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O atendimento em saúde sexual e reprodutiva pelo enfermeiro é uma ação autônoma e amparada legalmente, essencial na Atenção Primária e serviços especializados. O atendimento em saúde sexual e reprodutiva deve ser pautado pela Política Nacional de Humanização (PNH), especialmente para populações vulneráveis. O acolhimento para inserção do DIU deve:
Centralizar a meta terapêutica na decisão do profissional de saúde sobre qual o melhor método.
Garantir a integração e o atendimento livre de qualquer discriminação, promovendo a autonomia da mulher.
Priorizar mulheres que já possuem mais de três filhos, conforme a lógica do SUS.
Ocorrer apenas se a paciente estiver acompanhada pelo parceiro para assinatura do consentimento.
O Programa Saúde na Escola (PSE) tem como objetivo contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, visando ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. Nesse contexto, uma ação do Componente I do PSE é
a educação para a saúde sexual e reprodutiva.
a promoção da cultura de paz e prevenção de violências.
a prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas.
a detecção precoce da hipertensão arterial sistêmica.
A assistência à saúde da mulher envolve ações fundamentais relacionadas à gravidez, contracepção, pré-natal, infertilidade e puerpério, visando cuidado integral, seguro e baseado em evidências. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I.No pré-natal, recomenda-se iniciar o uso diário de ácido fólico ainda no período pré-concepcional, com o objetivo de reduzir o risco de defeitos do tubo neural, mantendo-se sua suplementação pelo menos até o fim do primeiro trimestre.
II.No puerpério imediato, a amamentação em livre demanda contribui para redução do sangramento uterino, pois estimula liberação de ocitocina, favorecendo a involução uterina.
III.Na avaliação de infertilidade, considera-se investigação para o casal quando não há concepção após 12 meses de tentativas regulares sem uso de contraceptivos, reduzindo-se esse intervalo para 6 meses quando a mulher tem 35 anos ou mais.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
II apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
A saúde sexual diz respeito à vivência e expressão da sexualidade individual de maneira saudável. Podem ser estratégias para saúde Sexual e reprodutiva. Assinale a alternativa CORRETA:
Disponibilizar apenas preservativos masculinos nas Unidades de Saúde.
Contracepção Compulsória.
Estimular a população a não ter relações sexuais, mesmo com proteção contra IST e gravidez indesejada.
Prevenção, diagnóstico e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e da Transmissão Vertical.
A sexualidade humana é compreendida como uma construção multifacetada, englobando diversos aspectos que interagem entre si, tais como a vivência interna do gênero, a atração afetiva e as características biológicas. Em relação à diversidade sexual e de gênero, e considerando o Manual de Orientações Sobre Gênero e Diversidade Sexual (2020), relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os conceitos aos seus respectivos exemplos.
Coluna 1
1. Identidade de Gênero.
2. Orientação sexual.
3. Sexo Biológico.
4. Expressão de Gênero.
Coluna 2
( ) Homem bissexual.
( ) Mulher cisgênero.
( ) Não binária.
( ) Intersexual.
A ordem correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 - 3 - 4 - 2.
2 - 1 - 4 - 3
2 - 4 - 3 - 1.
4 - 1 - 2 - 3.
3 - 2 - 1 - 4.
Considerando as evidências mais atuais sobre a atenção à saúde sexual e reprodutiva, especialmente no manejo da gravidez na adolescência, em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde, aponte a opção correta que orienta a prática da Enfermagem.
Focar em exames laboratoriais de triagem e protelar o aconselhamento sobre métodos contraceptivos, garantindo adesão ao pré-natal.
Estimular vínculo confidencial, escuta qualificada e articulação com serviços de saúde mental, reduzindo riscos psicossociais.
Iniciar suplementação de micronutrientes apenas em adolescentes com déficit de crescimento, pois o risco nutricional é mínimo na adolescência.
Restringir a inclusão familiar nas consultas para evitar conflitos emocionais que prejudiquem a relação profissional-paciente.
