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De acordo com o Relatório Nacional de Incidentes Relacionados à Assistência à Saúde (2017), notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, no período de janeiro de 2014 a julho de 2017, dos 134.501 incidentes notificados, 23.722 (17,6%) corresponderam às notificações de lesões por pressão, sendo, durante este período, o terceiro tipo de evento mais frequentemente notificado pelos Núcleos de Segurança dos Pacientes dos serviços de saúde do país. Nesse sentido, são consideradas práticas seguras para prevenção de lesão por pressão em serviços de saúde:
Deixar o paciente o maior tempo possível sentado em cadeira, sem alívio de pressão, para redistribuir as zonas de pressão.
Mudança de posição a cada duas horas para reduzir a pressão local.
Manutenção da higiene corporal, hidratação diária da pele, diminuição da ingestão nutricional (calórica e proteica) e manutenção da ingestão hídrica.
Evitar o uso de apoio (travesseiros, coxins ou espumas) na altura da panturrilha, afim a proteger os calcâneos.
Realização de avaliação criteriosa da pele pelo menos uma vez por semana, especialmente nas áreas de proeminências ósseas (joelhos, cotovelos e calcanhares) e pelo menos uma vez por dia nas regiões submetidas à pressão por dispositivos, como cateteres, tubos e drenos.