais?


A

Administrar resinas de troca iônica por via oral em doses padronizadas, visando promover eliminação gradual do potássio através do trato gastrointestinal, com efeito progressivo nas horas subsequentes.


B

Infundir solução de glicose hipertônica associada à insulina regular por via intravenosa, com o objetivo de induzir a entrada temporária de potássio para o meio intracelular e reduzir níveis séricos.


C

Administrar gluconato de cálcio por via intravenosa em dose adequada, com a finalidade de estabilizar a membrana miocárdica imediatamente e prevenir arritmias ventriculares potencialmente fatais.


D

Prescrever inalação de beta-agonistas de curta ação em doses repetidas, explorando sua capacidade de promover deslocamento transitório do potássio para o espaço intracelular e reduzir risco de arritmia.


E

Implementar restrição dietética rigorosa de potássio em todas as refeições, associando controle nutricional diário e acompanhamento laboratorial seriado, com impacto tardio nos níveis séricos.

Quando um paciente apresenta lesão renal sustentada o suficiente para exigir terapia de substituição renal, isso significa que ele passou para o estágio final da doença renal crônica. A velocidade de declínio da função renal e da progressão da doença está relacionada com o distúrbio subjacente, a excreção urinária de proteína e a existência de hipertensão arterial. Por isso a importância de conhecer seus sinais e sintomas, fatores de risco, cuidados associados e tratamentos.


A respeito da insuficiência renal crônica, analise as afirmativas a seguir.


I. O diabetes melittus, a hipertensão arterial, a glomerulonefrite crônica, a nefrite intersticial e a obstrução do trato urinário constituem causas de insuficiência renal crônica, principalmente, no indivíduo idoso.

II. Em relação às complicações, destaca-se que anemia é tratada com eritropoetina humana recombinante; a hemoglobina e o hematócrito são monitorados com frequência.

III. Sobre os métodos dialíticos, o paciente com evolução crescente do quadro de insuficiência renal deve ser encaminhado a um centro de diálise e de transplante, precocemente. A diálise é iniciada quando o paciente é incapaz de manter um estilo de vida razoável com o tratamento conservador.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

É amplamente aceita a definição da insuficiência renal, que é baseada na perda súbita da capacidade dos rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Esta doença pode ser subdividida em Insuficiência Renal Aguda (IRA) e Insuficiência Renal Crônica (IRC), de acordo com o período de desenvolvimento da doença. Sobre a assistência de enfermagem ao paciente renal crônico, assinale a alternativa correta.


A

O primeiro cuidado de enfermagem ao paciente renal crônico é sem dúvida o acolhimento. Neste acolhimento, é importante uma postura franca, assumida pelo profissional enfermeiro, onde o mesmo precisa ser transparente em relação à verdade do tratamento e do prognóstico no seu atendimento. Deste modo, o enfermeiro deve ter a compreensão de que precisa ser realista e passar isso, nem que isso demande algum negativismo, mas deve dizer a verdade sem fantasias.


B

É relevante ressaltar, em relação à hemodiálise, que este é um processo que geralmente dura pouco tempo, e é totalmente eficaz na maioria dos casos. É através da comunicação com o paciente, que se pode compreendê-lo como um todo, a sua visão de mundo, ou seja, o seu modo de pensar, de sentir e agir, só assim podemos identificar os problemas sentidos por ele, com base no significado que ele mesmo atribui aos fatos que lhe acometem.


C

Antes de iniciar os cuidados ao paciente, é preciso começar pelo momento do diagnóstico, quando o paciente se depara com a realidade de que terá de fazer o tratamento, recebendo o difícil diagnóstico de uma Insuficiência Renal Crônica. Dessa forma, o enfermeiro deverá estar preparado para cuidar, por meio de condutas de aproximação, de consideração e também de compreensão da existência do outro.


D

Na prática assistencial do enfermeiro de hemodiálise, é necessário considerar que as pessoas geralmente apresentam a mesma resposta a uma mesma situação estressora, portanto o planejamento das ações de enfermagem deve ocorrer a partir do reconhecimento de manifestações para o enfrentamento de situações comuns a muitos pacientes.


