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Um paciente admitido na sala de emergência apresentou quadro de insuficiência respiratória aguda associada à hipotensão, e foram instituídas intervenções imediatas conforme protocolos assistenciais. Após o período inicial de estabilização, observou-se melhora parcial da saturação periférica de oxigênio, porém persistiram sinais de hipoperfusão periférica e alteração do nível de consciência, sem mudanças significativas nos parâmetros urinários. Considerando o papel do enfermeiro na avaliação de resultados das intervenções em urgência e emergência, assinale a alternativa que apresenta uma conduta INCORRETA.
Manter o plano assistencial previamente estabelecido até que haja completa estabilização clínica documentada.
Integrar dados clínicos e parâmetros fisiológicos para análise da efetividade das intervenções realizadas.
Registrar de forma sistematizada a evolução clínica e os achados relevantes para a continuidade do cuidado.
Reavaliar continuamente o paciente, articulando-se com a equipe multiprofissional para redefinição do plano assistencial.
Utilizar os resultados observados para subsidiar decisões sobre ajustes nas intervenções de enfermagem.
Assinale a alternativa que apresenta uma posição que proporciona os seguintes efeitos clínicos: melhora da oxigenação, diminuição dos fatores que contribuem para o colabamento alveolar, redistribuição da ventilação alveolar e redistribuição da perfusão.
Posição Litotômica.
Posição Prona.
Posição de Canivete.
Posição de Trendelenburg.
Posição de Jackknife.
A oxigenação adequada é uma necessidade humana básica relacionada ao funcionamento do sistema respiratório e cardiovascular. No cuidado ao paciente, é correto afirmar que:
a cianose periférica indica excesso de oxigênio circulante nos tecidos.
a posição de Fowler favorece a expansão pulmonar e facilita a respiração.
a dispneia ocorre apenas em pacientes com doenças pulmonares crônicas.
a oxigenoterapia prescinde de monitorização contínua do paciente.
Sobre os cuidados de enfermagem em situações de emergência respiratória em crianças, assinale a alternativa correta.
A identificação precoce de sinais de insuficiência respiratória, como cianose, rebaixamento do nível de consciência, incapacidade de falar ou mamar, é fundamental para o encaminhamento imediato ao serviço de emergência, cabendo também ao enfermeiro acionar o suporte adequado.
Em qualquer quadro de sibilância em crianças, a intubação orotraqueal deve ser realizada de imediato na APS, para evitar risco de parada cardiorrespiratória e complicações de pneumonia.
A monitorização de saturação periférica de oxigênio (SpO2 ) em crianças não auxilia na tomada de decisão clínica, pois os valores de referência são pouco confiáveis nessa faixa etária, dada a dificuldade em fixar os sensores nos dedos pequenos das crianças.
A oferta de oxigênio suplementar em crianças com desconforto respiratório moderado é contraindicada na APS, devendo ser realizada apenas em ambiente de terapia intensiva, onde será possível manter a criança monitorizada, e evitar a hiperventilação.
A presença de tiragem intercostal e batimento de asa de nariz em lactente é sinal de esforço respiratório leve, e necessita de encaminhamento à emergência apenas quando acompanhado de dessaturação.
Considerando os princípios da classificação de risco e sinais de gravidade, assinale a alternativa em que o paciente deve receber atendimento prioritário após procedimento de triagem:
Paciente com dor lombar crônica há seis meses, sem piora recente e sinais vitais estáveis.
Paciente com febre de 37,8 °C, dor de garganta e sintomas gripais iniciados há três dias.
Paciente agendado para consulta eletiva e renovação de receita de medicação de uso contínuo.
Paciente com queixa de dor torácica súbita, sudorese intensa e dificuldade respiratória.
Paciente com ferimento superficial em membro inferior ocorrido há 24 horas, sem sangramento ativo.


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As ações de enfermagem são fundamentais na observação de sinais e sintomas, permitindo a detecção precoce de complicações clínicas. Sobre as condutas e cuidados gerais frente às doenças mais comuns, assinale a alternativa INCORRETA:
Na presença de convulsões, o paciente deve ser contido pelos braços e pernas para evitar quedas e ferimentos.
Em casos de dispneia, o paciente deve ser colocado em posição semi-Fowler e ter a oxigenação monitorada.
Em situações de hipoglicemia, é indicado ofertar solução açucarada se o paciente estiver consciente.
Em casos de febre persistente, deve-se manter o paciente hidratado e comunicar o enfermeiro ou médico responsável.
Em unidade neonatal, recém-nascido pré-termo apresenta episódios de apneia, cianose perioral e bradicardia transitória. Considerando as atribuições do técnico de enfermagem, qual conduta é adequada e imediata?
