Questões de Concurso sobre Teoria Quântica

 
 
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A compreensão da estrutura do átomo passou por profundas transformações ao longo da história da ciência. No início do século XIX, John Dalton formulou a primeira teoria atômica moderna, concebendo o átomo como uma partícula indivisível e maciça. No final do século XIX, J. J. Thomson identificou os elétrons, demonstrando que o átomo possuía partículas subatômicas. Em 1911, Ernest Rutherford evidenciou experimentalmente a existência de um núcleo pequeno, denso e positivamente carregado, no qual se concentra a maior parte da massa do átomo. Posteriormente, Niels Bohr introduziu a ideia de níveis de energia quantizados para explicar a estabilidade dos elétrons ao redor do núcleo. Atualmente, a estrutura atômica é interpretada à luz da mecânica quântica, considerando orbitais eletrônicos e probabilidades de localização das partículas, o que permite explicar propriedades químicas, espectros atômicos e interações da matéria em escala microscópica.


Encyclopaedia Britannica. Atomic model. Disponível em: https://www.britannica.com/science/atomic-model


Baseando-se no texto introdutório e nos conhecimentos científicos sobre os modelos atômicos e a estrutura do átomo, assinale a alternativa correta.


A

A mecânica quântica não foi útil para entender a estrutura do átomo na ciência moderna, permanecendo como um modelo teórico sem aplicações práticas.


B

Rutherford conseguiu explicar completamente os espectros atômicos ao introduzir níveis de energia quantizados para os elétrons.


C

A teoria de Bohr rejeitava a ideia de um núcleo atômico com carga positiva e massa concentradas, propondo uma distribuição uniforme dessas partículas.


D

A configuração eletrônica dos átomos é determinada unicamente pela quantidade de nêutrons, sem relação com o número de prótons.


E

O conceito de Dalton apresentava o átomo como uma entidade indivisível, ideia essa que foi posteriormente revista após a descoberta de partículas subatômicas e os avanços nos modelos nucleares e quânticos.

Utilizando o modelo do Espalhamento Compton, determine a diferença no comprimento de onda de um fóton após sofrer espalhamento por elétrons livres estacionários, considerando que o ângulo de espalhamento do fóton em relação à sua direção inicial é θ = 45°. Admita que os elétrons não estão ligados a átomos ou moléculas e que sua velocidade inicial é desprezível.


Considere a constante de Compton para o elétron λc = 2,43 x 10-12 m.


A

1,22 x 10-12 m.


B

2,43 x 10-12 m.


C

3,50 x 10-13 m.


D

7,10 x 10-13 m.


E

8,10 x 10-10 m.

Um elétron de massa e carga é acelerado a partir do repouso por uma ddp tal que . Nessas condições, deve-se usar a relação relativística energia–momento para determinar o comprimento de onda de De Broglie .


A alternativa CORRETA é:


A

Imagem associada para resolução da questão


B

Imagem associada para resolução da questão


C

Imagem associada para resolução da questão


D

Imagem associada para resolução da questão


E

Imagem associada para resolução da questão

Na virada do século XIX para o XX, experimentos sobre a natureza da luz levantaram questões fundamentais. Em 1801, Thomas Young realizou o experimento da dupla fenda, observando padrões de interferência. Em 1905, Einstein explicou o efeito fotoelétrico usando o conceito de quantum de luz. Nesse contexto, considere a situação a seguir.

Um professor preparando aula sobre natureza da luz apresenta aos alunos o seguinte experimento mental moderno: um feixe de luz de baixíssima intensidade (poucos fótons por segundo) passa por um arranjo de dupla fenda e atinge um detector de fótons sensível. O experimento é realizado por tempo prolongado, registrando a posição de chegada de cada fóton individual.


Sobre os resultados esperados deste experimento, é correto afirmar que:


A

os fótons chegarão ao detector de forma aleatória e uniforme, sem formar padrão de interferência, pois cada fóton passa individualmente e não há outros fótons para interferir com ele.


B

gradualmente, com o acúmulo de detecções ao longo do tempo, emergirá um padrão de interferência característico, com regiões de máximos e mínimos, demonstrando que cada fóton "interfere consigo mesmo" ao passar simultaneamente pelas duas fendas.


C

se detectores forem colocados nas fendas para identificar por qual fenda cada fóton passou, o padrão de interferência será mantido, mas poderemos correlacionar cada fóton detectado com sua fenda de origem.


D

o padrão observado dependerá fundamentalmente da frequência da luz: para frequências muito altas (raios-X), observa-se comportamento corpuscular sem interferência; para frequências baixas (infravermelho), observa-se interferência.


