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As diversas manifestações culturais são expressões diferentes de uma sociedade pluralista, e não tem sentido tecer considerações a respeito da superioridade de uma sobre outra, o que leva à depreciação, quando a avaliação é feita segundo parâmetros válidos para outro tipo de cultura. Portanto, cuidar da educação popular não é vulgarizar, “popularizar” a cultura erudita, tornando-a superficial e aguada, nem tampouco significa dirigir de forma paternalista a produção cultural popular. Com isso seria evitada a contrafação, isto é, o produto resultante de imitação, típico de uma cultura envergonhada de si mesma. Diante da ação compacta dos meios de comunicação de massa, o educador deve estar apto a utilizar os benefícios deles decorrentes e cuidar da instrumentalização adequada para que sejam evitados os seus efeitos massificantes.
Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofia da educação.
2.ª ed. São Paulo: Moderna, 1996, p. 43-4.
A partir das ideias expressas no texto acima acerca do binômio cultura de elite versus cultura popular, assinale a opção correta.
Sem cultura erudita, as novas gerações não poderão alcançar os níveis civilizatórios europeus.
O educador deve saber aproveitar o que de bom trazem para a cultura popular os meios de comunicação de massa.
As novelas televisivas constituem o melhor exemplo de cultura popular brasileira.
Há razões históricas e filosóficas para se considerar a cultura nordestina melhor que a cultura gaucha.
A educação popular é necessariamente paternalista e massificante.