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Leia o trecho a seguir para responder às perguntas 34 e 35 seguintes.
“(...) Se a esta [a Verdade] só chegar pelas palavras de quem o interpela, não foram as palavras a lhe ensinar; mas apenas o tornaram lúcido para aprender de seu interior. Por exemplo, se te interpelando sobre este assunto que estamos tratando, que nada possa se ensinar com palavras, e a ti inicialmente parecesse absurdo, dado não poder ver com firmeza o todo, quererias consultar aquele Mestre interior; e se eu dissesse: onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo? Poderias responder que eu as ensinei. Então eu acrescentaria: que tinha visto um homem a voar; e minhas palavras também o deixariam certo tanto quanto eu dissesse que os homens sapientes são melhores que os nescientes? Negarias com certeza, respondendo não crer na primeira destas afirmações; mesmo que acreditasses, ela seria para ti desconhecida, porém da segunda estarias certo de saber. Entenderias que nada aprendeste com elas, e mesmo tendo eu afirmado, as ignoraria, até aquilo que lhe seria conhecido, visto que ao ser interpelado sobre as partes, juraria aquela desconhecer e da outra ter conhecimento. Assim, admitirias o que antes negou quando reconheceste como claras e certas as partes em que constam: o ouvinte ignora que sejam verdadeiras, ou não ignora que sejam falsas, ou sabe serem verdadeiras. Destas à primeira, se crê ou se opina ou se duvida; da segunda, se nega; da terceira, se confirma; mas em nenhuma se aprende. Assim está demonstrado que nem aquele que depois das palavras ignora o assunto, tampouco aquele que as reconhece como falsas, depois de ter ouvido, após interpelado poderia responder coisas semelhantes, demonstrando que por minhas palavras nada aprendera.”
(AGOSTINHO. De magistro. Editora Fi: Porto Alegre, 2015. p. 133- 135. Destaques do tradutor.)
Assinale a alternativa que sintetiza de forma correta o trecho citado do De magistro de Agostinho de Hipona.
Afirma que as palavras introduzem verdades novas em nossas mentes e que, mesmo com palavras, não somos capazes de ensinar quem quer que seja
Afirma que as palavras, como sinais que são, apenas suscitam ideias na mente que são partes de um todo apreensível somente pela ação do Mestre interior, isto é, é a imagem do Cristo-Lógos de nós mesmos
As palavras não introduzem verdades novas em nosso espírito e que, mesmo com palavras, não ensinamos, apenas proporcionamos ocasiões de apreensão da verdade
“(...) onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo?”