E

Generalizar o cuidado aos indivíduos com o mesmo de tipo de agravo inclui conhecer suas trajetórias, fator primordial que proporciona ao enfermeiro subsídios para orientá-lo, suprir as suas dúvidas e amenizar seus anseios.

As complicações que ocorrem durante a sessão de hemodiálise podem ser extremamente graves e fatais, e a equipe de enfermagem é muito importante na observação contínua dos pacientes durante a sessão. A manifestação mais comum da insuficiência renal crônica (IRC), relacionado às toxinas urêmicas circulantes é


A

Cefaleia.


B

Câimbras.


C

Hipertensão arterial.


D

Prurido.

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) afeta milhões de pessoas, sendo um problema de saúde pública mundial. hemodiálise, apesar de vital, está associada a altos A custos e complexidade. O papel da enfermagem é crítico para garantir a qualidade do cuidado, desde o monitoramento dos sinais vitais até o manejo de complicações e suporte ao paciente. Uma das principais responsabilidades do enfermeiro durante a hemodiálise é evitar complicações infecciosas no paciente. Assim, marque a alternativa correta com relação ao papel da equipe de enfermagem.


A

Realizar troca semanal do cateter venoso central.


B

Administrar antibióticos profiláticos antes de cada sessão de diálise.


C

Fornecer ao paciente soro fisiológico para ingestão durante a sessão.


D

Assegurar a correta assepsia do acesso vascular antes de cada sessão.


E

Alterar a dose de medicamentos sem consulta médica.

Um paciente com diagnóstico de insuficiência renal crônica (IRC) está internado e sob acompanhamento da equipe multiprofissional. Considerando as recomendações dietéticas para esse tipo de paciente, qual das alternativas abaixo descreve corretamente uma intervenção nutricional adequada para auxiliar na gestão da IRC?


A

Promover uma dieta rica em fósforo para fortalecer os ossos, independentemente dos níveis séricos.


B

Reduzir o consumo de potássio em função do risco de hipercalemia, especialmente evitando frutas ricas em potássio.


C

Aumentar a ingestão de proteínas para garantir a síntese muscular, sem restrições de fontes proteicas.


D

Manter o consumo de sódio elevado para compensar a diurese reduzida, prevenindo hiponatremia.


E

Incentivar o consumo de líquidos sem restrição, visando a manutenção da hidratação e redução de toxinas.

A insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A maioria das pessoas não apresenta sintomas graves até que a insuficiência renal esteja avançada, porém o paciente pode apresentar tais sintomas:


A

Urina com menos frequência;


B

Sonolência;


C

Pele oleosa;


D

Inchaço ao redor dos olhos.

Um paciente renal crônico, com TFG345 a 59 mL/min./1,73m², é classificado com insuficiência renal crônica


A

estágio 1.


B

estágio 2.


C

estágio 3.


D

estágio 4.

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma condição caracterizada pela perda gradual e irreversível da função renal, sendo causada principalmente por hipertensão, diabetes e glomerulonefrites. Entre as terapias de substituição renal está a hemodiálise, que alivia os sintomas sem substituir completamente a função renal. O manejo adequado dessa condição exige uma equipe de saúde qualificada, especialmente enfermeiros, que desempenham um papel fundamental no cuidado desses pacientes. Na gestão do cuidado do paciente com Insuficiência Renal Crônica (IRC) durante as sessões de hemodiálise, existe uma ação prioritária de enfermagem para evitar complicações, que é:


A

fornecer orientação nutricional para controle de eletrólitos.


B

avaliar apenas o peso do paciente antes da sessão de hemodiálise.


C

realizar a troca de cateteres a cada sessão de hemodiálise.


D

monitorar os sinais vitais antes, durante e após a sessão de diálise.


E

administrar diuréticos regularmente para aumentar a diurese residual.