Oferecer fórmula láctea em maior volume para reduzir crises, justificando conduta pela melhora da estabilidade metabólica observada.
Indicar intubação orotraqueal de urgência e realizar ventilação mecânica invasiva, fundamentando decisão de forma independente.
Prescrever cafeína citrato em dose terapêutica, aplicando via enteral para prevenção de novos episódios de apneia neonatal recorrente.
Suspender monitorização cardíaca contínua, prevenindo estresse causado pelos alarmes, mantendo apenas observação clínica eventual.
Estimular suavemente o RN, manter vias aéreas pérvias, observar resposta clínica e comunicar imediatamente equipe multiprofissional.
A avaliação da dor é a base para prescrição terapêutica e para avaliação do resultado obtido. As avaliações devem ser bem documentadas, sequenciais e sistematizadas, além de realizadas em intervalos regulares. Sobre a avaliação da dor pelo enfermeiro, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) O enfermeiro não tem nenhum papel na decisão da administração de analgesia suplementar e não pode influenciar o controle da dor.
( ) Ao identificar quadros dolorosos, moderados ou intensos, uma ação diretiva deve ser adotada visando ao alívio.
( ) Os protocolos de avaliação devem incluir procedimentos analgésicos, bem como informações sobre as características da dor — intensidade, localização e padrão sensitivo — e os possíveis impactos gerados na função dos sistemas respiratório, cardiocirculatório, gastrintestinal, locomotor e psíquico, além da efetividade da analgesia.
C - C - E.
C - E - E.
E - C - C.
E - E - C.
O técnico de enfermagem deve ter conhecimentos sobre patologias clínicas e cirúrgicas para identificar alterações no estado do paciente, prevenir complicações e oferecer uma assistência segura. Sobre os cuidados gerais a pacientes hospitalizados com diferentes condições clínicas e cirúrgicas, assinale a alternativa correta.
O técnico de enfermagem deve reconhecer sinais de alerta em pacientes clínicos e cirúrgicos, como taquicardia, hipotensão, dispneia ou alteração no nível de consciência, e comunicar imediatamente à equipe multiprofissional.
Em pacientes com patologias clínicas como insuficiência cardíaca ou diabetes, o acompanhamento da glicemia e da pressão arterial é secundário, sendo mais importante apenas administrar a medicação conforme prescrição.
Em pacientes pós-operatórios, a avaliação da ferida cirúrgica, monitoramento de sinais vitais e controle da dor são essenciais, mas não é necessário observar alterações sistêmicas, como febre ou sinais de infecção.
Pacientes clínicos e cirúrgicos com condições estáveis não necessitam de registro detalhado da evolução, bastando apenas a administração de medicações conforme prescrição médica.
A orientação do paciente quanto a cuidados domiciliares e prevenção de complicações deve ser realizada apenas pelo médico ou enfermeiro, não cabendo ao técnico de enfermagem.
Durante atendimento pré-hospitalar, uma paciente jovem apresenta dispneia súbita, cianose labial e saturação de O₂ de 78%, após uso recente de antibiótico. Com base nos protocolos de Suporte Avançado de Vida (ALS) e nos princípios de atuação técnica do profissional de enfermagem, qual sequência de condutas é mais adequada à situação descrita?
Realizar nebulização broncodilatadora sem interrupção da infusão medicamentosa, assegurando dilatação de vias aéreas periféricas.
Manter o acesso venoso em infusão contínua, observar a evolução clínica e registrar o evento para posterior notificação farmacovigilante.
Administrar diurético de alça endovenoso e reduzir oferta de oxigênio para evitar alcalose respiratória por hiperventilação compensatória.
Suspender imediatamente a administração do fármaco, iniciar oxigenoterapia de alto fluxo e preparar material para possível intubação orotraqueal.
Retirar a paciente do ambiente e aguardar avaliação médica, priorizando o conforto físico e emocional para reduzir ansiedade reativa.


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Durante o atendimento pré-hospitalar, um técnico de enfermagem socorrista é acionado para socorrer duas vítimas: uma criança de 3 anos com sinais de desconforto respiratório e um idoso de 82 anos, consciente, com suspeita de desidratação e hipotensão pós-queda. Ambos apresentam fragilidade clínica e necessitam de avaliação rápida e cuidadosa para estabilização inicial. Considerando as condutas adequadas nas emergências pediátricas e geriátricas, assinale a alternativa correta.
Durante o atendimento inicial, o uso de oxigênio suplementar em crianças deve ser evitado, a menos que haja saturação abaixo de 80%, devido ao risco de depressão respiratória.
