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“Alguns filósofos da Antiguidade já se preocupavam com a questão do conhecimento, embora muitos estudiosos considerem que estes não tivessem uma preocupação principal com o ‘conhecimento como conhecimento’, isto é, não indagavam se poderíamos conhecer ou não o ser [...].”
(Chauí, 2003. P. 121.)
Dentre os filósofos chamados pré-socráticos, que discutem questões relativas ao conhecimento, podemos incluir Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eleia e Demócrito de Abdera, sendo que:
Parmênides de Eleia desenvolveu uma teoria sobre o ‘ser’ ou sobre a ‘natureza’ conhecida com o nome de Atomismo: a realidade é constituída por átomos.
De uma maneira geral, todos eles concluíram que não podemos e nem devemos conhecer o ‘ser’, pois isso implicaria num caos em relação à própria existência.
Demócrito de Abdera colocava-se na posição oposta à Parmênides de Eleia. Dizia que só podemos pensar sobre aquilo que permanece sempre idêntico a si mesmo.
Heráclito de Éfeso, através de suas teorias, considerava a natureza, o mundo, a realidade como um “fluxo perpétuo”, o escoamento contínuo dos seres em mudança perpétua.