De acordo com as Diretrizes para os Cuidados com pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) - (Brasil, 2014), leia os itens abaixo e depois responda ao que se pede:


I- Pacientes que evoluem para DRC em estágio terminal necessitam de algum tipo de terapia renal substitutiva (TRS), sendo as modalidades disponíveis: a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante renal.

II- A hematúria de origem glomerular é considerada o único marcador de dano renal parenquimatoso, e por isso o Enfermeiro a cada hemodiálise deverá ter esse registro no prontuário.

III- Prevenção da DRC é tratar e controlar os fatores de risco modificáveis: diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade, doença cardiovascular e tabagismo, cujo controle e tratamento devem estar de acordo com as normatizações e orientações do Ministério da Saúde.

IV- Para melhor estruturação do tratamento de pacientes com DRC e para estimativa de prognóstico, é necessário que após o diagnóstico, todos os pacientes sejam classificados em estágios pré-definidos pelas diretrizes de Doença Renal Crônica emitidas por documentos oficiais protocolados. O cuidado clínico no controle dos fatores de progressão da DCR deve ser sempre intensificado, de acordo com a evolução da DRC.

V- Estágio 5-ND (não dialítico) – Aos pacientes que não estão em Terapia Renal Subsitutiva (TRS), o acompanhamento desses indivíduos deverá ser realizado pela equipe multiprofissional composta de no mínimo os seguintes profissionais: médico nefrologista, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, assistente social, nas unidades de atenção especializadas em doença renal crônica, mantendo vínculo com as Unidades Básicas de Saúde (UBS).


Está CORRETO o que se afirma apenas em:


A

III e IV.


B

I, II, III e IV.


C

II, III, IV e V.


D

I, III, IV e V.


E

II, III e IV.

Paciente de 60 anos, portador de insuficiência renal crônica (IRC), apresentou pericardite, que normalmente é ocasionada pelo(a)


A

produção diminuída de eritropoetina.


B

metabolismo anormal da vitamina D.


C

retenção de sódio e de água.


D

acidose metabólica.


E

retenção dos produtos de degradação urêmicos e diálise inadequada.

Após revisar o histórico de medicamentos de um paciente de 67 anos, que apresenta hipertensão controlada e insuficiência renal crônica, uma enfermeira identifica que ele está atualmente tomando ramipril, metformina e digoxina. Dentre as opções a seguir, qual é a interação medicamentosa mais preocupante e que deve ser monitorada de perto pela equipe de saúde?


A

O ramipril pode causar hipercalemia, que é agravada pela insuficiência renal.


B

A digoxina, quando combinada com o ramipril, pode aumentar os níveis séricos de digoxina.


C

A metformina pode levar à acidose lática em pacientes com insuficiência renal.


D

A metformina pode potencializar os efeitos hipoglicemiantes de outros medicamentos.


E

O ramipril pode causar hipotensão ortostática em pacientes idosos.

C.E., 44 anos, sexo masculino, com diagnóstico de insuficiência renal crônica, está sendo submetido a hemodiálise ambulatorial há 3 meses. Uma vez que C.E. e portador de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo, o enfermeiro deve orientá-lo sobre os cuidados a serem observados em relação a essa forma de acesso, esclarecendo que


A

é contraindicada a higienização da área de punção com sabão antibacteriano no dia da hemodiálise.


B

deve palpar o pulso ou frêmito na fístula arteriovenosa várias vezes ao dia, para verificar se há fluxo sanguíneo.


C

ão existem restrições para a coleta de sangue no membro em que se localiza o acesso venoso.


D

finalizada a sessão de hemodiálise, deve aplicar uma pressão intensa e contínua sobre a fístula, após a retirada da agulha, para evitar sangramento.


E

após hidratar o local, deve ser removida a casca que se forma após a sessão de hemodiálise, para evitar o desconforto local por “repuxamento” da pele.

