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Nietzsche reconstrói os cânones da ética kantiana, mas o faz a partir de um processo genealógico de crítica dos sistemas morais.
Certo
Errado
“Amo o que não quer virtudes em demasia. Uma única virtude é mais virtude do que duas, pois ela é o nó mais forte onde se ata o destino”. A citação acima é testemunho de como Nietzsche revoluciona a concepção tradicional de conceitos como verdade e moralidade ao criticar a forma como essas ideias foram historicamente concebidas pelo pensamento ocidental. Nesse sentido, sua maneira de conceber o ser humano também é original, pois, na perspectiva nietzschiana o ser humano é um(a):
Ponte, não um ponto ou uma meta.
Animal que suplantou seu desejo pela força.
Força mística que transcende a materialidade do mundo.
Ser para si e condenado à liberdade.
Lobo de si próprio.
Em “O Nascimento da Tragédia”, Nietzsche analisa a origem da arte grega e afirma que ela nasce da tensão entre duas forças fundamentais:
O princípio apolíneo da forma, ordem e medida, e o princípio dionisíaco do êxtase, desmedida e fusão com a vida.
A oposição entre a razão pura e a razão prática, como condições da experiência estética.
A luta entre a arte verdadeira e a arte ilusória, marcada pelo engano das aparências.
A síntese entre o belo natural e o belo artístico, como defendido pela tradição clássica.
A harmonia entre a experiência estética do belo e a experiência moral do dever.
Analise os itens abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O iluminismo partiu do pensamento de que a razão seria um instrumento capaz de iluminar a realidade, libertando os homens das trevas da ignorância, da ingenuidade da imaginação e do mito.
II. O iluminismo pretendeu retirar o mito e a fantasia de seu altar, mas colocou a razão e a técnica em seu lugar, logo, não derrubou o mito, apenas inverteu, dando à ciência e à técnica o brilho da “verdade”, gestando, assim, o mito moderno da racionalidade.
III. Para Nietzsche, o iluminismo não cumpriu o que se propôs a fazer. Não libertou os homens de seus prejuízos, os mitos não foram abandonados, mas substituídos por novos e mais elaborados heróis.
Assinale a alternativa correta:
Todos os itens estão corretos.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas o item I está correto.
O pós-estruturalismo é uma tendência filosófica que se caracteriza por uma crítica a concepções do próprio estruturalismo, o que realiza com base em autores como Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud. Embora esses autores fundamentais sejam de expressão alemã, os principais representantes do pós-estruturalismo são pensadores de expressão francesa. São autores pós-estruturalistas, EXCETO:
Michel Foucault.
Guy Debord.
Gilles Deleuze.
Jacques Derrida.
Jean-François Lyotard.


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“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’”
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).
Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
O super-homem é o homem que precisa ser superado pelo humanismo cristão.
Zaratustra é a imagem do super-homem porque afirma a morte de Deus, o eterno retorno e a verdadeira religião.
Superar o homem significa ultrapassar o modelo do homem metafísico e seus valores.
O super-homem é um personagem utilizado pelos estúdios de cinema americano na tentativa de mostrar a salvação da humanidade.
Nietzsche é o verdadeiro super-homem.
Considere o fragmento a seguir.
“Indubitavelmente, quando lograssem introduzir na consciência dos felizes sua própria miséria, toda a miséria, de modo que estes um dia começassem a se envergonhar da sua felicidade, e dissessem talvez uns aos outros: é uma vergonha ser feliz!”
(NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da Moral. Tradução de Paulo Cézar de Souza. São Paulo: Companhia de Bolso, 2018, pg. 105)
Nesse fragmento, Nietzsche faz referência aos
aristocratas que agem inspirados pelos valores trágicos dos antigos.
niilistas que agem movidos pela transvaloração de todos os valores.
super-homens que agem ultrapassando o dualismo do bem e do mal.
homens do ressentimento que agem impulsionados pela vingança.
