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A mosca das frutas, Ceratitis capitata, uma das primeiras pragas quarentenárias registradas no Brasil, é controlada pela técnica do inseto estéril, que consiste na criação, esterilização e liberação de insetos estéreis, principalmente machos, em número suficiente para exceder a população natural da praga.
Quando do controle de plantas daninhas com o uso de herbicidas pós-emergentes, deve-se observar tanto as plantas daninhas como a cultura, visto que a idade delas afeta a absorção, a translocação e a atividade do herbicida. Plantas mais jovens são mais intolerantes aos herbicidas que as mais velhas, porque nelas predominam tecidos meristemáticos. Por isso, herbicidas que afetam processos metabólicos são muito tóxicos para plantas que possuem grande quantidade de tecidos meristemáticos e têm pouca ou nenhuma atividade em plantas mais velhas, nas quais predominam tecidos diferenciados.
Julgue os próximos itens, acerca do manejo integrado de doenças e pragas em fruteiras.
I. O objetivo do manejo integrado de pragas é o de reduzir a população de agentes de modo a permitir que seus inimigos naturais permaneçam na plantação agindo sobre as pragas e favorecendo a volta do equilíbrio natural desfeito pela plantação e pelo uso de defensivos agrícolas.
II. O manejo integrado da fusariose da bananeira deve ser realizado por meio do uso de variedades resistentes e de mudas sadias e selecionadas, bem como do tratamento dos frutos. Nesse caso, o uso de fungicidas sistêmicos por pulverização apresenta controle curativo satisfatório dessa doença.
III. No manejo integrado de pragas da citricultura, devem ser utilizadas armadilhas para a avaliação dos níveis de população de pragas, dando-se preferência aos métodos de controle biológicos, biotecnológicos, culturais, físicos e genéticos; caso haja necessidade, deve-se empregar métodos de controle químico.
IV. Constituem medidas recomendáveis para o controle integrado da seca da mangueira: estabelecer as podas de limpeza após a colheita, eliminando-se os ponteiros ou as panículas da produção anterior; proteger as áreas podadas com fungicidas sistêmicos; desinfestar as ferramentas usadas na poda; adubar e irrigar adequadamente todo o pomar; eliminar plantas mortas ou em estágio avançado da doença; pulverizar as plantas sadias com fungicidas sistêmicos.
A quantidade de itens certos é igual a
1.
2
3
4
O Engenheiro Agrônomo é um profissional habilitado para recomendar o uso de agrotóxicos na produção vegetal através da emissão de um receituário agronômico. Desta forma, está sujeito a penalidades pela prescrição em desacordo com a legislação vigente. É correto afirmar que:
A responsabilidade civil e penal cabe ao Engenheiro Agrônomo que emitir um Receituário Agronômico para um empregador rural que não fornecer e não fizer manutenção dos equipamentos adequados à proteção da saúde do trabalhador rural.
O Engenheiro Agrônomo que emitir um Receituário Agronômico errado apenas pagará multa de até 1.000 (mil) MVR sendo o fabricante de agrotóxicos, que não cumprir a legislação, punido com multa de até 1.000 MVR e reclusão.
As responsabilidades civil e penal cabem ao Engenheiro Agrônomo quando o usuário (agricultor) não seguir a recomendação feita no Receituário Agronômico emitida pelo profissional.
As responsabilidades administrativa, civil e penal cabem ao Engenheiro Agrônomo, quando comprovada a emissão de receita errada, displicente ou indevida.
As moscas das frutas são consideradas as pragas danosas para a fruticultura de climas tropical e temperado, pois além de destruírem a polpa dos frutos, provocam redução na sua produtividade e qualidade, tornando-os impróprios para o consumo natural, industrialização e comercialização interna e externa. São medidas de controle das moscas-das-frutas, EXCETO:
Eliminar os hospedeiros alternativos como carambola, cerigüela, cajá, os quais podem favorecer o desenvolvimento de populações de moscas-das-frutas nas proximidades dos pomares comerciais de manga.
Inspecionar periodicamente a área de plantio, principalmente no período em que a temperatura é elevada e a umidade do ar é baixa, utilizando-se da prática de queima das inflorescências atacadas.
