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O especialista de proteção radiológica sabe que a radiação alfa (α) é a que apresenta o maior risco biológico, quando incorporada pelo organismo (inalada, ingerida ou absorvida). Para levar em conta o tipo e o poder de ionização da radiação, foi introduzido um fator corretivo (Q) usado em radioproteção. Esse fator considera quantas ionizações são produzidas por unidade de percurso (densidade linear de ionização).
O sucessor e análogo direto do Fator Corretivo, utilizado nas recomendações mais recentes da ICRP (a partir da Publicação 60), é o
fator biológico.
fator de qualidade.
fator de correção.
fator de ponderação.
fator de Ponderação do Tecido.
A civilização moderna está baseada fortemente em um desenvolvimento tecnológico que necessita, cada vez mais, de suprimentos de energia. Essa energia é encontrada na natureza sob várias formas. Com relação à energia nuclear, analise as afirmações a seguir:
I. A produção de energia nuclear está baseada no princípio de que o calor liberado durante a fusão do urânio é empregado para produzir vapor que alimentará turbinas elétricas.
II. Com relação ao processo de produção e a emissão de gases do efeito estufa, é considerada energia limpa, mas existem problemas associados com o funcionamento das usinas nucleares como o rejeito radioativo que não pode ser jogado no meio ambiente.
III. O rejeito radioativo é constituído de isótopos radioativos que são formados durante o processo, podendo ficar ativos por minutos ou até alguns dias; outros demoram meses ou anos para esgotar sua atividade.
IV. Entre os subprodutos dos reatores da usinas nucleares, temos o césio-137 e o estrôncio-90, usados nas bombas atômicas, que levam mais de mil anos para decair.
É correto o que se afirma em:
I, II e IV, apenas.
III, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
O fósforo-32 () é um radionuclídeo emissor beta negativo () utilizado em aplicações médicas e biológicas. Considere o seguinte decaimento nuclear:
Qual é o número atômico (x) do núcleo filho Y produzido nesse decaimento?
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Em relação à ética em procedimentos envolvendo radiação ionizante, é correto afirmar que:
Qualquer pessoa pode participar de pesquisas que impliquem em exposição médica à radiação ionizante para o indivíduo.
O consentimento do participante é o único requisito para realização de pesquisas biomédicas que envolvam exposição à radiação ionizante.
Para poder participar de uma pesquisa biomédica, o indivíduo deve ser informado sobre os riscos radiológicos envolvidos e a pesquisa precisa ser aprovada por um comitê de ética.
A responsabilidade sobre a exposição à radiação ionizante em pesquisas biomédicas é exclusivamente do supervisor de proteção radiológica.
Qualquer pessoa pode participar de pesquisas biomédicas envolvendo exposição à radiação ionizante, mesmo que desconheça os riscos associados.
De acordo com Pereira e Benedito (2007), “A palavra ‘isótopo’ vem do grego, isos (igual) e topos (lugar), a qual se refere a um local comum de um elemento específico na tabela periódica. Considerando que um átomo é composto de um núcleo cercado por elétrons (e), e o núcleo, de prótons (Z) e nêutrons (N) que constituem a massa do átomo. A massa atômica de um elemento atômico, por sua vez, é a soma de Z + N no núcleo. Um núcleo, ou átomo específico-isótopo, é uma ‘espécie’ de um elemento que pode ser estável ou radioativo, definido pelo seu único número de prótons (Z) e nêutrons (N). Enquanto os prótons são positivamente carregados (Z+), os elétrons são negativamente carregados (e-) e os nêutrons não possuem carga (N)”. Diante do exposto, isótopos são átomos
de um mesmo elemento, com igual número de prótons (Z) e diferente número de nêutrons (N).
de elementos diferentes, com o mesmo número atômico (Z).
de um mesmo elemento, com igual número atômico (Z), igual número de nêutrons (N) e diferente massa atômica.
de elementos diferentes, com igual massa atômica.
de um mesmo elemento, com número atômico (Z) e número de nêutrons diferentes e igual massa atômica.
Em um detector de radiação tipo câmara de ionização, qual é o principal processo físico que permite a detecção da radiação?
