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Manter o pomar limpo assegura a menor incidência de doenças e pragas durante os períodos de maior infestação de patógenos, insetos e ácaros na lavoura, o que proporciona ganhos em produtividade.
Os problemas fisiológicos e fitossanitários descritos são controlados de maneira mais satisfatória caso o produtor utilize adequadamente o manejo integrado de doenças e pragas, ou passe a adotar a tecnologia de produção orgânica.
A ocorrência da doença denominada mela ou requeima, causada por fungo, provoca o aparecimento de manchas escuras no pedúnculo dos frutos e deve ser controlada com o uso de fungicidas protetores e sistêmicos.
O vazio sanitário na cultura da soja é uma medida profilática de controle da ferrugem asiática causada pelo fungo Packopsora packirhizi. Em todos os locais onde essa medida é implantada, a soja não pode ser cultivada por um período de 90 dias e plantas voluntárias de soja devem ser erradicadas. Em locais onde se cultiva soja transgênica RR, como a erradicação não pode ser feita com o uso de herbicidas, resta, apenas, o controle mecânico.
Os pesticidas orgânicos foram desenvolvidos a partir da década de 40 do Século XX. Sua grande eficácia contra pragas da lavoura surpreendeu a todos. Por outro lado, sua alta persistência no ambiente resultou, após algum tempo, num grande índice de mortalidade de aves, as quais não entravam em contato direto com esses produtos. Este fato se relaciona ao conceito ecológico de magnificação trófica, que significa
degeneração da cadeia alimentar.
acumulação de resíduos tóxicos nos animais de maior porte, porque estes consomem maior quantidade de alimento
uma maior resistência de animais de níveis tróficos inferiores à toxidade desses produtos, em relação a animais que ocupam níveis tróficos superiores.
aumento gradativo da concentração de produtos tóxicos, de forma crescente, a cada nível trófico da cadeia alimentar.
aumento gradativo da sensibilidade de animais que ocupem níveis tróficos superiores, em relação a substâncias tóxicas.
Nos bicos de jato, o produto é lançado sobre um disco rotativo e, sob ação da força centrífuga gerada por esse disco, desintegra-se em gotículas, formando um cone cheio ou um cone vazio. Esse tipo de bico requer pressão de trabalho maior do que aqueles do tipo leque, produzindo pulverização fina e muito fina, e é recomendado nas aplicações de inseticidas, acaricidas, fungicidas e herbicidas pós-emergentes.
O sintoma de arroxeamento dos ponteiros e enfezamento das plantas é um sintoma característico da enfermidade denominada vira-cabeça do tomateiro, cujo inseto vetor é o tripes, uma pequena praga que deve ser controlada desde a fase de produção de mudas.
O manejo do psilídeo que transmite uma virose denominada greening dos citros deve ser feito com o uso de armadilhas amarelas e adesivas, por meio da presença do inseto parasitóide que controla naturalmente as ninfas e com aplicação de inseticidas específicos.
O ataque de certas pragas, como a traça-das-crucíferas, a traça-do-tomateiro, a traça-da-batata e a mosca branca, pode inviabilizar o cultivo de algumas hortaliças devido à inexistência de formas eficientes de controle químico dessas pragas.
Na semeadura em sulcos, o controle de plantas indesejáveis, ou daninhas, ou mato, pode ser realizado, após o desenvolvimento das plantas, pela amontoa no sulco.
O bico de jato ou leque, em que o jato assume o aspecto de um leque, com superfície coberta elíptica, requer pressão de trabalho em equipamento terrestre entre 20 psi e 60 psi, gerando gotas relativamente grandes, sendo, pois, recomendado para aplicações de herbicidas pré-emergentes e em plantio direto.
Em plantas de soja, o controle biológico pode efetivamente controlar lagartas e percevejos que causam danos à planta, prejudicando sua produtividade. Para controlar estas pragas podem ser usados na lavoura, respectivamente, dois organismos biológicos:
(A)
Nezara viridula e Trissolcus basalis(B)
Cerotoma sp e Nomuraea rileyi(C)
Bacillus thuringiensis e Cerotoma sp(D)
Baculovirus anticarsia e Trissolcus basalis(E)
Baculovirus anticarsia e Euschistus heros</Nezara viridula e Trissolcus basalis
Cerotoma sp e Nomuraea rileyi
Bacillus thuringiensis e Cerotoma sp
Baculovirus anticarsia e Trissolcus basalis
Baculovirus anticarsia e Euschistus heros
Os pulgões verde e preto dos citros devem ser monitorados e controlados constantemente, pois são insetos transmissores do vírus da tristeza dos citros e, além disso, podem causar deformações nas folhas em razão da sucção intensa da seiva nos períodos de pouca brotação das plantas.