E

a intensidade baixa do feixe fará com que o padrão de interferência tenha contraste reduzido, aproximando-se de uma distribuição uniforme conforme a intensidade diminui.

O efeito fotoelétrico ocorre quando uma radiação eletromagnética incide sobre a superfície de um metal, promovendo a emissão de elétrons. Esse fenômeno teve papel fundamental no desenvolvimento da Física Moderna e na consolidação do modelo quântico da radiação. Com base nos conceitos associados ao efeito fotoelétrico, assinale a alternativa correta.


A

O aumento da intensidade da radiação incidente aumenta a energia cinética dos elétrons ejetados, independentemente da frequência da luz.


B

A emissão de elétrons ocorre apenas quando a radiação incidente pertence à região visível do espectro eletromagnético.


C

A energia cinética dos elétrons emitidos depende exclusivamente da intensidade da radiação incidente.


D

A explicação do efeito fotoelétrico pode ser feita integralmente pela teoria clássica ondulatória da luz.


E

Para um dado material, existe uma frequência mínima da radiação incidente, abaixo da qual não ocorre emissão de elétrons, ainda que a intensidade da luz seja elevada.

Em 1887, Heinrich Hertz observou que luz ultravioleta incidindo sobre eletrodos metálicos facilitava a passagem de faíscas elétricas. Ao ensinar o efeito fotoelétrico, um professor apresenta um gráfico da energia cinética máxima dos fotoelétrons (Ec,máx) em função da frequência da luz incidente (f) para três metais A, B e C. As três retas possuem a mesma inclinação, mas interceptam o eixo das frequências em pontos distintos, com fA < fB < fC.


Com base na teoria quântica do efeito fotoelétrico, conclui-se que:


A

os três metais possuem a mesma função trabalho, mas diferentes constantes de Planck, o que explica as distintas frequências de corte observadas no gráfico.


B

as diferenças entre as retas indicam que cada metal apresenta uma constante de Planck própria, determinada por sua estrutura eletrônica.


C

a inclinação comum das retas está associada à constante de Planck, enquanto as diferentes frequências de corte refletem diferentes funções trabalho dos metais.


D

as diferentes frequências de corte resultam da variação da eficiência de emissão de elétrons, independentemente da energia dos fótons incidentes.


E

as retas distintas indicam que a energia cinética dos fotoelétrons depende do tipo de metal e não da frequência da radiação incidente.

No espalhamento de elétrons de baixa energia por átomos de gases nobres, observa-se que, para certas energias, o gás se torna quase transparente aos elétrons. Esse fenômeno é explicado quanticamente através do modelo de poço de potencial, no qual a condição para transmissão máxima - ressonância - ocorre quando a largura a do poço e o número de onda k dentro dele satisfazem aproximadamente:


A


B


C


D

Na análise do espalhamento Compton, considera-se a colisão entre um fóton incidente e um elétron inicialmente em repouso no referencial do laboratório. O fenômeno é descrito pela expressão:


Δλ = (h / mₑ c)[1 − cos (θ)]


em que:


Δλ = λf − λi é a variação do comprimento de onda do fóton (diferença entre o comprimento de onda final e o inicial);

h é a constante de Planck;

mₑ é a massa de repouso do elétron;

c é a velocidade da luz no vácuo;

θ é o ângulo de espalhamento do fóton em relação à direção inicial de propagação;

E = hf é a energia do fóton incidente, em função da frequência f;

p = h/λ é o módulo do momento linear do fóton.


Admite-se que:


• o elétron esteja inicialmente em repouso;

• o sistema seja isolado durante a interação;

• o tratamento do elétron após a colisão utilize a relação relativística entre energia total e momento linear.


Sabendo que a obtenção da expressão acima exige a aplicação simultânea de princípios de conservação e relações relativísticas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o conjunto mínimo e suficiente de hipóteses físicas necessárias para a dedução da equação do espalhamento Compton.


A

Conservação da energia clássica e aplicação da relação E = pc apenas para o elétron espalhado.


B

Conservação da energia e do momento linear vetorial, utilizando p = h/λ para o fóton e a relação relativística E² = (pc)² + (mₑc²)² para o elétron.


C

Conservação do momento linear apenas na direção do fóton incidente, desprezando componentes transversais.


D

Conservação da energia e do momento linear vetorial, utilizando p = E/c para o fóton e tratando a energia total do elétron após a colisão como sendo apenas sua energia cinética.


E

Conservação da energia, do momento linear e do momento angular orbital do sistema fóton-elétron.