A genealogia da moral nietzscheana se relaciona com o conceito de super-homem ao denunciar que sistemas morais, que determinam ações como boas ou más, representam um enfraquecimento do comportamento que Nietzsche atribui ao super-homem.
Certo
Errado
As tensões entre Metafísica e Ciência marcaram transformações profundas na Filosofia moderna, especialmente no tocante à normatividade ética. Nesse contexto, identifique a alternativa correta.
Nietzsche reabilita a metafísica platônica ao reconhecer na ideia de bem absoluto o fundamento da vontade de potência e do eterno retorno.
A crítica moderna à metafísica, como em Hume e Kant, reorganiza o campo do conhecimento e da moralidade sem eliminar o pressuposto da razão prática como condição de possibilidade para um juízo ético universal.
Para o positivismo lógico, a ética é considerada ramo objetivo da ciência, passível de verificação empírica, assim como os enunciados da física e da biologia.
A metafísica escolástica se mantém como núcleo da ciência moderna, especialmente na obra de Newton, cujos princípios derivam diretamente das doutrinas aristotélicas da substância e causa final.
A concepção utilitarista da ética substitui qualquer referência à razão, operando apenas com base em convenções morais culturalmente determinadas e sem pretensão de validade universal.
A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)
O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem.
Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
são construções históricas, reinterpretadas e redirecionadas de acordo com diferentes sistemas de poder.
derivam de uma moral natural que emerge de forma espontânea em todas as culturas e sociedades.
se desenvolvem de acordo com uma lógica interna que os conduz progressivamente a sua realização plena.
refletem os ideais universais da razão, sendo expressões históricas de dados atemporais do espírito humano.
são determinados pelo conflito entre grupos sociais, motivado pelas diferentes condições econômicas.


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Friedrich Nietzsche afirmava que o cristianismo se fundamentava numa “moral de escravos” e atribuía a ele uma expressão sentimental básica. Qual é o sentimento que estava na base da moral cristã para esse filósofo?
O amor.
O ódio.
O ressentimento.
A autopiedade.
Ao analisar a moral de civilização ocidental, Nietzsche identifica dois tipos de homem: o fraco e o forte. Nesse sentido, o homem
formado na moral cristã nega os valores terrenos em função de uma crença metafísica, por isso deve ser considerado forte.
adestrado, educado e criado em uma perspectiva escravo-sacerdotal tende a ser mais forte que aquele criado fora desses padrões morais.
fraco é obediente porque foi criado com os valores dos nobres e aristocratas, por isso é mais sadio e cheio de vitalidade.
bom é o homem forte, ao passo que o homem mau é o homem fraco.
forte é mais potente, ativo e violento; por outro lado, é considerado um perigo aos bons costumes e, dessa maneira, é encarado como “mau”.
Os pensamentos de Friedrich Nietzsche (1844-1900) e de Michel Foucault (1926-1984) possuem pontos de aproximação, sobretudo suas críticas à modernidade e ao poder. Sobre as ideias desses dois pensadores, analise as afirmações a seguir:
I. Nietzsche afirma que a vontade de potência abrange a busca do poder e afirmação da vida, negando o sofrimento. Foucault, por sua vez, defende a noção de poder como uma força estática e centralizada.
Il. Tanto Nietzsche quanto Foucault rejeitam a noção de verdade absoluta e objetiva, defendendo que o conhecimento é construído por meio de relações de poder.
IIl. Foucault, inspirado no método genealógico de Nietzsche, tem como objetivo colocar à mostra as estruturas veladas de poder, por meio da desconstrução histórica das ideias.
IV. Nietzsche vê a moralidade cristã como uma moralidade de rebanho, imposta pelos fracos aos que valorizam a vida terrena, enquanto Foucault considera as instituições religiosas como importantes mecanismos de poder e controle social ao longo da história.
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
II, III e IV, apenas,
I e III, apenas.
I, II, III e IV.
