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Dentre as opções listadas a seguir, qual é o tipo de praga que se manifesta em diversas espécies hortícolas? provocando lesões foliares micialmente cloróticas, progredindo para necróticas. Na face inferior, corresponde a frutificações esbranquiçadas do fungo e à morte de plântulas.
Hérmia (Plasmodiophora brassicae)
Míldio (Peronospora parasítica)
Murcha de fusarrum (Fusarium oxysporum)
Traça das cruciferas (Plutella xylostella)
Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)
O cultivo de acerola no Brasil enfrenta desafios significativos relacionados à vulnerabilidade da cultura a condições climáticas extremas, como secas prolongadas e geadas tardias, que podem afetar negativamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade das lavouras. Além disso, a acerola é suscetível a uma variedade de doenças, como a antracnose (Xanthomonas campestris pv. vitícola) e a bacteriose (Colletotrichum gloeosporioides), que podem causar danos severos às plantações e exigir estratégias de manejo integrado de pragas e doenças para mitigar seus impactos.
Certo
Errado
O tebuconazol, um triazol amplamente utilizado, é eficaz no controle de doenças fúngicas em culturas como trigo, milho e frutas de caroço, inibindo o crescimento dos fungos ao interferir na síntese de ergosterol.
Certo
Errado
O arroz é uma planta anual, monocotiledônea, da família Poaceae. Pode ser cultivada sob diferentes sistemas de produção. Para a pulverização contra as pragas pode ser utilizado:
Piroquilon.
Benomyl.
Quintozene.
Fenvalerato.
Tiabendazole.
Na cultura do maracujazeiro, a doença afeta, preferencialmente, os tecidos novos de folhas, ramos e frutos, nos quais exerce a sua maior ação destrutiva, tornando-os imprestáveis para o comércio de frutas frescas. Nas folhas, a doença manifesta-se no início, como pequenas manchas translúcidas, circulares, com estreita borda marrom-clara. Depois, os tecidos da lesão sofrem necrose e caem, ficando um orifício no local. Em partes jovens dos ramos, dos pecíolos e das gavinhas, ocorrem lesões em forma de ogiva, deprimidas, posteriormente, ocorrendo frutificação do fungo nessas depressões, de aspecto pulverulento e coloração cinza-oliva. Nos frutos, ocorre formação de tecido corticoso e saliente, assemelhando-se a verrugas. As lesões limitam-se apenas à casca, não causando nenhum apodrecimento interno na polpa dos frutos. Os sintomas descritos se referem à doença na cultura do maracujá denominada:
Rhizoctonia spp. – mela.
Septoria passiflorae – septoriose.
Cladosporium herbarum – verrugose.
Colletotrichum gloeosporioides – antracnose.
Assinale qual das seguintes alternativas apresenta uma prática que é fundamental no Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Plantio contínuo da mesma cultura na mesma área para facilitar o controle de pragas.
Monitoração regular das populações de pragas para determinar a necessidade de controle.
Eliminação completa de todas as espécies de insetos da área cultivada.
Aplicação indiscriminada de pesticidas em toda a área cultivada.
Na atividade de cultivo de hortaliças, é recomendada a adoção do manejo integrado de plantas daninhas.
NÃO é uma medida de controle recomendada em áreas de elevada infestação de tiririca:
Controle mecânico, por meio da utilização de enxadas rotativas.
Utilização de herbicidas para redução da população da espécie infestante.
Uso de irrigação localizada em detrimento de métodos que utilizem aspersão em área total.
Utilização de espaçamentos mais adensados a fim de promover um rápido fechamento do dossel da cultura de interesse.
No manejo integrado de doenças foliares de fim de ciclo em soja, a utilização de diversas práticas culturais e químicas é recomendada para reduzir a incidência de patógenos como a mancha parda (Septoria glycines) e o crestamento foliar (Cercospora kikuchii). Com base nas informações sobre essas práticas, é correto afirmar que:
A aplicação de fungicidas é recomendada apenas no estádio R6 (grão cheio), quando a soja já atingiu a maturidade fisiológica.