Em crianças pequenas, a avaliação da perfusão periférica é irrelevante, pois a coloração da pele não se altera em casos de choque compensado.
O técnico deve considerar, que tanto em crianças quanto em idosos, alterações discretas nos sinais vitais podem indicar descompensação grave e devem ser comunicadas imediatamente à equipe médica.
No paciente idoso, a resposta taquicárdica ao choque é geralmente acentuada, sendo um sinal confiável para detecção precoce de hipovolemia.
Um paciente adulto é admitido no pronto atendimento, após acidente com colisão frontal em alta velocidade.
Durante a avaliação primária pela equipe de Enfermagem, são observados dispneia progressiva e uso de musculatura acessória; FR: 34 irpm; FC: 128 bpm; PA: 92/60 mmHg; ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito; traqueia desviada para o lado esquerdo; turgência jugular e batimentos cardíacos abafados; e ferimento fechado no tórax com abaulamento expiratório.
Considerando os achados apresentados e a taxonomia da NANDA-I 2024–2026, assinale a opção que indica o diagnóstico de Enfermagem corretamente associado ao problema fisiopatológico primário do caso clínico descrito.
Perfusão tissular ineficaz relacionada à hipovolemia hemorrágica, evidenciada por taquicardia e hipotensão.
Troca gasosa prejudicada relacionada à obstrução mecânica do fluxo aéreo, evidenciada por dispneia e hipoventilação.
Padrão respiratório ineficaz relacionado à dor torácica e à ansiedade, evidenciada por taquipneia e uso de musculatura acessória.
Mobilidade física prejudicada relacionada à dor torácica, evidenciada por limitação respiratória e abaulamento de hemitórax.
Débito cardíaco diminuído relacionado à disfunção miocárdica primária, evidenciado por hipotensão e ritmo cardíaco acelerado.
Um idoso de 91 anos é trazido ao hospital por sua esposa, apresentando pele pegajosa, confusão mental e dispneia. Ele é imediatamente encaminhado para a sala vermelha, e o médico está sendo acionado. Considerando o protocolo de atendimento emergencial, quais ações o Técnico de Enfermagem deve realizar imediatamente enquanto aguarda a equipe médica?
Assinale a alternativa CORRETA:
Colocar o paciente em posição de decúbito dorsal horizontal, administrar oxigênio a 15L/min com máscara de não reinalação e iniciar massagem cardíaca preventiva para evitar parada cardiorrespiratória.
Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo, administrar oxigênio umidificado via cateter nasal a 2L/min, verificar sinais vitais e anotar as queixas da acompanhante para relatar ao médico.
Elevar a cabeceira do leito entre 30 e 45 graus, administrar oxigênio sob prescrição médica, monitorar sinais vitais (frequência respiratória, pressão arterial, saturação de O2) e preparar materiais para possível acesso venoso.
Deixar o paciente confortável em posição supina, administrar oxigênio a 10L/min com máscara de Venturi e estimular a ingestão de líquidos para evitar desidratação enquanto aguarda o médico.
Iniciar aspiração de vias aéreas imediatamente, posicionar o paciente em decúbito dorsal elevado, retirar qualquer roupa apertada e administrar oxigênio umidificado a 5L/min via máscara facial.
A posição de Fowler é frequentemente utilizada para facilitar a respiração do paciente e consiste em:
Colocar o paciente de lado, prevenindo aspiração de secreções.
Manter o paciente completamente deitado em posição horizontal.
Elevar a cabeceira do leito entre 45º e 60º, permitindo maior expansão pulmonar.
Manter o paciente com as pernas elevadas e a cabeça baixa para melhorar o retorno venoso.
Considerando a legislação e os princípios éticos da enfermagem, o transporte de pacientes deve observar requisitos fundamentais para garantir assistência qualificada e segurança durante o trajeto. Das situações abaixo representadas, a que denota uma conduta inadequada por parte da equipe de enfermagem é:
acompanhar o paciente durante todo o transporte sempre com a presença de dispositivos de emergência, como cilindros de oxigênio e desfibrilador, caso necessários
realizar o transporte de um paciente inconsciente em decúbito horizontal lateral, para evitar aspiração de secreções
ignorar as condições clínicas do paciente em estado agudo e conduzir o transporte sem consultar o médico responsável
monitorar os sinais vitais antes, durante e após o transporte, anotando as alterações no prontuário do paciente


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A assistência de enfermagem em neonatologia envolve cuidados imediatos no parto e contínuos em berçários e UTIs neonatais, focando na estabilização do recém-nascido, monitoramento de sinais vitais, apoio à amamentação e prevenção de infecções.

