Questões de Concurso sobre Síndrome de compartimento

 
 
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No contexto da assistência de enfermagem ao paciente com doenças do sistema musculoesquelético, é fundamental reconhecer as principais características clínicas e fisiopatológicas de cada patologia para adequada vigilância e priorização do cuidado. Sendo assim, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as doenças às suas características.


Coluna 1

1. Doença de Paget.

2. Gota.

3. Espondilite anquilosante.

4. Síndrome compartimental.


Coluna 2

( ) Dor lombar de caráter inflamatório associada à rigidez progressiva da coluna.

( ) Deposição de cristais de ácido úrico com inflamação articular aguda.

( ) Processo de remodelação óssea acelerada e desorganizada.

( ) Elevação da pressão intramuscular com risco de isquemia e necrose tecidual.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

3 – 2 – 1 – 4.


B

4 – 3 – 2 – 1.


C

2 – 1 – 4 – 3.


D

3 – 1 – 2 – 4.


E

1 – 4 – 3 – 2.

Durante a consulta de enfermagem em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o enfermeiro atende um trabalhador rural de 48 anos, com febre alta, mialgia intensa, cefaleia e histórico recente de contato com água de enchente. O profissional realiza anamnese, exame físico, identifica problemas prioritários, fórmula diagnósticos de enfermagem, planeja intervenções, executa cuidados e registra a evolução. Considerando o Processo de Enfermagem e a Vigilância Epidemiológica, a conduta mais adequada é:


A

Encaminhar o paciente para atendimento médico, sem necessidade de notificação, pois o diagnóstico ainda é suspeito.


B

Realizar apenas o registro clínico no prontuário, aguardando confirmação laboratorial.


C

Implementar o Processo de Enfermagem completo e realizar notificação compulsória imediata de suspeita de leptospirose.


D

Orientar repouso domiciliar e retorno em 72 horas, evitando sobrecarga do sistema de vigilância.

A Síndrome Compartimental é uma complicação grave de fraturas, especialmente em tíbia e antebraço. Assinale a alternativa que indica o sinal clínico precoce que o técnico de enfermagem deve identificar para alertar a equipe médica.


A

Paralisia motora completa dos dedos, demonstrando que houve secção nervosa traumática no momento exato da fratura.


B

Ausência de pulso distal (sinal de pulselessness), que ocorre nos estágios iniciais da síndrome devido à oclusão total das artérias principais pelo edema ósseo.


C

Dor intensa, desproporcional à lesão aparente e que não cede aos analgésicos opioides comuns, agravando-se com a extensão passiva dos dedos do membro afetado (sinal de estiramento).


D

Palidez cutânea e cianose de extremidades, indicando que a pressão intracompartimental já superou a pressão arterial sistólica do paciente.


E

Presença de petéquias na região axilar e torácica, associada a confusão mental e hipoxemia, características exclusivas da compressão muscular.

Em relação à saúde do homem, há uma síndrome em que o homem apresenta os mesmos sintomas da sua parceira que está grávida, como enjoos, desejos, crises de choro e até aumento do peso. Essa síndrome é denominada:


A

Síndrome de Klinefelter.


B

Síndrome de Morris.


C

Síndrome de Couvade.


D

Síndrome do supermacho.


E

Síndrome de Turner.

Durante o pós-operatório imediato, um paciente submetido à artroplastia total de quadril apresenta dor intensa, palidez, diminuição de pulso periférico e rigidez no membro operado. A conduta mais adequada do técnico de enfermagem é:


A

Aplicar bolsa de água quente no local para melhorar a circulação.


B

Registrar os achados e aguardar avaliação médica nas próximas horas.


C

Avaliar o curativo e reforçá-lo, sem mobilizar o membro operado.


D

Elevar o membro afetado acima do nível do coração e realizar massagem.


E

Comunicar imediatamente ao enfermeiro, pois pode se tratar de síndrome compartimental.

Durante um plantão em unidade de ortopedia, um paciente de 32 anos, vítima de acidente de moto, apresenta fratura de tíbia esquerda com fixação externa realizada há 8 horas. O enfermeiro, ao realizar a avaliação do membro inferior, observa dor intensa e desproporcional ao estímulo, mesmo após analgesia prescrita. O membro encontra-se edemaciado, com coloração pálida, tenso ao toque e com dificuldade para mobilização ativa dos dedos. O pulso distal é palpável, porém fraco. Diante desse cenário, o enfermeiro sinaliza prontamente a situação à equipe médica


Com base nesse caso, e considerando os conhecimentos sobre síndrome compartimental aguda, é CORRETO afirmar que seria uma conduta adequada do enfermeiro:


A

Aplicação de compressas frias, medida que reduz o edema e melhora a circulação local, resolvendo a queixa álgica.


B

Aplicação de enfaixamento elástico compressivo, conduta que auxilia na redução da pressão intersticial.


C

Realização massagem ou manipulação vigorosa no membro comprometido, que pode melhorar o edema e a lesão tecidual.


D

Manutenção do membro até ao nível do coração, medida que favorece o retorno venoso e reduz a dor associada ao edema pós-fratura.