A rotação de culturas com espécies suscetíveis às mesmas doenças é considerada eficaz no manejo de doenças de fim de ciclo, pois os patógenos obrigatórios perecem com a remoção das plantas hospedeiras ao final do cultivo.
O tratamento químico das sementes combinado com a rotação de culturas como milho ou milheto, é uma estratégia para reduzir a incidência de doenças foliares.
As doenças de fim de ciclo não são influenciadas por condições climáticas, tornando o manejo mais previsível.
O excesso de nitrogênio durante a fase de granação pode ser utilizado para reforçar a resistência da soja a patógenos de fim de ciclo, como parte das estratégias de manejo integrado de doenças foliares.
O percevejo-marrom-da-soja (Euschistus heros) é conhecido por ser uma das mais agressivas pragas da cultura da soja. Inicia a colonização da planta durante ou após a floração, no estádio reprodutivo (R1 ou R2), e os danos do inseto ocorrem após a fase de formação das vagens até o final do desenvolvimento das sementes (R3 a R7). Durante esse período, atacam ramos, hastes e vagens. Quando há danos nas vagens ocorre maior perda de produtividade, pois há má formação de grãos, ocorrendo casos de inviabilização da semente por abortamento, redução do vigor e do potencial germinativo, além da entrada de fungos e bactérias devido às lesões nas sementes (UFSM, 2024). Em relação ao ataque de percevejo marrom, em soja, a fase mais prejudicial é:
Na fase de enchimento dos grãos (R5).
Para o manejo do percevejo na cultura é necessário o monitoramento da praga, que deve ser iniciado no período de floração e mantido semanalmente (R1).
No estádio V5.
Na fase “canivetinho”.
O controle do percevejo-marrom ainda é um desafio, porém com o adequado monitoramento do inseto para realizar a aplicação somado a medidas biológicas garantem a minimização do ataque da praga, mantendo a produtividade.
A rotação de culturas com gramíneas como o milho e o sorgo pode contribuir para o controle da "Mancha Angular" no cultivo de feijão, pois reduz a incidência do patógeno no solo e interrompe seu ciclo de vida, resultando em lavouras mais saudáveis e produtivas.
Certo
Errado
Para garantir uma boa produção em lavouras de feijão, é fundamental a identificação de pragas e seu controle. Sobre o assunto, assinale a alternativa que corresponde a um dos principais insetos-pragas desta cultura:
Lagarta Rosada (Pectinophora gossypiella).
Ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus).
Cochonilha Pérola da Terra (Eurhizococcus brasiliensis).
Ácaro vermelho (Panonychus ulmi).
Cascudinho (Alphitobius diaperinus).
A cigarrinha (Dalbulus maidis), nos últimos anos, tem sido a principal praga da cultura do milho, sendo encontrada em todas as regiões do Brasil, com exceção da região Norte. Geralmente, a população de D. maidis se estabelece durante a primeira safra de milho e, durante o milho safrinha, acaba aumentando sua densidade populacional nas lavouras. É vetor dos agentes causais do enfezamento vermelho e do enfezamento pálido, respectivamente, e do vírus do raiado fino ou vírus da risca. Assinale a alternativa que relata as causas da maior incidência do enfezamento:
A incidência e a severidade dessas doenças são influenciadas pelo grau de suscetibilidade da cultivar, pela época de semeadura (semeaduras tardias favorecem a doença), pela temperatura e umidade e pela população do inseto vetor. A ocorrência de temperatura e umidade elevadas e a alta densidade populacional de cigarrinhas, coincidentes com fases iniciais de desenvolvimento da lavoura de milho, favorecem o desenvolvimento da doença em elevada severidade. O milho é o único hospedeiro conhecido da cigarrinha Dalbulus maidis.
