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Nós começamos pelo belo como tal. E esta ideia que é una, ir-se-á diferenciando, particularizando, a partir de si própria irá originando a variedade, a multiplicidade, as diferenças, as múltiplas e diversas formas e figuras da arte que, então, se vêm a apresentar como produções necessárias.
(HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes, 1992.)
Principal representante do idealismo alemão, Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em 27 de agosto de 1770. É autor de uma obra rica e profunda que aborda dentro de si uma gama enorme de assuntos, tais como a consciência, a ética, a política, a estética, a religião e a história. Sobre a arte, especificamente, ele afirma que:
A escultura e outros produtos da arte são resultados apenas do objeto em questão, ficando o sujeito submisso à natureza objetiva das coisas.
Na filosofia da arte ou em uma teoria do belo, é necessário preponderar a ideia de que a beleza é um acidente efêmero, um acontecimento supérfluo.
Qualquer ação do ser humano seria considerada arte, ou seja, as manifestações psíquicas, materiais ou imateriais do homem devem ser vistas pelo viés artístico.
O belo não poderia ser apenas subjetivo, tampouco apenas objetivo. Um artista que esculpe uma pedra, por exemplo, faz um trabalho que transforma o mundo.