O manejo das lesões e dos distúrbios musculoesqueléticos frequentemente inclui o uso de aparelhos imobilizadores, talas, aparelhos ortopédicos, tração, cirurgia ou uma combinação desses. Durante a avaliação de um paciente com fratura imobilizada de membro inferior direito por gesso, o enfermeiro registra que o paciente relata dor intensa e persistente no membro afetado, mesmo após a administração de analgésico.


Com base na segurança do paciente e na assistência de Enfermagem aos pacientes com alterações musculoesqueléticas, assinale a afirmativa que apresenta a conduta adequada.


A

A dor persistente do paciente e a necessidade de mais analgésicos precisam ser imediatamente comunicadas ao médico para evitar necrose, lesão neuromuscular e possível paralisia.


B

O enfermeiro deve administrar mais uma dose de analgésico, pois o uso contínuo de analgésicos é suficiente para controlar qualquer dor associada ao uso de imobilizadores.


C

A presença de dor intensa indica boa cicatrização óssea e dispensa ação imediata, bastando manter o caso sob observação.


D

A dor sob imobilização é esperada e deve ser monitorada apenas nas 24 horas subsequentes.


E

O enfermeiro deve remover o gesso para aliviar a pressão e reduzir a dor persistente.

Os tendões transmitem forças, estabilizam movimentos e promovem o deslocamento das extremidades. Eles sofrem distensão pela força contrátil dos músculos e compressão pelos ossos e ligamentos. Como a força é proporcional à massa muscular, o esforço compressivo no tendão está relacionado a:


I - força do músculo.

II - curvatura da posição

III - área de contato com estruturas adjacentes

IV - elasticidade do ligamento adjacente


A afirmação correta está em:


A

I, II e III apenas


B

I, II, III e IV apenas


C

I e II apenas


D

IV apenas


E

III e IV apenas

Na síndrome de compressão de compartimento abdominal, o indicador decisivo para laparotomia descompressiva é:


A

pressão intravesical maior que 20 mmHg


B

acidose metabólica refratária


C

oligúria persistente


D

pico pressórico inspiratório elevado

A hipertensão intra-abdominal (HIA) e a síndrome compartimental abdominal (SCA) envolvem diversos mecanismos fisiopatológicos que resultam em alta mortalidade. Com relação a essas condições patológicas, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:


A

Uma das condições fisiopatológicas associadas à instalação do estado de HIA é o aumento dos fluidos intraluminal intestinal causado principalmente por ascite, reposição volêmica e politransfusão.


B

A SCA é definida como a condição de disfunção orgânica singular ou múltipla, de causa primária ou secundária, deflagrada pela pressão intra-abdominal maior que 30mmHg.


C

Foram definidas três classificações de HIA para o paciente adulto, a depender dos valores de pressão intra-abdominal: leve, moderada e grave.


D

A HIA é um estado patológico caracterizado pelo aumento sustentado da pressão intra-abdominal acima de 12mmHg entre duas medições subsequentes com intervalo de 4 a 6 horas.

Assinale a alternativa que contenha doenças, agravos de Notificação Compulsória (PORTARIA GM/MS n. º 420, 2022):


A

Febre Amarela; Febre de Chikungunya; Leptospirose.


B

Sarampo; Rubéola; Pneumonia.


C

Febre Tifoide; Doença Meningocócica; Miocardite.


D

Leptospirose; Tuberculose; Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.


E

Hepatites virais; Toxoplasmose gestacional e congênita; Herpes Zoster.

João Mendes, técnico de enfermagem da SAMU, é acionado, juntamente com a equipe multidisciplinar, para atender uma paciente com trauma por mecanismo de compressão de grande massa muscular de extremidades, causado por soterramento (colapso de estrutura). Nesse caso, o protocolo indicado é o:


A

BT22 - Afogamento


B

BT18 - Queimadura térmica (calor)


C

BT16 - Síndrome do esmagamento


D

BT8 - Pneumotórax aberto - Ferimento aberto no tórax

Nas sindesmoses, o tecido conjuntivo fibroso também se interpõe nas suturas, mas não ocorre entre ossos do crânio. É exemplo desse tipo de articulação a sindesmose


A

isquiotibial.


B

femorocrural.


C

radioulnar.


D

esternoclavicular.

“Síndrome emergencial que apresenta aumento de pressão, geralmente antebraço ou perna. Possivelmente conduz a dano muscular irreversível e edema tecidual após a lesão como fratura de cotovelo, lesões dilacerantes, mordidas de animais, podendo comprimir artérias e nervos causando isquemia muscular.” Qual o nome dessa patologia?


A

Fratura exposta.


B

Amputação traumática.


C

Fratura de extremidades.


D

Síndrome do compartimento.

Na síndrome compartimental, um alerta para enfermagem é manter o adequado posicionamento do membro afetado, que deve permanecer


A

no nível do coração.


B

abaixo do nível do coração.


C

acima do nível do coração.


D

em posição neutra e abaixo do nível do coração.

Um distúrbio no qual a pressão aumentada em um espaço tecidual fechado compromete a circulação para os capilares, músculos e nervos naquele espaço é a definição de:


A

Entorse.


B

Distensão.


C

Fratura por compressão.


D

Síndrome de compartimento.

 
 
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