Adiar o rastreio de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) até o segundo trimestre, devido à baixa prevalência de exposição no período inicial.
Durante atendimento de enfermagem na Atenção Primária, uma paciente de 22 anos, sexualmente ativa desde os 15, procura a unidade para fazer o primeiro exame de Papanicolau. Segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta CORRETA é:
Realizar o exame imediatamente e repetir a cada 6 meses.
Realizar o exame e repetir anualmente até a menopausa.
Aguardar até que complete 25 anos para iniciar o rastreamento.
Encaminhar para ginecologista, pois o exame não é função da atenção primária.
Paciente de 14 anos busca determinada instituição de saúde por conta própria, a fim de tirar dúvidas sobre o início da vida sexual e solicitar exame de gravidez. Na conversa com a paciente, ela afirma que mora com os pais, e que os encontros com o namorado acontecem durante o horário da escola. Por essa razão, a paciente pede que os pais não fiquem sabendo da situação e da procura dela pelo atendimento em saúde. Diante do exposto, o técnico em enfermagem deve:
atender a paciente e encaminhá-la ao serviço referência de proteção da criança e do adolescente, a fim de que os pais sejam notificados por meios legais.
atender a paciente e encaminhá-la para consulta com o enfermeiro ou médico, solicitando que seja mantido sigilo pela equipe.
informar à paciente que o atendimento deve acontecer com a presença dos responsáveis.
atender a paciente, encaminhá-la para consulta com o enfermeiro ou médico e, em seguida, entrar em contato com a família a fim de esclarecer os procedimentos realizados, considerando se tratar de uma pessoa menor de idade.
atender a paciente, encaminhá-la para consulta com o enfermeiro ou médico e, em seguida, entrar em contato com a escola, a fim de informar as ausências da adolescente e solicitar apoio orientativo à aluna.
Dona Maria Flor tem uma filha de 18 anos que é residente na área de abrangência da Estratégia Saúde da Família Novo Horizonte, local para o qual Ana Maria foi designada, após assumir seu cargo de Técnica em Enfermagem no serviço público. Dona Maria Flor relata a Ana Maria ter muita “vergonha” e “ficar sem jeito” para falar sobre sexo com a filha, mas diz estar preocupada, pois tem medo de ela engravidar já que namora o filho de Seu Pedro há um tempo. Dona Maria Flor pede a sua ajuda na abordagem do assunto com a filha. Assinale a alternativa que indica a atitude CORRETA de Ana Maria.
Dizer para Dona Maria Flor que ela “dá conta” do assunto, pois é mãe.
Programar uma visita domiciliar com Dona Maria Flor para saber como foi a conversa.
Orientar Dona Maria Flor a ir à escola para conversar com o filho de Seu Pedro.
Orientar Dona Maria Flor a incentivar a filha a participar do planejamento reprodutivo.
Contatar a diretoria da escola para se reunir com a professora do filho de Seu Pedro.
Para a oferta de atenção de qualidade no campo da saúde sexual, é preciso respeitar plenamente influências religiosas, evitando-se o impulso de desfazer mitos e tabus advindos desse campo.
Certo
Errado
A sexualidade faz parte de todo ciclo vital do ser humano, por isso é importante conhecer o seu significado para entender os diferentes aspectos de comportamentos encontrados, visto que a sexualidade está inserida na história e cultura das pessoas. Na história da sexualidade, não se pode descartar sua relação com a saúde, principalmente nas questões das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), e com o planejamento familiar. Sobre a Assistência de Enfermagem em saúde sexual e reprodutiva, assinale a alternativa correta.
Independentemente da decisão da mulher e/ou casal, o enfermeiro tem total autonomia para conduzir todo o processo de planejamento reprodutivo, como no caso dos métodos de barreira (preservativos masculino e feminino) e método não hormonal, como o diafragma.