Quando raios cósmicos interagem com as altas camadas da atmosfera terrestre produzem partículas instáveis, denominadas múons, com energia cinética igual a K, medida no referencial da Terra. Sendo h a constante de Planck, c a velocidade da luz no vácuo e m0 a massa de repouso dos múons, pode-se afirmar que, no referencial de um observador em repouso na Terra, o comprimento de onda de De Broglie vale


A


B


C


D

As diferentes cores dos fogos de artificio são produzidas pela queima de diferentes sais metálicos adicionados à pólvora. Por exemplo, a queima do bário (Ba) produz tons de verde, a do estrôncio (Sr) adiciona o do vermelho e o cobre (Cu) gera tons de azul. Cada uma dessas cores corresponde a uma diferente quantidade de energia liberada na forma de luz visível quando os elétrons do sal, que foram inicialmente excitados para níveis de energia mais elevados, retornam aos níveis de energia mais baixos.


Se ΔEBa, ΔESr e ΔECu correspondem, respectivamente, à diferença de energia entre os níveis de energia envolvidos na emissão de luz pelos átomos de bário, estrôncio e cobre, pode-se afirmar, corretamente, que:


A

ΔESr > ΔEBa > ΔECu


B

ΔESr > ΔEBa = ΔECu


C

ΔESr < ΔEBa < ΔECu


D

ΔESr < ΔEBa > ΔECu


E

ΔESr = ΔEBa = ΔECu

A probabilidade de transmissão, de coeficiente de transmissão T, de uma partícula de massa m e energia E através de uma barreira de potencial retangular de altura V > E e largura a, no limite de uma barreira espessa 1, onde = , é proporcional a:


A


B


C


D

Um grupo de estudantes de Física está desenvolvendo um protótipo de sensor fotoelétrico para detecção de radiação ultravioleta em um sistema automatizado de monitoramento industrial. O dispositivo utiliza uma placa metálica com função trabalho ϕ conhecida, operando em câmara de vácuo. Durante os testes experimentais, os estudantes variam separadamente:


• a frequência da radiação monocromática incidente;

• a intensidade do feixe luminoso. O circuito de leitura mede a energia cinética máxima dos elétrons emitidos, por meio da determinação do potencial de corte.


Considerando exclusivamente a teoria quântica do efeito fotoelétrico proposta por Einstein, assinale a alternativa correta acerca do funcionamento do protótipo.


A

O aumento da intensidade da radiação incidente provoca aumento proporcional da energia cinética máxima dos elétrons emitidos.


B

Mantida a frequência acima da frequência de corte do metal, o aumento da intensidade da radiação aumenta o número de elétrons emitidos, mas não altera a energia cinética máxima.


C

A emissão de elétrons ocorre para qualquer frequência incidente, desde que a intensidade luminosa seja suficientemente elevada.


D

A energia cinética máxima dos elétrons emitidos independe da frequência da radiação incidente.


E

A frequência de corte do metal depende da intensidade da radiação aplicada durante o experimento.

Observe a figura a seguir, que mostra um aparelho emissor de radiação laser utilizado em sessões de fisioterapia e indica o comprimento de onda da radiação por ele emitida:


Imagem associada para resolução da questão

Laser de infravermelho emite radiação a uma onda de 800 nm.


(Disponível em: https://www.medsystemhospitalar.com.br/produtos-medicos/utilidades/caneta-laser-830-nm-30-watts-carci. Adaptado)


A energia, em elétrons-volt, dos fótons emitidos por esse aparelho é de, aproximadamente,


Dados: Considere a velocidade da luz no ar c = 3,0 · 108 m/s; a constante de Planck h = 6,6 · 10–34J.s e 1eV = 1,6·10–19J


A

1,55.


B

1,66.


C

2,66.


D

2,47.


E

3,75.

Sabemos que uma partícula de massa 𝑚 em um potencial 𝑉(𝑥) tem a seguinte função de onda: 𝜓(𝑥) = 𝑁𝑒𝑥𝑝(−𝑎𝑥2), em que 𝑎 > 0 e 𝑁 é a constante de normalização. Suponha que não temos conhecimento sobre o potencial 𝑉(𝑥), exceto que 𝑉(0) = 0. Se 𝜓(𝑥) é um autoestado de energia, podemos afirmar que o autovalor de energia, 𝐸, vale:


A


B


C


D


E

Um físico experimental monta um aparato para investigar o efeito fotoelétrico em uma superfície de césio (Cs), com função trabalho φ = 2,14 eV. A luz incidente é fornecida por um laser sintonizável com intensidade constante de I = 50 mW/cm². O cátodo (Cs) e o ânodo são separados por d = 2,0 mm em vácuo, com diferença de potencial ajustável V.

