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Para que haja amplitude de movimento normal, é necessário haver mobilidade e flexibilidade dos tecidos moles que circundam as articulações, ou seja, músculos, tecido conectivo, pele, e mobilidade articular. As condições que podem levar a encurtamento adaptativo dos tecidos moles ao redor de uma articulação e perda subsequente da amplitude de movimento incluem: imobilização prolongada, mobilidade restrita, doenças do tecido conectivo ou neuromusculares, processos patológicos nos tecidos devido a trauma e deformidades ósseas congênitas e adquiridas. Para essas condições, a fisioterapia conta com a cinesioterapia e os alongamentos. Sobre esses recursos, pode-se afirmar:
O alongamento passivo manual aplica uma força externa de alta intensidade e longa duração, podendo ter sua duração e velocidade controladas pelo paciente.
O alongamento vigoroso de alta intensidade e curta duração está indicado para músculos e tecidos conectivos que foram imobilizados por um longo período.
O alongamento por inibição ativa (contração - relaxamento) está indicado em tecidos edemaciados, podendo ser realizado após o paciente contrair, de modo isotônico, o músculo a ser alongado.
O alongamento mecânico cíclico aplica uma força ativa de alongamento e está indicado para pacientes após fratura recente, com osteoporose e em uso prolongado de corticosteroides.
O alongamento por inibição ativa refere-se às técnicas nas quais o paciente relaxa reflexamente o músculo a ser alongado antes da manobra de alongamento.