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Dentre os microrganismos indicados para o controle biológico de doenças, encontram-se fungos do gênero Trichoderma spp., Gliocladium, Chaetomium e as bactérias do gênero Bacilus subtilis e Pseudomonas fluorescens. O conhecimento dos mecanismos de ação destes agentes é essencial no estabelecimento de estratégias racionais de controle que visam à integração de métodos químicos e biológicos no combate a doenças de plantas. Além dos mecanismos básicos de antagonismo, os fungos e bactérias usados no controle biológico de doenças deverão ser:
geneticamente estáveis, competitivos, pouco tóxicos, avirulentos, compatíveis com outros tratamentos, de fácil cultivo e aplicação.
geneticamente estáveis, atóxicos aos humanos, efetivos a baixas concentrações, resistentes a fungicidas, compatíveis com outros tratamentos, de fácil cultivo e aplicação.
geneticamente estáveis, de baixo custo e risco ambiental, atóxicos aos humanos, suscetíveis a fungicidas, avirulentos, de fácil cultivo e aplicação.
atóxicos aos humanos, geneticamente instáveis, efetivos a qualquer concentração, competitivos, compatíveis com outros tratamentos, de fácil cultivo e aplicação;
O grande aumento de incidência de Tospovirus em todo o mundo nas duas últimas décadas está, provavelmente, associado à disseminação do seu vetor tripes, Frankliniella occidentalis.
Micorrizas são:
Associações simbióticas entre fungos e raízes de plantas que aumentam a superfície de absorção radicular.
Pequenas raízes laterais que aumentam a superfície de absorção de nutrientes em algumas monocotiledôneas.
Bactérias que fixam o nitrogênio do ar e transferem-no para as raízes numa forma assimilável.
Grânulos de adubos de dissolução lenta utilizados em solos inundados temporária ou permanentemente.
Durante o armazenamento, as sementes podem sofrer a ação danosa de vários fatores externos, acarretando graves prejuízos à sua qualidade. Dentre esses fatores, dois grupos de fungos, denominados fungos de armazenamento, destacam-se por provocarem redução da germinação, descoloração do tegumento, alterações bioquímicas, produção de toxinas e redução do peso da semente. Esses fungos, são espécies dos gêneros:
Pythium e Phytophthora.
Verticillium e Fusarium
Colletotrichum e Verticillium.
Fusarium e Colletotrichum.
Aspergillus e Penicillium.
Nas doenças policíclicas (isto é, com padrão juros compostos), a redução do inóculo inicial (sanitização) tem um impacto maior na redução dos níveis finais de doença que nas doenças monocíclicas (isto é, com padrão juros simples).
O ataque por microrganismos é, provavelmente, a causa mais séria de perdas pós-colheita de produtos perecíveis, reduzindo a qualidade dos mesmos. Tais perdas são importantes tanto do ponto de vista econômico como nutricional, constituindo um problema que a agricultura moderna, em que pese a tecnologia disponível, ainda não conseguiu eliminar. Os patógenos mais comumente associados a frutos em pós-colheita são:
Cercospora musae, Aspergillus flavus, Myrothecium roridum, Xanthomonas citri e Oidium anacardii.
Aspergillus spp., Rhizopus stolonifer, Penicillium spp, Erwinia amylovora e Fusarium oxysporum.
Aspergillus spp., Rhizopus stolonifer, Colletotrichum gloeosporioides, Peronospora destructor.
Aspergillus spp., Rhizopus stolonifer, Penicillium spp, Colletotrichum spp. e Fusarium spp
De modo geral, as doenças causadas por fungos da ordem Erysiphales são mais severas em tempo seco e com pouca chuva, e podem ser manejadas com produtos à base de enxofre.
Nos procedimentos clássicos para a detecção e identificação de patógenos fúngicos, em geral, são observados os sintomas de doença apresentados pelas plantas (p.ex.: manchas foliares, podridões, murchas e galhas, entre outros) e a presença de sinais nas áreas lesionadas (p.ex.: estruturas vegetativas e reprodutivas). Quando a comparação entre a planta doente e a descrição dos sintomas e dos sinais encontrados na literatura não são suficientes para o diagnóstico da doença, torna-se necessária a aplicação dos Postulados de Koch, que obedecem à seqüência:
associação constante entre o patógeno e o hospedeiro; isolamento do patógeno em cultura pura; inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas; reisolamento do patógeno.
isolamento do patógeno em cultura pura; associação constante entre o patógeno e o hospedeiro; inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas; reisolamento do patógeno.
isolamento do patógeno em cultura pura; inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas; associação constante entre o patógeno e o hospedeiro; reisolamento do patógeno.
associação constante entre o patógeno e o hospedeiro; inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas; isolamento do patógeno em cultura pura; reisolamento do patógeno.
O controle químico de doenças de plantas causadas por fungos é geralmente realizado através de pulverizações com fungicidas protetores e/ou sistêmicos. Os fungicidas sistêmicos, comparados com os protetores, em geral são:
Menos eficientes, mais baratos, mais específicos quanto ao modo de ação e oferecem menor risco de aparecimento de resistência no patógeno.
Mais eficientes, mais caros, menos específicos quanto ao modo de ação e oferecem menor risco de aparecimento de resistência no patógeno.
Mais eficientes, mais caros, mais específicos quanto ao modo de ação e oferecem menor risco de aparecimento de resistência no patógeno.
Mais eficientes, mais caros, mais específicos quanto ao modo de ação e oferecem maior risco de aparecimento de resistência no patógeno.
A aplicação do Baculovirus anticarsia tem sido feita normalmente por meio de pulverizações e o seu modo de ação, para causar a doença na lagarta da soja, ocorre via contato (dermal).
Nas epidemias tropicais, a via “anti-horária” de infecção (via crescimento da lesão) é mais importante que nas epidemias temperadas, que são principalmente dependentes da “via horária” de infecção (via novas lesões).
No caso do feijoeiro, a mosca-branca transmite o vírus do mosaico dourado e, no caso da soja, transmite o vírus da poliedrose mononuclear e deve ser combatido por meio de variedades resistentes.
O estabelecimento de quebra-ventos arbóreos em pomares é uma medida complementar no controle da clorose variegada dos citros, causada por Xylella fastidiosa, porque interfere na disseminação das cigarrinhas vetoras dessa bactéria.
A figura abaixo representa a produção de massa seca de mudas de uma determinada espécie vegetal, com e sem inoculação de fungo micorrízico, sob diferentes níveis de disponibilidade de fósforo no substrato.

Com base nas informações contidas no gráfico, pode-se afirmar que:
não existe relação entre a inoculação do fungo e produção da massa seca das plantas.
não há resposta da planta à inoculação sob níveis de fósforo menores que 400mg kg-1.
as diferenças entre plantas inoculadas e não inoculadas tendem a diminuir sob níveis de fósforo maiores que 100mg kg-1.
a resposta ao fósforo do substrato tende a ser nula em plantas não inoculadas.
o crescimento das mudas inoculadas é independente do nível de fósforo.
A avicultura moderna tem na profilaxia de doenças um dos seus pilares de sustentação. Uma doença cujo agente etiológico é uma bactéria é:
doença de Marek;
bronquite infecciosa;
tifo;
doença de Newcastle;
coccidiose;
Na cultura da soja a fixação biológica é um componente importante na eficiência dos fertilizantes nitrogenados. A técnica de inoculação de sementes de leguminosas com microorganismos é prática recomendada. O microorganismo utilizado para inocular as sementes de soja é:
Beauveria bassiana.
Micorriza sp.
Bacillus thuringiensis.
Bradyrhizobium.
Metarhizium.