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Por meio da realidade inteligível, que no pensamento de Santo Agostinho é o modo como Deus cria e dispõe todas as coisas segundo uma ordem, a realidade material é disposta de acordo com a forma que Deus lhe confere e, mesmo na diversidade das formas, ela permite elevar a inteligência a Deus, ao Deus uno, por que é dele que provém toda a forma que dá à matéria a harmonia, ou seja, a beleza. A beleza, portanto, reserva em si um conteúdo inteligível, que é a forma como Deus dispõe aquilo que ele cria, e uma realidade material, a diversidade que forma o todo, sem que haja confusão e indistinção entre as coisas na sua profunda diversidade. A ideia de beleza elaborada por Santo Agostinho, base para compreender como a arte imita a natureza e a natureza é a forma da Ideia de Deus para o que é realidade material, desenvolveu a noção de criação Ex Nihilo, pois a beleza expressa o modo como Deus cria a partir da ideia, a qual confere às coisas e à sua
temporalidade, uma condição de atemporalidade, pois a arte que imita a Natureza não se corrompe.
sacralidade, o novo horizonte da arte na Antiguidade, corrigindo as distorções e contradições gregas.
atemporalidade, a revelação das Ideias de Deus para os novos céus e nova terra recriados na graça.
materialidade, o efeito direto e objetivo da encarnação do Lógos, a fim de esclarecer a beleza interior.
inteligibilidade, a possibilidade de ascender a ele e o encontrar pela racionalidade estética.
Analise o trecho a seguir:
“Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal.
Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ou vergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007).
Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:
I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.
II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.
III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.
IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.
V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus.
Quais estão corretas?
Apenas I, II e IV.
Apenas I, III e V.
Apenas II, III e IV.
Apenas III, IV e V.
Apenas I, II, III e V.
A moral agostiniana afirma que só viverá de forma moralmente perfeita aquele que procurar atingir o bem supremo. Agostinho de Hipona entende que
a virtude, por excelência, é conhecer e imitar a Deus, gozando do bem superior.
a felicidade está nos bens materiais, na conquista de terras e outros bens mundanos.
a prática de virtudes como o amor à pátria e o apreço pela honra são os princípios para alcançar o bem supremo.
o amor a si mesmo e ao próximo é a condição para ser verdadeiramente livre..
a virtude como o amor perfeito se dá por meio dos prestígios da glória humana.
Leia o trecho a seguir.
“Ora, isto não o dizem os livros platônicos. Suas páginas não encerram a fisionomia daquela piedade, nem as lágrimas da compunção, nem ‘o vosso sacrifício nem o espírito compungido, nem o coração contrito e humilhado’, nem a salvação do povo, nem a cidade desposada, nem o penhor do Espírito Santo, nem o cálice do nosso resgate. Lá ninguém canta: Porventura a minha alma não há de estar sujeita a Deus? ‘Depende d'Ele a minha salvação, porquanto Ele é o meu Deus e Salvador. Ele me recebe e d'Ele não me apartarei mais.’ Nos livros platônicos ninguém ouve Aquele que exclama ‘Vinde a Mim, vós, os que trabalhais’. Desdenham em aprender d’Ele, que é manso e humilde de coração. ‘Escondestes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos humildes’.”
DE HIPONA, Agostinho. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
No trecho citado, é correto afirmar que, para Agostinho de Hipona, a doutrina platônica é
irreconciliável com os ensinamentos de Cristo no tocante à dimensão soteriológica da alma.
compatível com o cristianismo, pois o que há de verdadeiro nas Escrituras também se encontra no platonismo.
incompatível com a teologia cristã devido ao valor positivo por ela atribuído ao mundano e ao material.
útil à difusão da piedade cristã, ao reconhecer nela uma forma mais elevada de acesso à Verdade.
contrária ao cristianismo por enaltecer filosoficamente o politeísmo da religiosidade tradicional grega.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
Agostinho de Hipona (354–430) é, sem dúvida, um daqueles raros pensadores cujo fascínio extrapola sua época e faz dele, em muitos aspectos, um autor atual. Ele une, em uma síntese coerente, embora não sistemática, filosofia, teologia, antropologia, psicologia, política, etc.