O experimento registra a corrente de saturação Iₛ e a tensão de corte V₀ para diferentes comprimentos de onda λ. Em um teste, com λ = 400 nm, observa-se V₀ = -1,0 V e Iₛ = 8,0 μA.


Diante do exposto, qual das alternativas é fisicamente consistente com os dados experimentais e com o modelo quântico do efeito fotoelétrico, sem violar nenhum princípio fundamental?


A

Aumentar a intensidade do laser para I = 500 mW/cm² (mantendo λ = 400 nm) aumentará a tensão de corte para V₀ ≈ -10 V, pois a energia dos fótons é maior devido ao efeito Doppler no feixe colimado.


B

Trocar o cátodo de césio por sódio (φ = 2,36 eV) e manter λ = 400 nm fará com que não haja emissão fotoelétrica, mesmo com V = +100 V, pois a energia do fóton ( = 3,10 eV) é insuficiente.


C

Aplicar um campo magnético uniforme B = 0,5 T perpendicular ao plano do cátodo-ânodo afetará a corrente de saturação e desviará os elétrons, mas não alterará V₀, pois a energia cinética máxima permanece a mesma.


D

Reduzir o comprimento de onda para λ = 300 nm e ajustar V até V₀ = -2,0 V. A corrente de saturação Iₛ será maior que 8,0 μA, pois a maior energia dos fótons aumenta a probabilidade de emissão múltipla de elétrons por fóton.


E

Manter λ = 400 nm e inverter a polaridade do potencial (V = +1,0 V) farão com que todos os elétrons emitidos atinjam o ânodo, mas a corrente medida será zero, pois os elétrons são reabsorvidos pelo cátodo devido ao efeito de espelho de carga espacial.

Um elétron, ao ser observado em um experimento, pode exibir um comportamento ondulatório ou corpuscular. A relação entre essas duas naturezas e o Princípio da Incerteza é de que,


A

a natureza ondulatória e corpuscular do elétron são mutuamente exclusivas, e o princípio da incerteza limita a precisão da medição simultânea de sua posição e energia.


B

a natureza ondulatória e corpuscular do elétron são complementares, e o princípio da incerteza estabelece um limite fundamental para a precisão da medição simultânea de sua posição e seu momento linear.


C

a natureza ondulatória do elétron se manifesta apenas em altas energias, enquanto a natureza corpuscular se manifesta em baixas energias, e o Princípio da Incerteza se aplica apenas a partículas massivas.


D

a natureza corpuscular do elétron é dominante em todos os experimentos, e o princípio da incerteza é uma consequência da interação entre o elétron e o equipamento de medição.

Ao resolvermos a equação de Schrödinger para uma partícula em um potencial 𝑉(𝑥), obtém-se os estados estacionários 𝜓1 (𝑥) e 𝜓2 (𝑥), com energias 𝐸1 e 𝐸2, respectivamente. Considere agora que a partícula está em um estado normalizado 𝜓(𝑥) = 𝑐1𝜓1 (𝑥) + 𝑐2𝜓2 (𝑥). Se medirmos a energia dessa partícula, é correto afirmar que:


A

há uma probabilidade de |𝑐1|2 de obter 𝐸1 e uma probabilidade de |𝑐2|2 de obter 𝐸2.


B

a energia será 𝑐1𝐸1 + 𝑐2𝐸2.


C

a energia será .


D

há uma probabilidade de 𝑐1 de obter 𝐸1 e uma probabilidade de 𝑐2 de obter 𝐸2.


E

a energia será |𝑐1| 2𝐸1 + |𝑐2 | 2𝐸2.

Otto Stern e Walther Gerlach, em 1922, realizaram um experimento que marcaria o avanço da física quântica ao demonstrar a quantização de certas propriedades das partículas subatômicas. No experimento, um feixe de átomos de prata foi direcionado através de um campo magnético não uniforme, revelando a separação do feixe. Esse resultado foi uma evidência direta da quantização do número quântico ___, associado ao(à) __________________________. Além disso, o experimento Stern-Gerlach contribuiu para o entendimento de que partículas subatômicas possuem propriedades quânticas não representadas pela física clássica, como o ______________, que está relacionado à interação magnética com o campo aplicado.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.


A

𝑙 – nível de energia ou camada em que o elétron está localizado – momento magnético orbital


B

𝑙 – subnível ou orbital em que o elétron está localizado – momento angular orbital


C

𝑚𝑙 – orientação espacial específica do orbital – momento magnético orbital


D

𝑚𝑙 – orientação espacial específica do orbital – spin


E

𝑚𝑠 – sentido de rotação intrínseco do elétron em torno de seu próprio eixo – spin

 
 
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