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Aqui, nesse perigo supremo da vontade, aproxima-se a arte...

Aqui, nesse perigo supremo da vontade, aproxima-se a arte, como feiticeira salvadora, como feiticeira da cura; somente ela é capaz de converter aqueles pensamentos nauseantes acerca do terrível ou absurdo da existência em representações com as quais se pode viver: são elas o sublime enquanto aplacamento artístico do terrível, e o cômico enquanto descarga artística da náusea do absurdo.

NIETZSCHE, O nascimento da tragédia. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.247.


Considerando o texto, pode-se afirmar que, para Nietzsche, a arte



A

ilude o pensamento sobre o sublime e o cômico da existência, desmotivando o desejo de viver.


B

é desnecessária e indesejável para a vontade forte que suporta o terrível e o absurdo da existência.


C

despreza as representações do sublime e do cômico por corresponderem aos pensamentos sobre o terrível e o absurdo da existência.


D

converte em representações, como a de sublime e a de cômico, os pensamentos sobre o terrível ou o absurdo do ser, os quais são o perigo supremo da vontade.