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Segundo Haines et al. (2020), a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada por limitação progressiva do fluxo aéreo que não é totalmente reversível, estando associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a gases ou partículas nocivas. No acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com essa condição de saúde, o farmacêutico clínico deve avaliar a efetividade e segurança da farmacoterapia adotada. Sobre essa temática, assinale a alternativa correta.
Os corticoides inalatórios são efetivos na redução da frequência das exacerbações e do declínio da função pulmonar, sendo considerados terapia de primeira linha no manejo dessa condição.
Para pacientes que apresentam sintomas ocasionais, a terapia inicial recomendada inclui preferencialmente um anticolinérgico de longa ação (LAMA, do inglês - longacting anticholinergics), como o tiotrópio.
A monoterapia com beta-2-agonistas de longa ação (LABA, do inglês - Long-Acting β 2-Agonists) não deve ser utilizada devido ao aumento do risco de mortalidade nos pacientes com DPOC.
Para pacientes com exacerbações persistentes e baixa eosinofilia, mesmo com o uso de um broncodilatador de longa ação (LAMA), sugere-se a adição de um segundo broncodilatador de longa ação (LABA), mantendo-o em terapia dupla.
Terapia antimicrobiana deve ser utilizada nas exacerbações agudas de DPOC, independente da presença de piora da dispneia, aumento do volume e da purulência do escarro, para não evoluir para uma falência respiratória aguda.


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