O enfezamento vermelho apresenta sintomas como: o avermelhamento de folhas mais velhas e encurtamento de entrenós, perfilhamento anormal e desenvolvimento de várias espiguetas. O complexo de enfezamento (enfezamento pálido e vermelho) também causa podridão de espigas e quebramento de colmo, dificultando a operação de colheita e causando perda significativa de produtividade.
Os plantios tardios e de safrinha (iniciados a partir de meados de janeiro) praticamente não contribuem para o aumento da incidência e das perdas causadas pelos enfezamentos devido ao aumento da população do inseto vetor nesta época. Esse fato pode ser agravado em sistemas de plantios sucessivos de milho.
Os primeiros sintomas do vírus da risca, cerca de 30 dias após a semeadura, são pequenos pontos cloróticos na base e ao longo das nervuras das folhas jovens. Com o tempo, ficam mais visíveis, com grande número de pontos cloróticos, que se fundem, tomando aspecto de riscas curtas e permanecem visíveis mesmo nas plantas em fase de produção. As plantas infectadas também podem apresentar espigas e grãos menores do que as plantas não infectadas.
O enfezamento pálido apresenta os seguintes sintomas: inicialmente são listras largas descoloridas, amareladas, na base das folhas infectadas; posteriormente, as folhas novas apresentam o mesmo sintoma. Além disso, a planta infectada pode apresentar encurtamento de entrenós, espigas malformadas, deformadas ou ausentes e deformações no pendão. Porém, em alguns casos, os sintomas podem ser leves ou até mesmo ausentes.
A utilização extensiva e repetida de fungicidas pode levar ao desenvolvimento de cepas de fungos resistentes, reduzindo a eficácia desses produtos no controle de doenças. Portanto, estratégias como a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, o uso de doses adequadas e a adoção de práticas culturais que promovam a saúde das plantas são essenciais para retardar o desenvolvimento da resistência e manter a eficácia dessas ferramentas no manejo de doenças.
Certo
Errado
O controle alternativo de pragas é um dos principais entraves da produção agroecológica, tendo em vista que a sustentabilidade agrícola implica em resolver esses problemas, visando à conservação dos recursos naturais e o aumento da biodiversidade nas áreas de cultivo. O controle de pragas em sistemas agroecológicos deve se basear nos preceitos do Manejo Ecológico de Pragas (MEP), o qual foi criado na concepção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), porém, baseado no controle ecológico, ou seja, sem o uso de agrotóxicos. Além disso, o sistema deve respeitar algumas recomendações, como:
selecionar e implementar de maneira planejada os métodos de controle que são possíveis, dentro de um sistema de produção.
monitorar periodicamente a área de cultivo por meio de armadilhas com atrativos químicos ou biológicos.
reconhecer insetos-praga e as injúrias causadas por eles e inimigos naturais das pragas em questão.
avaliar o agroecossistema como um todo visto que esse é impossibilitado de atingir equilíbrio na natureza.
Em uma grande plantação de soja, o agrônomo identificou uma incidência elevada de uma praga específica que estava comprometendo a produtividade. Ele decidiu implementar um plano de manejo integrado de pragas, combinando controle biológico, práticas culturais adequadas e o uso seletivo de agroquímicos. Considerando as práticas adotadas, assinale a alternativa correta.
O manejo integrado de pragas enfatiza o uso de agroquímicos para garantir a máxima eficiência.
A combinação de controle biológico e práticas culturais pode aumentar a dependência de pesticidas químicos.
O agrônomo está aplicando um conceito de manejo que busca a sustentabilidade, reduzindo a dependência de insumos químicos e preservando inimigos naturais das pragas.
Práticas culturais adequadas são irrelevantes no manejo integrado de pragas, pois não influenciam a incidência ou severidade das pragas.
Qual é o agente biológico utilizado no combate à Lagarta-do-cartucho-do-milho (Spodoptera frugiperda) entre as opções relacionadas aos biopesticidas na agricultura?
