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A desativação dos catalisadores consiste na perda da atividade catalítica e/ou seletividade com o tempo de uso, representando um grande problema a ser superado pela maioria dos processos catalíticos industriais. Sobre os fenômenos de desativação de catalisadores heterogêneos, é incorreto afirmar que
a força da ligação formada entre o átomo de enxofre e o metal da fase ativa diminui conforme se aumenta o grau de blindagem do átomo de enxofre, ou seja, quanto mais ligações o composto sulfurado possuir, menor será sua capacidade de envenenar a superfície do catalisador.
o vapor de água pode ocasionar a inibição ou mesmo a desativação de catalisadores.
a inibição ocorre quando há a adsorção competitiva de moléculas de água nos sítios catalíticos; já na desativação ocorre a dissociação das moléculas de água no catalisador, formando grupos hidroxilas (-OH) superficiais.
a adição de “armadilhas” para SO₂ na composição de um catalisador heterogêneo pode causar a redução da desativação da fase ativa. Tipicamente são utilizados óxidos com propriedades ácidas ou anfóteras para uma melhor interação com o SO₂ da corrente gasosa, deixando a fase ativa livre de envenenamento.
a presença de vapor de água em altas temperaturas (>500 °C) pode provocar a sinterização da fase ativa do catalisador, onde o processo de sinterização envolve três mecanismos: (i) migração de cristalitos; (ii) migração atômica e (iii) transporte de vapor em temperaturas muito altas (>800 °C).