(Manoel Vasconcellos- Pelotas: NEPFIL online, 2014. P.20/21)
I. Deus e a alma não são conhecimentos distintos em Agostinho. Um e outro estão intimamente ligados, pois a alma é o meio do qual parte, a fim de atingir o conhecimento de Deus, uma vez que este não pode ser atingido imediatamente pela razão, só pela fé.
II. A alma, o homem interior, no entanto, pode ser conhecida pela razão e é partindo dela que o homem poderá, no encontro consigo mesmo, encontrar também a Deus.
III. Na reflexão agostiniana, Deus não está na alma; por isso Ele não se revela na mais profunda interioridade da alma.
IV. Fundamentado teoricamente no neoplatonismo, Agostinho entenderá que Deus é uma luz que está acima do espírito, só podendo ser atingida pelo homem na medida em que este transcende o que há de mais elevado nele.
alternativa correta é:
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Apenas a assertiva I, II e III está correta.


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"Falarei na presença do meu Deus do ano vigésimo nono da minha idade. Já tinha vindo para Cartago o bispo dos maniqueístas, chamado Fausto, ´grande laço do demônio´, pois seduzia a muitos por meio da sua melífula eloquência. Não obstante ser esta para mim aplaudida. Sabia, contudo, discerni-la das verdades que desejava aprender. Não reparava no vaso do discurso em que as ministrava, mas sim no alimento de ciência que Fausto, tão conceituado entre eles, me apresentava como manjar. Tinha chegado até mim a fama de que era eruditíssimo nas ciências mais prestigiosas e, sobretudo, conhecedor das artes liberais". (AGOSTINHO. As confissões. Tradução de Angelo Ricci. São Paulo: Abril, 1973. p. 92).
O fragmento acima da obra de Santo Agostinho introduz sua crítica ao maniqueísmo, doutrina que o filósofo de Hipona havia defendido quando jovem, mas que abandonou posteriormente. Um dos aspectos da doutrina maniqueísta que foi objeto da crítica agostiniana foi justamente:
o dualismo irredutível do bem e do mal, que separava luz e trevas, Deus e o Diabo.
A concepção fortemente espiritual da alma que apresentava a faculdade de entrar em si mesma, antecipando a subjetividade moderna.
A noção de uma negação ontológica do mal que o posicionava como sendo completamente vazio e desprovido de Ser.
O lugar privilegiado dado ao conceito de pecado que se apresentava como um mau uso do livre arbítrio humano.
Uma conexão entre fé e razão de maneira a unir religião e filosofia.
Agostinho acreditava que é infeliz quem não possui o que deseja; contudo, quem deseja o que é perecível e passageiro não poderá ser feliz de modo absoluto, por não poder ter o seu desejo saciado.
Certo
Errado
Deus é inteligível, e inteligíveis são também os princípios das ciências; todavia, há notável diferença entre as duas coisas. Com efeito, tanto a terra como a luz são visíveis, mas a terra não pode ser vista se a luz não brilhar. Deve-se, portanto, crer que também os conhecimentos que são transmitidos nas ciências, e que todo aquele que é capaz de entender admite sem nenhuma dúvida serem verossímeis, não podem ser compreendidos se não forem iluminados por outra coisa, como por um sol deles. Portanto, como no sol natural, podemos observar três coisas: que existe, que resplandece e que ilumina, assim, naquele Deus escondido que queres conhecer, existem três outras coisas: que existe, que é inteligível e que torna inteligíveis todas as outras coisas.
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Agostinho, Solilóquios, 1, 8, 15. In: REALE, G.; ANTISIERI, D. História
da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo.
São Paulo: Paulus, 2003, p. 107, com adaptações.
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Com base em seus conhecimentos a respeito de Santo Agostinho e no excerto apresentado, no que se refere ao pensamento agostiniano, assinale a alternativa correta.