A radiação é completamente absorvida no detector, gerando um pulso de calor que é medido.
A radiação interage com o material, causando a emissão de luz por cintilação, que é convertida em um sinal elétrico.
A radiação causa a ionização dos átomos do gás, e os elétrons e íons resultantes são coletados por um campo elétrico.
A radiação excita os átomos do gás, que emitem fótons que são então detectados.
Com relação aos monitores (detectores) de radiação ionizante a gás, é correto afirmar:
A câmara de ionização opera na região de saturação de íons.
Na ionização formam-se pares elétron-próton que dependem de características dos gases utilizados e da radiação ionizante incidente.
A carga gerada pelos pares de íons é coletada por meio do campo magnético criado pelo circuito elétrico
O tipo Geiger-Müller apresenta o pulso de saída com amplitude dependente do número de íons iniciais.
Em relação à física das radiações, assinale a alternativa INCORRETA.
Os raios X produzidos por bremsstrahlung têm um espectro contínuo de energias.
Os raios X característicos têm energias discretas.
Os raios X são produzidos por dois mecanismos diferentes: bremsstrahlung e emissão característica de raios X.
Quanto maior a energia dos elétrons que bombardeiam o alvo, mais frontal será a direção da emissão de raios X.
A eficiência da produção de raios X é menor de 1% para um acelerador linear com energia nominal maior que 6 MV.
No ensino de Ciências, a distinção entre fenômenos físicos e químicos é introdutória ao estudo das reações. Analise os processos abaixo:
1. Derretimento de um cubo de gelo.
2. Queima de um pedaço de papel.
3. Evaporação da água do mar.
4. Enferrujamento de um prego de ferro.
Assinale a alternativa que agrupa corretamente apenas os processos classificados como Fenômenos Químicos (onde há alteração na estrutura íntima da matéria e formação de novas substâncias):
1 e 3.
2 e 4.
1, 2 e 3.
2, 3 e 4.
Em sistemas isotópicos abertos, ocorre
conservação total de isótopos.
ganho ou perda de pai/filho.
ausência de decaimento radioativo.
formação de defeitos cristalinos sem efeito.
superposição de espectros Raman.
Analise as afirmativas a seguir sobre aplicações do SEM em análises geológicas.
I. Identificação da morfologia de minerais e texturas de rochas, permitindo inferir processos metamórficos ou ígneos.
II. Contagem das emissões radioativas dos elementos da série do urânio.
III. Observação de microtexturas e fraturas, associadas a deformações ou alterações hidrotermais, auxiliando na interpretação de condições geológicas de formação.
IV. Observação das ligações bivalentes das estruturas atômicas.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III e IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.
I e III, apenas.
Recentemente, uma equipe de pesquisadores do CERN alcançou um avanço importante ao aplicar uma técnica inovadora de resfriamento a laser em uma amostra de positrônio, uma partícula composta por um elétron (carga elétrica −𝑒 e massa 𝑚) e um pósitron (antipartícula com carga positiva e massa semelhante à do elétron). Essa conquista permite uma investigação mais precisa das propriedades do positrônio, abrindo possibilidades para estudos fundamentais, como a produção de condensados Bose-Einstein de antimatéria e a geração de luz gama coerente, o que poderia trazer um leque de novas aplicações.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpw7wnz1d2qo
Considerando o modelo de Bohr para átomos hidrogenoides, é correto afirmar que os níveis de energia de um positrônio, em função do número quântico principal 𝑛, são dados por:
𝐸𝑛 = −3.4/𝑛2 eV
𝐸𝑛 = −6.8/𝑛2 eV
𝐸𝑛 = −13.6/𝑛2 eV
𝐸𝑛 = −27.2/𝑛2 eV
𝐸𝑛 = −25.0/𝑛2 MeV
Em relação aos reatores nucleares e aos equipamentos emissores de radiação, assinale a alternativa correta.
Reatores nucleares de fissão geralmente utilizam combustível com base em urânio-238, e sua principal função é gerar energia elétrica a partir do calor gerado pela divisão dos átomos de urânio.
Os equipamentos emissores de radiação, como aceleradores lineares, são utilizados exclusivamente para tratamento de câncer.
