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O fundacionismo e o coerentismo são teorias rivais que buscam explicar no que consiste a justificação epistêmica de nossas crenças ou cognições. Com base na obra de Dutra, Introdução à Epistemologia (2010), relacione essas duas teorias (coluna A) com as teses que lhe são correspondentes (coluna B):
TEORIAS
A. Fundacionismo
B. Coerentismo
TESES
( ) O conhecimento humano deve ser reformado como um barco enquanto navega.
( ) A justificação de qualquer crença consiste em um ajuste com um conjunto de crenças que fazem parte de um sistema.
( ) Nenhuma proposição é mais básica do que outra.
( ) É a teoria defendida por René Descartes.
( ) Sugere a visão de um mundo completo e hierarquizado.
A sequência que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é:
B - B - B - A - A.
A - B - A - A - B.
B - A - A - B - B.
A - B - B - B - A.
No século XX, as chamadas ciências humanas buscaram estratégias metodológicas que fossem, simultaneamente, apropriadas aos seus objetos e garantidoras do rigor dos seus achados. O estruturalismo foi uma dessas estratégias que, a partir da linguística, se expandiu para a antropologia e outros campos.
Sobre o paradigma estrutural, é correto afirmar que
aborda as realidades humanas como sistemas cujos elementos são regrados por princípios internos.
permite a extensão do mecanicismo das ciências da natureza à investigação das realidades humanas.
concentra-se na experiência subjetiva consciente e em sua doação de sentido às realidades.
reduz os fenômenos do espírito humano a estruturas físico-químicas passíveis de abordagem empírica.
situa as realidades da experiência humana no tempo, como produtos de processos históricos de longo prazo.
Eu poderia concluir que a raiva é um pensamento, que estar com raiva é pensar que alguém é detestável, e que esse pensamento, como todos os outros — assim como Descartes o mostrou —, não poderia residir em nenhum fragmento de matéria. A raiva seria, portanto, espírito. Porém, quando me volto para minha própria experiência da raiva, devo confessar que ela não estava fora do meu corpo, mas inexplicavelmente nele.
MERLEAU-PONTY, M. Quinta conversa: o homem visto de fora. São Paulo: Martins Fontes, 1948 (adaptado).
No que se refere ao problema do corpo, a filosofia cartesiana apresenta-se como contraponto ao entendimento expresso no texto por
apresentar uma visão dualista.
confirmar uma tese naturalista.
demonstrar uma premissa realista.
sustentar um argumento idealista.
defender uma posição intencionalista.
Para Heidegger, não há distinção entre a téchne dos gregos e a “técnica moderna”.
Certo
Errado
Leia o excerto da obra Fenomenologia da Percepção:
“É impossível sobrepor, no ser humano, uma primeira camada de comportamentos que chamaríamos de ‘naturais’ e um mundo cultural ou espiritual fabricado. No ser humano, tudo é natural e tudo é fabricado.”
(MERLEAU-PONTY, M. Apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e Filosofias: Existência e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2016. p. 237).
De acordo com o texto acima, é correto afirmar:
Não temos um mundo natural.
É impossível efetuar a distinção entre natural e espiritual.
O espiritual engloba o natural.
O natural engloba o espiritual.


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Sartre no texto “O existencialismo é um humanismo” deixa claro que o primeiro princípio do existencialismo é que o homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo. Ao mesmo tempo ele responde a algumas das críticas feitas ao existencialismo. Nesse sentido, analise as afirmações abaixo, marcando (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) O existencialismo não pode ser considerado como uma filosofia do quietismo, já que define o homem pela ação;
( ) O existencialismo não é uma descrição pessimista do homem: não existe doutrina mais otimista, visto que o destino do homem está em suas próprias mãos;
( ) O existencialismo não é uma tentativa para desencorajar o homem de agir: o existencialismo diz-lhe que a única esperança está em sua ação e que só o ato permite ao homem viver.
( ) O existencialismo não aprisiona o homem em sua subjetividade individual. [...] Como ponto de partida, não pode existir outra verdade senão esta: penso, logo existo; é a verdade absoluta de consciência que apreende a si mesma.
( ) Que cada homem é responsável – responde por – seus atos, Portanto, cada um responde por seus atos em sua subjetividade, não é possível envolver em seu ato a humanidade inteira.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
F, V, F, V, V
V, V, F, V, F
V, V, V, V, F
V, V, F, F, V
F, F, V, F, F
O homem encontra‐se no mundo com a tarefa de construir sua própria existência com um sentido. Mas vê‐se limitado pelo tempo, sendo, portanto, um ser que caminha para a morte, que é o fim da vida. A vida é o caminho no tempo para o nada. O enunciado contém elementos de qual corrente filosófica?
Marxismo.
Psicanálise.
Platonismo.
Existencialismo.
O princípio de que “a existência precede a essência” é central no pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre.
Assinale a opção que aponta uma consequência conceitual desse princípio.
A recusa do fatalismo, pois a liberdade sartreana exige que o homem entenda que não se criou a si mesmo e, por essa razão, está lançado no mundo, sendo responsável pelo que faz.
A negação da transcendência do homem, o que o torna um entre os inúmeros objetos e seres participantes do mundo material, equalizando-os como simples existentes.
A relativização da vontade, uma vez que a existência é efêmera e contingente, o que frequentemente lança o homem em situações em que a força do destino é superior à sua iniciativa.
A defesa do solipsismo moral, já que o caráter irredutível da existência individual leva cada um a conceber um conceito de bem incomunicável a outro ser humano.
A concepção de uma natureza humana, que se encarna na diversidade das experiências individuais, atestando a capacidade de cada um de se determinar.
O Movimento que se caracterizou por uma atitude do homem abandonado à própria sorte, livre, que precisava decidir seu destino sozinho, que refletia bastante o clima europeu da Segunda Guerra Mundial e do pós-guerra foi:
Existencialismo.
Cientificismo.
Marxismo.
Revanchismo.
Teoria Psicanalítica.
Segundo Marilena Chaui (in Convite à Filosofia), merecem especial destaque dois dos filósofos que adotaram as ideias de Husserl e esforçaram-se para liberar a ontologia do velho problema deixado pela metafísica: o dilema do realismo e do idealismo. São eles:
Jürgen Habermas e Gilles Deleuze.
Thomas Hobbes e René Descartes.
Immanuel Kant e Jean-Jaques Rousseau.
Hanna Arendt e Jean-Paul Sartre.
Martin Heidegger e Maurice Merleau-Ponty.


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O pensamento elaborado por Foucault, segundo o qual as estruturas epistêmicas correspondem ao paradigma geral que estrutura, em determinada época, os múltiplos saberes científicos, contribuiu para a elaboração da ideia de que o período denominado século da razão (séculos XVII/XVIII) defendeu-se da loucura simplesmente enclausurando os loucos.
Embora Sartre não tenha construído uma proposta educacional, sua teoria a respeito da liberdade fornece elementos para se estabelecer um paralelo entre a liberdade individual e a responsabilidade do sujeito, em suas ações dentro de um processo educativo. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Como a condição humana naturalmente não inclui liberdade, cabe à escola exercitar os indivíduos nessa prática.
O interesse social é idêntico ao individual; por isso, cabe à escola direcionar as escolhas individuais na busca da melhoria da vida em sociedade.
Por ser livre, o indivíduo jamais poderá adotar a experiência de outros como modelo para sua vida.
O papel da educação é apontar as escolhas para que os indivíduos possam alcançar um caminho seguro a seguir.
Considerando a liberdade individual, não compete à escola papel de orientação moral, a menos que o indivíduo venha solicitar.

O trecho acima resume as linhas gerais da análise que o fenomenólogo Merlau-Ponty faz da percepção e, mais especificamente, da noção de "sensação", cara à filosofia moderna. A partir dele é correto inferir que:
Merleau-Ponty retoma integralmente a noção moderna de sensação adaptando-a sutilmente ao quadro conceitual da fenomenologia.
Merleau-Ponty nega a noção moderna de sensação, pois, para ele, não há percepção "pura" e toda a percepção inclui a apreensão de relações.
Para Merleau-Ponty a noção de sensação dos modernos é apenas um erro de linguagem sem maiores conseqüências.
Para Merlau-Ponty a percepção tem início com impressões sensíveis puras, desconectadas e sem relações umas com as outras.
Para Merleau-Ponty nossas sensações são dadas isoladamente à percepção e as relações entre elas são estabelecidas a posteriori pela imaginação e pela fantasia.

É correto afirmar que os autores (X e Y) a que Foucault se refere têm como perspectiva teórica comum o
materialismo dialético.
empirismo-lógico.
estruturalismo.
pós-estruturalismo.
funcionalismo.