Retirar os frutos infectados caídos no chão, para evitar que as lavras empupem no solo. Desse modo, rompe-se o seu ciclo reprodutivo.
Colocar os frutos infectados, que se encontram caídos no chão em covas cobertas por uma tela fina, para reter as moscas, mas deixando passar os inimigos naturais.
Fazer aplicações com os intervalos de 10 a 15 dias, segundo as necessidades, estando os frutos ainda verdes. Caso a infestação não seja controlada, fazer uma única pulverização de todo o pomar respeitando a carência do produto.
A clorose variegada dos citros, uma doença transmitida por cigarrinha, tem causado grandes prejuízos aos citricultores, o que exige monitoramento constante e controle eficiente por meio do plantio de variedades resistentes (enxertos e portaenxertos) e o uso de inseticidas sistêmicos.
Na aplicação de defensivos agrícolas via costal, o aplicador deve trabalhar evitando o período chuvoso, nas horas mais frescas do dia ou à noite, e sempre pulverizar a favor do vento, evitando, dessa forma, que ocorra deriva em sua direção.
O enrugamento da casca dos frutos de mamão deve ser controlado com o uso de inseticidas para combate aos insetos vetores da virose do enrugamento.
O manejo integrado de pragas da soja inclui monitoramento constante da mosca branca, inseto transmissor de virose em espécies cultivadas, e o uso de aplicações sistemáticas de inseticidas sistêmicos.
O uso de nitrogênio, na adubação de plantio e especialmente na adubação realizada após o transplante das mudas, proporciona um melhor desenvolvimento vegetativo das plantas, que apresentarão uma folhagem exuberante e verdeescura e, conseqüentemente, serão mais resistentes às principais doenças.
As mudas de laranjeira devem ser enxertadas e préimunizadas com estirpe fraca da bactéria causadora do cancro cítrico, visando o controle preventivo dessa doença. Em caso de ocorrência de uma estirpe forte no campo, todas as plantas doentes devem ser retiradas e destruídas, assim como todas as plantas que circundam o foco da doença, em um raio de 30 m de distância.
O ácaro-da-falsa-ferrugem ataca folhas, ramos e frutos da laranjeira durante o ano todo, especialmente nos períodos mais quentes e chuvosos, quando deve ser monitorado e controlado sistemicamente.
A presença de podridão apical nos frutos de tomate demonstra que o controle fitossanitário não foi eficiente no controle das brocas (pequena e grande) que penetram no fruto, principalmente no estágio de amadurecimento.
Os problemas fisiológicos e fitossanitários descritos são controlados de maneira mais satisfatória caso o produtor utilize adequadamente o manejo integrado de doenças e pragas, ou passe a adotar a tecnologia de produção orgânica.
A ocorrência da doença denominada mela ou requeima, causada por fungo, provoca o aparecimento de manchas escuras no pedúnculo dos frutos e deve ser controlada com o uso de fungicidas protetores e sistêmicos.
O vazio sanitário na cultura da soja é uma medida profilática de controle da ferrugem asiática causada pelo fungo Packopsora packirhizi. Em todos os locais onde essa medida é implantada, a soja não pode ser cultivada por um período de 90 dias e plantas voluntárias de soja devem ser erradicadas. Em locais onde se cultiva soja transgênica RR, como a erradicação não pode ser feita com o uso de herbicidas, resta, apenas, o controle mecânico.
Os pesticidas orgânicos foram desenvolvidos a partir da década de 40 do Século XX. Sua grande eficácia contra pragas da lavoura surpreendeu a todos. Por outro lado, sua alta persistência no ambiente resultou, após algum tempo, num grande índice de mortalidade de aves, as quais não entravam em contato direto com esses produtos. Este fato se relaciona ao conceito ecológico de magnificação trófica, que significa
degeneração da cadeia alimentar.
acumulação de resíduos tóxicos nos animais de maior porte, porque estes consomem maior quantidade de alimento
uma maior resistência de animais de níveis tróficos inferiores à toxidade desses produtos, em relação a animais que ocupam níveis tróficos superiores.
aumento gradativo da concentração de produtos tóxicos, de forma crescente, a cada nível trófico da cadeia alimentar.
aumento gradativo da sensibilidade de animais que ocupem níveis tróficos superiores, em relação a substâncias tóxicas.