É delimitado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, fundamentado na tese da reminiscência.
É marcado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual rejeita a tese da reminiscência
Rejeita a teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual aceita a tese da reminiscência.
Recusa a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas de Platão.
Aceita a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas das epístolas de São Paulo.
Um dos filósofos mais importantes do período da patrística é Santo Agostinho, também conhecido como Agostinho de Hipona. Quanto ao pensamento dele, assinale a alternativa correta.
O problema do mal é discutido conforme três pontos de vista: o metafísico, o espiritual e o intelectual.
O mal intelectual é consequência do pecado original, cuja expiação depende da iluminação divina.
O tempo existe no espírito humano, pois é nele que unicamente se mantém presentes tanto o passado quanto o presente e o futuro.
A doutrina da iluminação inclui a atuação de Deus no processo de anamnese da alma, explicitada por Platão.
A liberdade é própria da razão, de modo que o arbítrio da vontade só é verdadeiramente livre quando contempla o bem.
Em sua obra A Cidade de Deus, Santo Agostinho procura definir e relacionar os conceitos de Cidade de Deus e Cidade terrena, considerando origem, natureza, desenvolvimento e fins das duas cidades:
Aconteceu que, apesar de todos os povos que vivem na terra possuírem diversas religiões, diversos costumes e se distinguirem pela diversidade das línguas, armas e trajes, só existem, todavia, dois tipos de sociedade humana, que oportunamente poderemos denominar segundo nossas Escrituras, de duas cidades. Evidentemente, uma é formada de homens que querem viver segundo a carne, a outra dos que querem viver segundo o espírito, cada um na própria paz, que eles alcançam quando conseguem o que buscam.
Adaptado de De civitate Dei, XIV, 1
Com base no trecho, as duas cidades tematizadas na obra de Agostinho correspondem:
à Igreja, considerada piedosa, e ao Império, reputado ímpio e pagão.
ao conjunto da cristandade e ao conjunto dos dissidentes da fé, os hereges.
a dois modos de ser do homem, que realizam dois tipos de sociedades.
a Roma, convertida a centro de expansão da nova fé, e a Constantinopla.
a duas sociedades humanas, cada qual obedecendo a própria igreja, a católica e a ortodoxa.


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“[...] nelas li não com estas mesmas palavras, mas provado com muitos e numerosos argumentos, que no princípio era o Verbum e o Verbum estava em Deus e Deus era o Verbum: no princípio este existia em Deus; todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada seria criado; o que foi feito, nele é a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam; a alma do homem, ainda que testemunhe a Luz, não é, porém, a própria Luz, mas o Verbum próprio de Deus, que é a luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo.”
(AGOSTINHO. Confissões. XII – IX.13).
É conhecida a influência da filosofia pagã e da religião gnóstica nas obras da juventude de Agostinho. Das alternativas abaixo, assinale aquela que representa mais propriamente o alvo da crítica do Bispo de Hipona no trecho citado das Confissões.
O ceticismo
O academicismo
O pelagianismo
O neo-platonismo
Assinale a alternativa que sintetiza de forma correta o trecho citado do De magistro de Agostinho de Hipona.
Afirma que as palavras introduzem verdades novas em nossas mentes e que, mesmo com palavras, não somos capazes de ensinar quem quer que seja
Afirma que as palavras, como sinais que são, apenas suscitam ideias na mente que são partes de um todo apreensível somente pela ação do Mestre interior, isto é, é a imagem do Cristo-Lógos de nós mesmos
As palavras não introduzem verdades novas em nosso espírito e que, mesmo com palavras, não ensinamos, apenas proporcionamos ocasiões de apreensão da verdade
“(...) onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo?”
De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a)
desvio da postura celibatária.
insuficiência da autonomia moral.
afastamento das ações de desapego.
distanciamento das práticas de sacrifício.
violação dos preceitos do Velho Testamento.