Com base no gráfico apresentado e nos conhecimentos sobre assistência de enfermagem em neonatologia, assinale a alternativa CORRETA.
A prematuridade representa a principal causa de internação, exigindo cuidados voltados à termorregulação e suporte ventilatório.
A síndrome do desconforto respiratório é rara em prematuros, estando mais associada a infecções bacterianas.
A sepse neonatal é responsável pela maioria das internações e não requer medidas de controle de infecção.
A icterícia neonatal é a principal causa de internação, exigindo cuidados de isolamento respiratório e controle de secreções.
"Sra MHJ, 50 anos, ASAI, foi submetida ao procedimento cirúrgico de gastroplastia, sendo realizada anestesia geral induzida com propofol (140 mg), fentanil (350 µg), atracúrio (30 mg) e mantida com isoflurano, duas doses subsequentes em bolus de atracúrio (10 mg cada) e ventilação controlada mecânica. No final da cirurgia, após antagonização do bloqueio neuromuscular, a paciente foi extubada, obedeceu aos comandos para respirar e colaborou na passagem à maca, sendo transportada para a SRPA. Chegou alerta, em ventilação espontânea, acesso venoso em MSE, com curativo oclusivo, seco e limpo em região abdominal, compressor em membros inferiores, com tremores e desconfortável à manipulação. Minutos após, apresentou apneia, cianose e inconsciência. Foi realizada ventilação manual com oxigênio a 100%, havendo retorno da ventilação espontânea, porém apresentando dispneia, e tornou-se alerta."
Ainda considerando a situação clínica da sra MHJ, o resultado de enfermagem e a intervenção de enfermagem correlacionada ao Diagnóstico de Enfermagem prioritário são:
Controle da Dor e Controle de dor: Aguda
Estado Respiratório: Ventilação e Assistência Ventilatória
Mobilidade e Posicionamento
Gravidade da infecção e Controle de Infecção
De acordo com as mudanças nas Diretrizes de 2020 da American Heart Association (AHA) para ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE), assinale a alternativa INCORRETA.
Os responsáveis pelas compressões deverão alternar a cada 2 minutos, ou antes, se houver cansaço.
Para a qualidade da RCP sem via aérea avançada, a relação compressão-ventilação deverá ser 30:2.
Considera-se, na qualidade da RCP, a compressão com força (pelo menos 5 cm) e rápida (100 a 120/min), e o aguardo do retorno do tórax.
O acesso intraósseo (IO) pode ser considerado se as tentativas para acesso intravenoso (IV) não forem bem-sucedidas ou não forem viáveis.
Em ressuscitações pediátricas, a taxa de ventilação assistida recomendada tem sido aumentada para uma ventilação a cada 3 a 4 segundos (30 a 40 ventilações por minuto) para todos os casos de ressuscitação pediátrica.
São considerados os principais critérios de admissão em leito de UTI:
I. Falência respiratória.
II. Falência hemodinâmica.
III. Pós-operatórios e politraumatizados não
neurocirúrgicos.
IV. Intoxicação graves.
V. Doença coronária aguda.
Estão CORRETAS:
I, II, III, IV, V.
II, III, IV, V, apenas.
I, III, IV, V, apenas.
I, II, III, apenas.
I, II, IV, V, apenas.
O atendimento pré-hospitalar (APH) tem por objetivo estabilizar a condição do paciente e evitar complicações adicionais até que ele possa ser transportado para um local adequado de tratamento. Sobre o APH, assinale a alternativa correta.
Alguns dos cuidados pós-ressuscitação cardiopulmonar no adulto são a manutenção da permeabilidade das vias aéreas, cessar a administração de oxigênio, avaliar sinais vitais a cada meia hora e, em caso de parada respiratória, iniciar 2 a 5 insuflações por minuto com a bolsa valva-máscara.
Suspeita-se de parada respiratória no adulto quando ele está irresponsivo ao estímulo, com respiração agônica ou ausente, com pulso central palpável e nesse caso deve-se abrir a via aérea e aplicar uma insuflação com bolsa valva-máscara, mantendo em caso de persistência da parada a cada 5 ou 6 segundos.
Quando for possível monitorar continuamente a pressão arterial invasiva, no momento da parada cardiorrespiratória, é aconselhável que se use a pressão arterial sistólica para avaliar a qualidade da ressuscitação cardiopulmonar.
Ao executar ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em bebês e crianças sem via aérea estabelecida, é aconselhável alcançar um intervalo de frequência respiratória de uma ventilação a cada 20 ou 30 segundos, sem interromper as compressões.