Com base no estadiamento da doença renal crônica, assinale a alternativa que corresponde a uma fase, em que, os níveis de uréia e creatinina plasmáticos ainda são normais, não há sinais ou sintomas clínicos importantes de insuficiência renal e somente métodos acurados de avaliação da função do rim (métodos de depuração, por exemplo) irão detectar estas anormalidades.


A

Fase terminal de insuficiência renal crônica.


B

Fase de insuficiência renal funcional ou leve.


C

Fase de insuficiência renal laboratorial ou moderada.


D

Fase de função renal normal sem lesão renal.

A insuficiência renal consiste em uma afecção sistêmica e pode ser via final de outras doenças. Consiste na ineficiência renal em remover os produtos de degradação metabólicos ou na desestabilização das funções reguladoras exercidas pelos rins. Essa ineficiência renal promove o acúmulo de substâncias nos líquidos corporais que normalmente são eliminados na urina e podem causar alterações como:


A

Acúmulo de excretas no sistema nervoso central que levam a cefaleia, contrações musculares, sensação de alerta, delirium, pés frios e flapping negativo.


B

Retenção de sódio e água com risco à hipotensão e à insuficiência respiratória.


C

Acidose mista em virtude de alterações dos túbulos renais ao excretar amônia (NH3-) e variação na reabsorção do bicarbonato.


D

Hipopotassemia, catabolismo excessivo e produção diminuída de eritropoietina.


E

Respostas inapropriadas quanto às alterações no aporte diário de água e eletrólitos.

Na insuficiência renal crônica, há perda progressiva e irreversível do funcionamento do tecido renal, considerando como os principais causadores: pielonefrite crônica, hidronefrose crônica, nefropatia hipertensiva e nefropatia diabética. Ao se submeter a tratamento, paciente irá passar por diálise peritoneal quando indicada, ou hemodiálise, ou até mesmo a transplante de rim. Após realizar a hemodiálise, quando recomendada, deverão ser observados as possíveis complicações apresentadas durante o tratamento, como, EXCETO:


A

Cefalia.


B

Convulsão.


C

Hipertensão.


D

Sangramento.

De acordo com a classificação das Doenças Renais Crônicas - DRC, diante de um paciente com Taxa de Filtração Glomerular – TFG3 = 30 a 44mL/min./1,73m², é correto afirmar que trata-se de um paciente


A

dialítico.


B

não dialítico.


C

DRC estágio 2.


D

DRC estágio 3.


E

DRC estágio 4.

A incidência de IRA-PC (Insuficiência Renal Pós Contraste) tem diminuído por uma maior conscientização da doença, por estratégias de prevenção e pela introdução de meios de contraste de menor perfil de toxicidade renal. Antes da injeção intravascular de meio de contraste, deve ser feito triagem de exame de sangue de rotina, realizada apenas naqueles pacientes considerados de risco para a presença de doença renal crônica. Assinale a alternativa que apresenta o exame que deve ser utilizado nesta avaliação.


A

Cálcio total


B

Hemograma completo


C

Creatinina Sérica


D

Uréia


E

Urina rotina

No tratamento conservador, o paciente com Doença Renal Crônica Terminal (DRCT) sofre com a proximidade da terapia renal substitutiva. O enfermeiro responsável pelo atendimento desse paciente deve falar sobre os métodos de terapia renal substitutiva, diminuindo a ansiedade do paciente. Assinale a alternativa correta a este respeito.


A

O enfermeiro deve apresentar somente o método de escolha do médico para o paciente, pois essa decisão é somente médica


B

O enfermeiro deve apresentar o método que possui mais conhecimento, convencendo assim o paciente a escolher juntamente com a equipe esse método, seja ele hemodiálise ou diálise peritoneal


C

O enfermeiro deve apresentar ao paciente os métodos de hemodiálise e diálise peritoneal, únicos métodos de terapia renal substitutiva


D

O enfermeiro não deve apresentar os métodos de terapia renal substitutiva, pois poderá deixar o paciente ainda mais ansioso


E

O enfermeiro deve apresentar os três métodos de terapia renal substitutiva e tirar suas dúvidas sobre a hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal

 
 
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