Reatores nucleares de fissão podem ser utilizados para gerar energia elétrica a partir da conversão de calor, sendo controlados por barras de controle para moderar a reação nuclear, absorvendo nêutrons e controlando a velocidade da fissão.
A radiação alfa, emitida por certos materiais radioativos, é capaz de penetrar facilmente na pele humana, representando risco significativo para a saúde.
O uso de radiação beta em equipamentos de diagnóstico médico é restrito a exames de imagem como tomografias, devido ao risco de radiação emitida.
Em relação à emissão de uma partícula alfa por um núcleo radioativo, é correto afirmar que:
A partícula só consegue escapar do núcleo quando a barreira de potencial é reduzida para uma energia menor que a energia da partícula.
Em cada decaimento o átomo emite 3 partículas alfa, de modo que a soma das energias ultrapasse a energia da barreira de potencial.
Em cada decaimento o átomo emite 6 partículas alfa, de modo que a soma das energias ultrapasse a energia da barreira de potencial.
A partícula consegue escapar mesmo tendo energia menor que a barreira de potencial devido ao fenômeno conhecido como tunelamento.
As usinas nucleares se utilizam da fissão do isótopo de urânio-235 (U-235) para a produção de energia elétrica.
O processo de fissão nuclear começa no reator e a energia liberada é utilizada para aquecer a água, cujo vapor é então conduzido à turbina do gerador.
Considere uma determinada usina nuclear que, a partir da fissão do U-235, gera 1600 MW de energia elétrica, com rendimento de 32 %.
Considerando que no processo de conversão de energia nuclear em energia térmica tem-se uma taxa de aproveitamento do U-235 igual a 0,08%, pode-se concluir que, em um dia de funcionamento, a quantidade de urânio, em kg, que sofre fissão é igual a
0,50
6,0
40
200
Um isótopo radioativo de ferro-57 (57Fe) tem uma meia-vida do estado excitado de aproximadamente 1,4 × 10−7 segundos. O espectrômetro Mössbauer é utilizado para investigar transições nucleares desse isótopo, medindo o efeito Mössbauer, que depende da ausência de recoil no decaimento. Suponha que, em um experimento, o decaimento do estado excitado seja monitorado pelo espectrômetro e que após 7 meias-vidas do estado excitado, a intensidade da radiação ressonante observada tenha caído a um valor I. A fração da intensidade inicial da radiação que permanece após 7 meias-vidas será de:
1/64.
1/128.
1/256.
1/32.
1/16.
Muitos pesquisadores apresentaram um modelo do átomo que representava suas propriedades. Um desses pesquisadores foi Rutherford. Ele estudou a radioatividade e contribuiu para elaboração do modelo nuclear do átomo. Uma outra contribuição de Rutherford foi a denominação das partículas emitidas durante os processos radioativos, sendo uma delas a partícula alfa (α), mostrada na reação nuclear exemplificada a seguir:
![]()
Na reação nuclear apresentada houve a transformação de um elemento químico em outro, e também
a manutenção do número de prótons.
a diminuição do número de prótons.
o aumento do número de prótons.
o aumento do número de nêutrons.
a manutenção do número de nêutrons.
Um diagrama concordia em geocronologia U–Pb representa
apenas razões do Sr e as idades dos minerais que possuem esse elemento na série.
linha de base de espectros Raman.
relação isotópica de Ar–Ar.
difração de elétrons após o tempo de formação do mineral.
relação entre 206Pb / 238U e 207Pb / 235U, cuja intersecção indica idades do mineral.
A técnica Ar–Ar é uma versão atualizada da técnica K–Ar que permite
medir o gás argônio diretamente num SEM.
fazer datação apenas em materiais carbonáticos.
substituir U–Pb para rochas antigas sem calibradores.
irradiação do material para converter 39K em 39Ar e medir razões em um único instrumento.
medir apenas razões 36Ar / 38Ar.
A técnica de traços de fissão (fission track) baseia-se em
deformações em cristais por impacto de raios cósmicos.
perda de elétrons por difusão líquida.
trilhas deixadas por fragmentos de fissão nuclear espontânea em minerais.
absorção de fótons UV e liberação de elétrons.
formação de defeitos durante a microscopia eletrônica.