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Na Grécia arcaica, a palavra laica, pública e humana dos guerreiros em assembleia, tem menos a ver com a alétheia (não esquecimento, não esquecido, lembrado) e mais com a dóxa (opinião). A dóxa pertence ao vocabulário político da decisão. Como, porém, a decisão política é tomada na assembleia, aquele que fala para fazer com que sua opinião e escolha sejam a decisão de todos, fala para persuadir os outros. Por isso, a dóxa se aproxima da alétheia, quando a persuasão for verdadeira, e se aproxima da léthe (esquecimento, erro, engano), quando houver apenas sedução mentirosa. A filosofia irá surgir ligada a esses dois tipos de palavra, isto, é, à alétheia e à dóxa. Essa ligação, porém, não será sempre a mesma nos diferentes períodos da filosofia grega. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Na fase inicial, os filósofos procuram falar como poetas e adivinhos, isto é, no campo da palavra-verdade e falam também como chefes políticos, isto é, no campo da palavra-persuasão.
Os filósofos Pitágoras de Samos e Parmênides de Eleia afastam a dóxa e fortalecem apenas a alétheia.
A partir do desenvolvimento da democracia, um grupo de filósofos novos, os sofistas, afasta a alétheia e fortalece exclusivamente a dóxa.
Com Sócrates e Platão, haverá um esforço gigantesco (decisivo para todo o pensamento ocidental) para conciliar alétheia e dóxa. A dóxa será associada à alétheia quando a ética e a política passam a ser consideradas ciências sobre a essência do homem e da pólis.
A filosofia nascente, embora sendo uma explicação racional sobre a origem do mundo e as causas de sua transformação, emprega um vocabulário político, jurídico, humano para referir-se ao cosmos.