As intervenções relacionadas à saúde sexual e reprodutiva devem cumprir as normas relativas à qualidade da atenção, baseada nas evidências científicas e prestar-se de forma respeitosa e positiva. Para tanto, é necessário que a equipe de enfermagem da Atenção Primária à Saúde esteja instrumentalizada para captar e atender às demandas da população de mulheres, jovens e homens sob sua responsabilidade.
No Brasil, temos hoje um baixo índice de morbimortalidade materna e neonatal decorrentes de gestações não planejadas e abortos ilegais. Uma das formas que fez diminuir esses índices é o investimento na ampliação do acesso aos métodos contraceptivos.
No trabalho da enfermagem na APS, as questões relacionadas aos direitos sexuais e reprodutivos — gravidez não planejada, aborto, infertilidade, planejamento reprodutivo e violência — têm seus desafios superados, uma vez que a compreensão da sexualidade se libertou dos preconceitos e tabus que dificultavam a superação de barreiras relacionadas à saúde sexual e reprodutiva.
A enfermagem tem papel fundamental na promoção da saúde sexual e reprodutiva no Brasil, mesmo não sendo esse papel de relevância, isso porque já há bastante acesso à informação e aos diferentes métodos contraceptivos, diminuindo a medicalização dos corpos das mulheres, e reduzindo a importância da assistência de enfermagem nesses casos.
De acordo com as diretrizes fundamentais para o atendimento ético e humanizado das demandas de saúde sexual e reprodutiva nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS), assinale a alternativa que corretamente descreve essas diretrizes.
O atendimento deve ser baseado em boas práticas técnicas, sem juízos de valor, oferecendo dignidade respeito.
Os serviços de APS devem seguir padrões nacionais de controle de natalidade, com metas específicas de redução.
Os atendimentos de saúde sexual e reprodutiva devem ser direcionados exclusivamente a mulheres em idade fértil.
A abordagem de saúde reprodutiva deve priorizar o controle populacional em áreas de alta densidade demográfica.
Os profissionais de saúde devem seguir os valores pessoais e morais para avaliar cada caso.
Uma estratégia para reforçar a adesão aos preservativos e à prática do sexo seguro para prevenir infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV-AIDS, é apresentar os preservativos como ferramentas de exercício dos direitos sexuais das pessoas.
Certo
Errado
A saúde sexual e reprodutiva é uma das áreas prioritárias da Atenção Primária à Saúde nos diferentes ciclos de vida. Sobre o tema, é correto afirmar:
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define “saúde sexual” como um estado de bem-estar geral das pessoas com ausência de doenças, disfunções ou debilidades nos órgãos sexuais.
As expressões “controle de natalidade” e “planejamento reprodutivo” são sinônimas, portanto, ambas podem ser utilizadas para descrever o planejamento de homens e mulheres em idade fértil.
A aids/HIV tem sido considerada um problema de saúde pública entre jovens e idosos, enquanto, em pessoas com 50 anos ou mais, há redução dos índices de contágio.
O planejamento familiar, além da oferta de métodos e técnicas para concepção e anticoncepção, abrange o acompanhamento aos usuários conforme escolha livre e informada.
A anticoncepção na adolescência pode ser realizada por diversos métodos, dentre os quais os comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura basal etc.) são os mais recomendados, por não utilizarem doses hormonais.
Os direitos sexuais e os direitos reprodutivos são direitos humanos reconhecidos em leis nacionais e documentos internacionais. São direitos sexuais:
direito das pessoas de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas;
direito a informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos;
direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência;
direito a dispensação de medicamentos na Farmácia Popular;
direito de viver a sexualidade independentemente de estado civil, idade ou condição física.
Qual é a intervenção de enfermagem mais atenta para uma paciente que apresenta amenorreia (ausência de menstruação) e deseja avaliar a possibilidade de gravidez, considerando a assistência à saúde sexual e reprodutiva?
Solicitar um teste de gravidez de urina e, em caso de resultado negativo, encaminhar uma paciente para um ginecologista para avaliação mais aprofundada.
Recomendar que o paciente mantenha a calma e aguarde pelo menos mais seis meses antes de procurar ajuda médica, pois a amenorreia é comum em algumas mulheres.