Vírus Baculovírus anticarsia
Vespa Cotesia flavipes
Vírus Baculovírus spodoptera
Bactéria Bacillus sphaericus
Bactéria Bacillus thuringiensis var israelensis
No estado de Pernambuco, a cana-de-açúcar tem lugar de destaque. Essa cultura, responsável pela produção de açúcar e etanol, é atacada por diversos patógenos que reduzem sua produção. Entre esses patógenos, os nematoides das galhas assumem um lugar de destaque. Sobre as formas de controle desse patógeno em cana-de-açúcar, assinale a alternativa em que os danos ambientais serão minimizados.
Emprego de cultivares resistentes.
Uso de nematicida.
Uso do fogo.
Aplicação de micronutrientes.
Aplicação de foliar de cálcio.
Sabe-se que nos solos agrícolas brasileiros a maior parte dos prejuízos em diversas culturas são atribuídos a nematoide-das-galhas (Meloidogyne) e Belonolaimus longicaudatus; porém, ocasionalmente, outros nematoides podem ser associados à cultura como Paratrichodorus e Trichodorus spp., Pratylenchus penetrans, Nacobbus aberrans, Rotylenchulus reniformis e Radopholus similis. No Brasil, os danos maiores se restringem ao nematoide-das-galhas. São considerados sintomas de nematoide no campo, EXCETO:
Manchas escuras em folhas.
Tamanho desigual das plantas.
Folhas e frutos de menor tamanho.
Murchas nas horas mais quentes do dia.
O monitoramento é o primeiro passo para se praticar o MIP. Sem monitorar a densidade populacional da espécie-alvo no campo, não há como aplicar os princípios do MIP. Sobre o monitoramento de insetos-praga em lavouras no MIP e o uso de armadilhas, é INCORRETO afirmar que:
As armadilhas adesivas estão disponíveis comercialmente apenas na cor amarela, potencialmente atrativa para um maior grupo de insetos (vaquinhas, mosca-branca, pulgões, cigarrinhas, mosca-minadora, mosca-das-frutas e tripes).
A armadilha adesiva pode ser confeccionada de vários materiais, tais como papel-cartão, cartolina e etiquetas plásticas, sendo recoberta por cola para fixação dos insetos. São instaladas nos cultivos penduradas nas plantas ou em estruturas de sustentação e atraem insetos alados em função da coloração.
O frasco caça-mosca, também conhecido como McPhail, é muito usado em pomares para monitoramento populacional de moscas-das-frutas.
Além da coloração, a atração dos insetos é realizada pelos atrativos alimentares que são colocados no interior da armadilha, como suco de frutas – uva (1:4) ou pêssego (1:10), proteína hidrolisada a 5% ou melaço de cana-de-açúcar a 7%, sendo utilizados 300 mL da solução por armadilha.
Para estimar a densidade populacional da praga e verificar se a mesma atingiu ou não o nível de controle, torna-se fundamental realizar a amostragem, sendo a escolha adequada do método de monitoramento essencial para as decisões de manejo.
Foi introduzido no Brasil na década de 1920, provavelmente através de toletes contaminados trazidos da Argentina. Naquela época, a totalidade de nossas plantações era composta de variedades de Saccharum officinarum, altamente suscetível. A disseminação do vírus foi rápida, e a redução do porte dos canaviais, marcante. O colapso pode ser avaliado pela redução da produção, pois em 1922 foram produzidos 1.250 mil sacos de açúcar e 6 milhões de litros de álcool, enquanto em 1925 a produção foi reduzida para 220 mil sacos de açúcar e 2 milhões de litros de álcool. Essa epidemia somente foi controlada com a substituição das antigas variedades pelas variedades POJ, híbridas de S. officinarum x S. barberi, resistentes à doença. O vírus descrito é mundialmente conhecido como:
Mosaico – Sugarcane mosaic virus (SCMV).
Requeima – Phytophthora infestans.
Ferrugem – Hemileia vastatrix.
Murcha – Fusarium oxysporum f. sp.
Vassoura-de-bruxa – Crinipellis perniciosa.