Ill e IV, apenas.
Na elaboração da teoria da genealogia da moral, Nietzsche considera que
saúde diz respeito às forças vitais do organismo.
saúde consiste no cultivo de valores afirmativos frente à vida.
doença é a condição anormal que afeta negativamente o organismo.
saúde é o estado de boa disposição física e psíquica, e de bem-estar.
doença é a alteração biológica do estado de saúde de um ser.
Para onde foi Deus? [...] Eu já lhes direi! Nós o matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos! [...] Que fizemos nós, ao desatar a terra do sol? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos continuamente? Para trás, para os lados, para a frente, em todas as direções? Existem ainda “em cima” e “embaixo”? Não vagamos como que através de um nada infinito? [...] Deus está morto! Deus continua morto!
NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. SP: Cia. das Letras. 2001. p. 64.
No trecho acima, o filósofo Friedrich Nietzsche está expondo
o diagnóstico de uma crise de referências a valores absolutos na civilização europeia moderna.
o argumento cabal e definitivo que prova a inexistência de Deus.
a crítica da cultura europeia à teologia cristã.
a superioridade inequívoca da ciência sobre a religião.
a crise das monarquias europeias ao longo do século IX.


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Pensadores como Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud são reconhecidos como “mestres da suspeita” em razão da crítica que direcionam, cada um a seu modo, a uma ideia de consciência que remonta à filosofia cartesiana. Paul Ricoeur reconhece os profundos efeitos dessa crítica e, ao fazer uso de uma metodologia hermenêutica, propõe como resposta a recuperação do conceito de:
Indivíduo.
Pessoa.
Eu.
Sujeito.
Ser.
Nietzsche argumentou que haviam dois tipos fundamentais de moralidade: moral do senhor (moralidade mestre ou moral nobre) e moral de escravos (moral de rebanho). A moralidade do senhor valoriza o orgulho, força e nobreza, enquanto a moral dos escravos valoriza coisas como a bondade, humildade e simpatia. Moralidade mestre pesa ações em uma escala de consequências boas ou más (ou seja, virtudes clássicas e vícios, o consequencialismo), ao contrário da moral de escravos que pesa ações em uma escala de boas ou más intenções (por exemplo, virtudes e vícios cristãos).
(NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 75.)
No excerto anterior, da obra de Nietzsche “Genealogia da moral”, são descritos alguns ícones sobre a moral dos senhores e dos escravos. Para o autor, de acordo com o excerto e suas teorias:
Tanto senhores quanto escravos, independentemente da sua posição social ou organização hierárquica, buscam a mesma coisa: a conciliação e a equidade social.
A moral dos senhores pode ser encarnada por pessoas que aparentemente não têm poder institucional ou dinheiro. Trata-se, portanto, de atitudes perante a vida, e não de posições sociais e econômicas.
O poder transcende a própria condição humana, e é algo ligado ao divino, ou seja, quanto mais poder um indivíduo alcança ao longo da sua história, mais próximo estará de alcançar a plenitude espiritual.
Ser “senhores” e “escravos” são apenas contingências históricas, metáforas, e não algo que possa influenciar no caráter e determinação moral das pessoas. Segundo ele, os homens nascem bons, e não são influenciados pela sociedade.
Para Nietzsche, a moral tradicional gera saúde; ela é sinônimo de força porque supervaloriza os instintos. A maior expressão dessa moral encontra-se na filosofia platônica.
Certo
Errado
“O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. O objeto dessa satisfação chama-se belo”. O trecho acima sintetiza o conceito de beleza para um grande autor da história da filosofia. O filósofo responsável por essas linhas é:
Alexander Baumgarten.
Immanuel Kant.
G. W. F. Hegel.
Friedrich Nietzsche.
Martin Heidegger.
Nietzsche afirma ser necessária uma crítica aos valores morais, porque o valor desses valores foi tomado como dado, como além de toda questão.
Certo
Errado