Leia o poema abaixo:
Soubesse que era assim
Não tinha nascido
E nunca teria sabido
Ninguém nasce sabendo
Até que sou meio esquecido
Mas disso eu sempre me lembro
(PAULO LEMINSKI, 80 Poemas, 1980)
O poeta sugere no texto a existência de uma capacidade humana de escolher, de tomar decisões, sobretudo em face do bem e do mal. Desde a patrística (Santo Agostinho), essa capacidade recebe em filosofia e teologia o nome técnico de:
Moralidade.
Livre-arbítrio.
Juízo de valor.
Autonomia.
Defensor do cristianismo e a favor da superioridade da alma humana teve destaque na filosofia medieval no momento da Patrística (de meados do século IV ao século VIII), no qual se busca uma conciliação entre a razão e a fé. Este filósofo denominado santo pela igreja católica teve sua vida voltada aos prazeres do mundo até seus 32 anos, convertendo-se posteriormente ao cristianismo. "Compreender para crer, crer para compreender" é um de seus pensamentos. Partindo das descrições acima, informe o filósofo correspondente:
Padre Justino.
Padre Tertuliano.
Santo Agostinho.
Santo Tomás de Aquino.


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Embora a Filosofia, em geral, não seja produzida para resultados concretos e imediatos, entender que ela não tem aplicação prática é incorreto. A forma de compreender o mundo é que determina o modo como se produzem as coisas, investiga-se a natureza, propõem-se as leis. Ética, Política, Moral, Esporte, Arte, Ciência, Religião, tudo tem a ver com Filosofia.
(Queiroz; Moita, 2007)
Nos grandes períodos da história: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, viveu-se à influência de vários pensadores. Na Idade Média, destacam- se os pensadores
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Kant e Heidegger.
Descartes e Bacon.
Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.
Karl Marx e Max Weber.
Segundo Reale e Antiseri (2003, v. 2), a posição de Agostinho de Hipona sobre a relação existente entre fé e razão pode ser bem expressa pela proposição credo ut intelligam, intelligo ut credam (em português: “creio para compreender, compreendo para crer”).
De acordo com tal proposição, a visão agostiniana sobre a relação entre fé e razão
expressa uma concepção fideísta.
concebe uma complementaridade entre fé e razão.
expressa uma concepção racionalista.
concebe uma incompatibilidade entre fé e razão.
Leia o excerto de Por que não sou cristão, de Bertrand Russell:
“O argumento da causa primeira é talvez o mais simples e o de mais fácil compreensão. (Mantém que tudo o que existe no mundo tem uma causa; e que, percorrendo a cadeia de causas, se chegará fatalmente à causa primeira, a que se dá o nome de Deus.) […] o argumento da causa primeira é daqueles que não possuem qualquer validade. […] Se tudo tem de ter uma causa, também Deus tem de a possuir; e, se algo existe sem causa, tanto pode ser o mundo como Deus – razão da inutilidade desse argumento.”
(RUSSELL apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e Filosofias: Existência e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2016, p. 322).
Com base no excerto citado, preencha as lacunas do parágrafo a seguir:
Russell refuta um argumento pró-existência de Deus de tipo _____________________, desenvolvido exponencialmente por _____________________. Dentro da Escolástica, esse argumento (numa espécie de solidariedade antecipatória a Russell) foi refutado como inconsistente por _________________________.
As expressões/palavras que completam correta e respectivamente são:
ontológico - Anselmo de Cantuária -Tomás de Aquino.
cosmológico - Tomás de Aquino - Guilherme de Ockham.
teleológico - Duns Scotus - Guilherme de Ockham.
ontológico - Tomás de Aquino - Duns Scotus.
Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s)
essência da ética cristã.
natureza universal da tradição.
certezas inabaláveis da experiência.
abrangência da compreensão humana.
interpretações da realidade circundante.
Durante a filosofia patrística, Agostinho de Hipona abordou o problema do mal sob diferentes ângulos.
Em seu pensamento, a concepção de que o mal é um “não-ser” serve para explicar qual tipo de mal?
O mal físico.
O mal moral.
O mal psicológico.
O mal ontológico.