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A obtenção do maior retorno possível de capital investido por meio da maximização do lucro e da minimização dos custos é visto como um dos principais objetivos do empresário e administrador rural. Nesse contexto, a administração é considerada tomadora de decisões formalizadas por uma série de passos ordenados e lógicos, que envolvem a identificação do problema, a coleta de dados e informações, a identificação de soluções alternativas e análise das mesmas, a tomada de decisão, a implementação da decisão e a avaliação dos resultados.
A partir do final da década de 60 e inicio da de 70 do século passado, o modelo de orientação tecnológica na agricultura, denominado de “Revolução Verde” tem sido questionado por movimentos sociais e ambientalistas. No Brasil, pode-se considerar que a viabilização socioeconômica dos modelos de agricultura em base ecológica teve seu grande impulso a partir da década de 80.
Com relação aos principais precursores desses novos modelos, a alternativa correta é:
Foram principalmente os agricultores afastados do processo de industrialização/intensificação da agricultura, mas que mesmo assim mostravam-se eficientes no uso e manejo dos recursos naturais.
Foram principalmente os agricultores capitalizados que praticavam a agricultura mecanizada e com alto uso de insumo e que se rebelaram contra o modelo de agricultura industrial.
Foram principalmente os pesquisadores, professores, extensionistas e outros profissionais envolvidos na criação das bases teóricas de modelos de agricultura alternativos ao modelo industrial.
Foram principalmente os agricultores sem terra financiados por Organizações não governamentais internacionais.
Foram principalmente os agricultores e coordenadores ligados aos programas de Reforma Agrária.
Após as fases de tipificação e diagnóstico de uma dada comunidade de produtores e para uma dada atividade, segue-se a fase de teste e validação dos métodos a serem utilizados para implantar e incrementar inovações agrícolas. O bom andamento dos trabalhos de validação é garantido por um relacionamento pautado em alguns princípios básicos. Marque a alternativa que expressa relacionamento correto com o produtor.
Retornar, de forma direta (reuniões com os produtores), as conclusões obtidas nos trabalhos de validação.
Concentrar as atividades de validação em poucas propriedades.
Introduzir muitas variáveis ao trabalho de validação a ser realizado para que o produtor não consiga se localizar nos objetivos reais do trabalho.
Mostrar ao produtor, durante o trabalho de validação, que o técnico sabe mais do que ele, para impor o seu conhecimento.
Considerar que o conhecimento é obtido em universidades e instituições de pesquisa e não se importar com a opinião do produtor.
Na atualidade, os componentes mais importantes para uma cadeia produtiva, são:
terra, capital e trabalho;
tecnologia, trabalho, capital e terra;
organizações de produtores, mercado, tecnologia, trabalho, capital e terra;
mercado, tecnologia, trabalho, capital e terra;
crédito, mercado, tecnologia, trabalho, capital e terra.
O melhor aproveitamento dos fatores de produção, em um determinado tempo, pode ser medido em sistema de consórcio observando o índice de equivalência de área superior à unidade, ou seja a relação entre a área cultivada em consórcio e a cultivada em monocultivo, que possibilita a mesma produção, no mesmo nível de manejo.
As dificuldades na gestão individual das propriedades rurais estão ligadas, exclusivamente, à inadequação das ferramentas gerenciais existentes à realidade da agricultura familiar.
Custos derivados são fáceis de serem quantificados, pois são compostos por todos os prejuízos ou desvantagens que determinadas atividades produtivas geram para outras atividades produtivas ou para o negócio como um todo. A erosão laminar do solo, a compactação do solo e a contaminação de águas de rios e açudes por agrotóxicos são exemplos práticos de custos derivados.
Custos indiretos dizem respeito a despesas com insumos ou serviços utilizados em mais de um centro de custo, em que o benefício gerado pelo custo é utilizado por mais de uma atividade produtiva, como, por exemplo, folha de pagamento única, não diferenciada por atividade produtiva, e manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas de utilização comum por várias atividades produtivas.
Uma função importante do administrador da empresa rural é a de avaliar e decidir se determinado investimento (por exemplo, compra de uma máquina ou construção de uma benfeitoria) deve ou não ser realizado. Dois parâmetros são recomendados para tal decisão: o Valor Presente (VP) do fluxo de receitas e despesas e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Com relação a esses dois parâmetros, pode-se afirmar que:
se o VP for maior que o custo inicial do investimento, o projeto é rentável e deve ser realizado;
a TIR mede o custo dos recursos financeiros usados no investimento;
a TIR tenderá a aumentar à medida que for reduzida a taxa de juros;
o VP será nulo se a taxa de juros utilizada no seu cálculo for igual à TIR;
o VP será maior se a taxa de juros utilizada no seu cálculo for igual à TIR.
No contexto agroindustrial, observa-se que a frequência da queda de preços dos produtos semi ou totalmente industrializados é proporcional à queda de preços negociados pelas agroindústrias com o produtor rural.
Custos administrativos são despesas que não estão diretamente ligadas a nenhuma atividade produtiva, porém são necessárias ao desenvolvimento e à manutenção de todas elas, ou seja, são importantes para a empresa rural como um todo. Incluem-se nessa categoria investimentos em propaganda, gastos com manutenção do escritório central da propriedade e aquisição de carro para o administrador.
Atualmente, mesmo com o desenvolvimento da agricultura familiar, verifica-se a existência de poucas técnicas de gestão que contemplem as particularidades desse tipo de agricultura, que é diferente da agricultura empresarial, e as formas pelas quais ela pode inserir-se de forma competitiva e sustentada no agronegócio nacional.
Para ser competitivo no setor produtivo, o pequeno empresário deve ser capaz de organizar e monitorar os fatores controláveis pela empresa, uma vez que a competitividade está relacionada com os preços e com os custos praticados pelas empresas. Quando estiver com o sistema operacional organizado e funcionando de forma eficiente, o empresário deverá passar a monitorar os fatores externos que afetam os resultados da empresa.
Explorar as vantagens potenciais da agricultura familiar requer articulação e coordenação dos pequenos agricultores, que, bem organizados e de forma associativa, podem estabelecer mecanismos de certificação, rastreabilidade e monitoramento da produção agropecuária.