Realizar uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a presença de órgãos reprodutivos anômalos antes de considerar outras opções de diagnóstico.
Sugerir que o paciente adote um estilo de vida mais saudável, incluindo dieta e exercícios, antes de realizar qualquer intervenção médica para avaliar a amenorreia
Segundo o Ministério da Saúde, o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como a diversos outros tumores em homens e mulheres. Sobre o tema, assinale a afirmativa correta.
A vacina HPV quadrivalente deve ser administrada exclusivamente por via subcutânea.
As lesões subclínicasse apresentam como verrugas na região genital e no ânus. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e sólidas).
As recomendações de tratamento do HPV são as mesmas para pessoas com imunodeficiência. Porém, nesse caso, o paciente requer acompanhamento menos frequente, já que pessoas com imunodeficiência tendem a apresentar melhorresposta ao tratamento.
O tratamento deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos. O tratamento das verrugas anogenitais (região genital e no ânus) consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume.
Durante uma consulta de enfermagem com uma adolescente, a enfermeira identifica sinais de comportamentos sexuais de risco. Ao abordar o tema, a adolescente revela que não utiliza métodos contraceptivos e possui múltiplos parceiros sexuais. Diante dessa situação, qual é a intervenção mais apropriada por parte da enfermeira?
Prescrever contraceptivos hormonais sem fornecer informações adicionais.
Iniciar uma conversa sobre métodos contraceptivos e educar sobre práticas sexuais seguras.
Ignorar a situação, pois a adolescente tem autonomia para tomar decisões sobre sua vida sexual.
Encaminhar a adolescente para testes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) sem orientações.
Em 2018, o Ministério da Saúde publicou o “Cuidados de Adolescentes: orientações básicas para a saúde sexual e a saúde reprodutiva”. Dentre as ações para promoção da educação em sexualidade, está o planejamento reprodutivo. Para o alcance efetivo dessa ação, é necessário que o profissional de saúde esteja atento a alguns aspectos. Aponte-os.
Proporcionar, na Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta informada e esclarecida, para que o profissional determine o melhor o método contraceptivo para a adolescente, aproveitando todas as oportunidades que surgem quando estão nas UBS para reforçar a necessidade do método determinado.
Adolescentes, de 10 a 19 anos de idade, têm direito a serem atendidos sem discriminação, de qualquer tipo, com garantia de consentimento informado e esclarecido, de privacidade e de sigilo, podendo ser atendidos sem a presença dos pais, se assim preferirem. No entanto, se esses adolescentes ainda não têm o discernimento e autonomia necessários para tomar decisões, é preciso negociar a presença de pais ou responsáveis.
Dentro do direito à saúde, em casos específicos em que uma possível gravidez possa se configurar como um risco à saúde da adolescente, a idade ginecológica (tempo pós-menarca), configura-se como um fator limitante para a orientação e prescrição de métodos contraceptivos adequados.
Dispensar, em comum acordo com os pais, a anticoncepção de emergência, seguida de acolhimento imediato para o planejamento reprodutivo e esclarecer que precisa de autorização para o uso repetitivo da anticoncepção de emergência pois diminui a sua eficácia, não sendo, portanto, um método a ser adotado como rotina.
Saúde sexual é uma estratégia para a promoção da saúde e do desenvolvimento humano (COLEMAN, 2011) e integra aspectos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais do ser sexual, de maneiras que são positivamente enriquecedoras e que melhoram a personalidade, a comunicação, o prazer e o amor (WHO, 1975). Geralmente, o termo “sexo seguro” é associado ao uso exclusivo de preservativos. Por mais que o uso de preservativos seja uma estratégia fundamental a ser sempre estimulada, ele possui limitações. Sobre a prevenção para uma prática sexual segura, são consideradas medidas importantes e complementares, EXCETO:
Testar regularmente para HIV e outras ISTs.
Imunizar para hepatites virais B e C e para HPV.
Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.
Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado.