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Em sua “Fundamentação da metafísica dos costumes”, Immanuel Kant faz uma distinção entre dois tipos de imperativos: os hipotéticos e os categóricos. Assinale abaixo a alternativa em que a forma de expressão ou a definição se adequa à de um imperativo hipotético.
Age somente de acordo com aquela máxima pela qual possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal.
Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se mediante tua vontade a lei universal da natureza.
Faça ao outro o que gostaria que fosse feito a ti; não faça ao outro o que não gostaria que fosse feito a ti.
Representa a necessidade prática de conseguir uma ação possível como meio para algo diverso que se quer.
Representa uma ação como objetivamente necessária por si mesma, sem relação com um outro fim.
Nem a posse das riquezas, nem a abundância das coisas, nem a obtenção de cargos ou poder produzem a felicidade segundo os epicureus. A felicidade se produz na ausência de dor, na moderação dos afetos e na disposição do espírito em não se preocupar com o que não se pode mudar.
Adaptado de EPICURO. Antologia de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988. (Coleção Os Pensadores), p. 17.
Segundo os epicureus, a verdadeira fonte da felicidade está
na posse de riquezas e na obtenção de poder, pois garantem segurança e prestígio.
no acúmulo de bens materiais e no prazer desenfreado, pois eliminam todas as preocupações.
na ausência de dor, na moderação dos afetos e na tranquilidade da alma diante do incontrolável.
na busca incessante por reconhecimento e status social, pois proporcionam satisfação duradoura.
na submissão total às paixões e aos desejos, pois somente assim se alcança a realização plena.
A noção de felicidade é um objeto da filosofia e um desafio para os pensadores desde a Antiguidade. Numa das obras mais conhecidas da Patrística, o livro “Confissões”, Agostinho relata sua busca pela verdade e pela felicidade. Para ele, onde está a verdadeira fonte da felicidade humana?
No acúmulo de bens materiais e riquezas, que afastam o sofrimento garantindo segurança e prazer.
Na contemplação da natureza, como ensinava a principal influência do filósofo: o estoicismo.
Na união da alma com Deus, pois só a divindade é capaz de satisfazer plenamente o coração humano.
No conhecimento científico e racional, independente da fé. Apenas o saber é capaz de elevar o ser humano.
No reconhecimento social e na fama, que dão sentido à vida. Não há felicidade na solidão.
A missão dos governantes consiste em promover a felicidade da sociedade, punindo e recompensando. A parte da missão de governo que consiste em punir constitui mais particularmente o objeto da lei penal. A obrigatoriedade ou necessidade de punir uma ação é proporcional à medida que tal ação tende a perturbar a felicidade e à medida que a tendência do referido ato é perniciosa. A felicidade consiste naquilo que já vimos, ou seja, em desfrutar prazeres e em estar isento de dores.
BENTHAM, J. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. São Paulo: Abril Cultural, 1974 (adaptado).
Qual perspectiva de justiça emerge da relação, estabelecida no texto, entre punição e felicidade?
Aplicação de meios para atingir um fim.
Imposição de regras para estabelecer um dever.
Sobreposição de princípios para fundamentar um direito.
Criação de parâmetros para reconhecer uma prescrição.
Elaboração de convenções para referendar um costume.
O estoicismo é uma das escolas helenísticas que se apresentava como herdeira da filosofia de Sócrates. Ela foi fundada por Zenão de Cítio, por volta de 300 a.C., e permaneceu influente no mundo romano.
Sobre a doutrina estoica, afirma-se que a pessoa feliz
cultiva seus desejos naturais e elimina os fúteis, reconhecendo que somente assim poderá viver com imperturbabilidade.
valoriza, além da virtude, sua saúde, riqueza e reputação, sabendo que a felicidade também depende de bens exteriores.
busca satisfazer seus impulsos e desejos, acreditando que justiça e virtude são convenções artificiais, não algo natural.
aceita seu destino sem perturbação, consciente de que o universo é determinado.


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Assinale corretamente a seguinte corrente filosófica que enfatiza a busca pela felicidade através da moderação dos desejos e a amizade como um bem essencial.
Estoicismo
Epicurismo
Ceticismo
Hedonismo
A propósito de filosofia, ética e felicidade, julgue os itens que se seguem.
I Para Platão, existe uma ética da boa vida, que é pautada no dever cuja motivação é externa.
II Na filosofia platônica, o bem, com suas motivações internas e objetivas, fundamenta a ética da boa vida.
III A moral e os bons costumes são noções que sedimentam a ética da boa vida na concepção platônica.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item II está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
O Utilitarismo de Stuart Mill, entende a felicidade como:
individual e coletiva, sendo a maior dos bens, o indivíduo não pode ser feliz se ferir o bem comum.
o bem comum não esta associado a felicidade, tornando-a egoísta.
a felicidade não existe.
o indivíduo preocupa-se apenas em buscar a sua própria felicidade, ainda que seu comportamento ultrapasse o limite da moralidade.
a felicidade está associada somente aos prazeres do corpo.
Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.
SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à
consagração de relacionamentos afetivos.
administração da independência interior.
fugacidade do conhecimento empírico.
liberdade de expressão religiosa.
busca de prazeres efêmeros.
A busca da felicidade é um tema recorrente nas tradições filosóficas bem como objeto de reflexão crítica em outros campos de conhecimento, como a ciência e a psicanálise.
Relacione os pensadores a seguir às respectivas concepções sobre a felicidade.
1. Sócrates
2. Espinosa
3. John Stuart Mill
4. Sigmund Freud
( ) Na vida é útil aperfeiçoarmos, tanto quanto pudermos, o intelecto ou a razão, e nisso consiste a suprema felicidade ou beatitude do homem.
( ) A busca da felicidade em suas mais variadas formas é explicável pelo princípio do prazer, mas a impossibilidade de sua conquista definitiva é igualmente justificável, dado o princípio de realidade.
( ) Não se pode fornecer nenhuma razão por que a felicidade geral é desejável, exceto a de que cada pessoa deseja sua própria felicidade, na medida em que crê poder alcançá-la.
( ) A presença, na alma, do bem que lhe é próprio, ou seja, a justiça ou ordem da alma, é causa imediata da felicidade.
Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
1 – 3 – 2 – 4
1 – 4 – 2 – 3
4 – 2 – 3 – 1
2 – 4 – 3 – 1
4 – 3 – 2 – 1