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A figura III mostra o momento de enxertia, em que o enxerto é colocado em contato com o porta-enxerto em uma abertura em forma de T invertido.
Na produção de mudas de tomateiro, é recomendada a utilização de bandejas de poliestireno de 128 células (40 mL por célula), com semeadura de 2 a 3 sementes por célula, produzindo em média 2 plantas por célula, o que equivale a 256 mudas por bandeja (ou 256 covas no campo de produção).
Na propagação da cultura da batata, as inspeções de campo, na colheita e no armazenamento, ajudam a garantir níveis toleráveis de sanidade. As anormalidades transmissíveis por sementes nessa espécie incluem murcha bacteriana, podridão seca, sarna, nematóides e coração oco.
A propagação por meio de sementes nem sempre assegura a manutenção das características genéticas da planta que forneceu as sementes, devido principalmente à possibilidade de cruzamento natural entre variedades da mesma espécie ou até mesmo entre espécies diferentes, o que pode originar plantas híbridas com características diferentes.
As doenças causadas por bactérias, vírus e nematóides são transmitidas, em grande parte, pelo uso de borbulhas doentes na produção de mudas.
Na obtenção de porta-enxerto de pessegueiro, as sementes devem ser retiradas do caroço e estratificadas em geladeira ou câmara fria até a completa quebra de dormência e o início de emissão da radícula.
O procedimento ilustrado na figura V é essencial para melhorar o índice de pegamento do enxerto, devendo a fita ser retirada alguns dias após a enxertia.
Em mudas, não há como identificar visualmente todas as doenças e pragas, por estas atacarem partes enterradas das mudas ou por não produzirem sintomas visíveis. Dessa forma, na aquisição de mudas, o produtor deve exigir certificado de garantia e atestado de sanidade.
A propagação por sementes, comumente utilizada nas culturas do maracujazeiro, coqueiro, mamoeiro e pitangueira, entre outras vantagens, assegura a manutenção plena das características da planta que forneceu as sementes.
Entre os fatores mais importantes para o êxito da enxertia da videira, destacam-se a afinidade ou compatibilidade entre o porta-enxerto e a copa; o contato íntimo do tecido cambial do porta-enxerto e da copa até que se forme a união; um baixo grau de atividade vegetativa no porta-enxerto e na copa; e as condições favoráveis de temperatura, umidade e aeração.
Uma vez confirmado o pegamento do enxerto, deve-se manter três brotações provenientes das gemas mais vigorosas do porta-enxerto para a formação de uma copa bem equilibrada.
O verão é a melhor estação do ano para a enxertia das plantas cítricas, pois favorece o pegamento das borbulhas e o crescimento dos brotos do enxerto.
A figura II ilustra o preparo de um porta-enxerto (ou cavalo) para a recepção do enxerto. Um porta-enxerto muito usado no Brasil e bastante adequado nessa situação é o limão-cravo.
Pelo fato de a videira ser uma planta de propagação essencialmente vegetativa, o controle de doenças viróticas nessa cultura deve ser feito basicamente com o uso de material sadio, além de outras medidas de controle. Para a obtenção de material livre de vírus de videira, três métodos podem ser utilizados: seleção ou isolamento de clones sadios, mediante indexação de plantas de diferentes origens, empregando videiras indicadoras; produção de clones sadios por meio da termoterapia e da cultura de meristema; importação de material de propagação sadio.
A mergulhia é obtida por meio do enraizamento de parte da planta a ser propagada, utilizando vasos com terra ou o próprio solo onde fica situada a planta, e com posterior destacamento da mesma. Há muitas variações nesse sistema, dependendo do tipo de ramo, da porção do ramo enterrado no solo ou do seu comprimento, permitindo a obtenção, dessa forma, de uma ou mais mudas da mesma planta.
Plantas cítricas obtidas por meio de enxertia têm normalmente estatura mais elevada e vida útil mais longa que plantas de péfranco (obtidas por meio de sementes). Por essa razão, os citricultores preferem as mudas enxertadas.
Na escolha do porta-enxerto, diversos fatores devem ser considerados, entre eles, a escolha da variedade copa, a presença ou não de viroses nas plantas-matrizes e o tipo de solo.