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A síndrome de compressão medular é uma emergência oncológica que requer diagnóstico e tratamento imediatos para preservar a função neurológica. O fisioterapeuta deve reconhecer os sinais de alerta e atuar de forma integrada com a equipe. A condição clínica que caracteriza a síndrome de compressão medular e a conduta fisioterapêutica inicial indicada são, respectivamente,
fratura vertebral traumática em paciente oncológico e mobilização precoce para prevenção de complicações associadas ao imobilismo.
hérnia discal em paciente com histórico de câncer e tração vertebral manual para descompressão das estruturas nervosas.
estenose de canal vertebral degenerativa e exercícios de fortalecimento da musculatura paravertebral com carga progressiva.
tumor primário ou metastático na coluna vertebral com déficit neurológico e restrição de mobilização até estabilização do quadro.
Uma paciente com câncer de pulmão em tratamento quimioterápico apresenta fadiga intensa, perda de massa muscular e baixa tolerância ao esforço.
Qual intervenção fisioterapêutica tende a ser mais adequada para seu estado clínico?
Exercícios resistidos com cargas elevadas para recuperação rápida de força.
Programas intervalados de baixa intensidade com monitoramento de sinais de fadiga.
Sessões longas de exercícios aeróbicos contínuos sem pausas.
Mobilizações articulares passivas sem qualquer componente ativo.
Reexpansão pulmonar vigorosa para aumento de volumes.
Um paciente oncológico internado desenvolve derrame pleural secundário à neoplasia. Qual conduta fisioterapêutica contribui para a melhora da ventilação e do conforto respiratório?
Incentivo respiratório de alta demanda ventilatória.
Treino aeróbico intenso para otimizar trocas gasosas.
Posicionamento em semifowler e técnicas suaves de expansão pulmonar.
Manobras de tosse vigorosa repetidas ao longo do dia.
Estímulo para inspirações profundas rápidas.
Em mulheres submetidas à cirurgia de ressecção do câncer de mama, a linfadenectomia axilar é um dos fatores associados ao surgimento de linfedema de membro superior. Tradicionalmente, a Terapia Física Complexa (TFC) é o tratamento conservador padrão indicado para linfedema. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta corretamente as técnicas que integram a TFC.
Drenagem linfática manual; enfaixamento compressivo; exercícios linfomiocinéticos; cuidados com a pele.
Laser de baixa potência; bandagem elástica; exercícios linfomiocinéticos; cuidados com a pele.
Drenagem linfática manual; bandagem elástica; cinesioterapia; cuidados com a pele.
Laser de baixa potência; enfaixamento compressivo; exercícios linfomiocinéticos; crioterapia.
Drenagem linfática manual; enfaixamento compressivo; cinesioterapia; crioterapia.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 68 anos, com diagnóstico de câncer de pulmão de células não pequenas em estágio IIIA, está em tratamento quimioterápico neoadjuvante. Durante avaliação fisioterapêutica pré-operatória para ressecção pulmonar programada, apresenta dispneia aos médios esforços (mMRC 2), VEF1 de 65% do previsto, capacidade funcional reduzida (TC6M = 380 metros) e fraqueza muscular periférica. O fisioterapeuta elabora programa de reabilitação pré-operatória.
O objetivo principal da pré-habilitação oncológica nesse paciente é
reduzir o estadiamento tumoral por meio de exercícios físicos intensos que potencializam o efeito da quimioterapia sobre as células neoplásicas.
postergar a cirurgia pelo maior tempo possível até que o paciente atinja valores espirométricos dentro da normalidade para sua faixa etária.
otimizar a capacidade funcional e cardiorrespiratória para reduzir complicações pós-operatórias e acelerar a recuperação após a cirurgia.
substituir o tratamento quimioterápico convencional por abordagem exclusivamente fisioterapêutica visando controle da progressão tumoral.
Uma mulher de 58 anos, submetida à mastectomia radical modificada com esvaziamento axilar há três anos, evoluiu com linfedema crônico de membro superior direito (estágio II), apresentando aumento volumétrico persistente, áreas de fibrose linfostática, sensação de peso, dor leve intermitente e impacto funcional moderado nas atividades de vida diária. Relata baixa adesão prévia ao uso contínuo de vestimenta compressiva e questiona a equipe sobre terapias “mais modernas”, como laser, ondas de choque e compressão pneumática domiciliar. Considerando as evidências atuais sobre tratamento conservador do linfedema, assinale a alternativa CORRETA:
A terapia por ondas de choque extracorpóreas apresenta evidência robusta proveniente de ensaios clínicos randomizados, sendo considerado o tratamento padrão-ouro para o linfedema e recomendada como substituta da Terapia Descongestiva Complexa na fase intensiva.
A drenagem linfática manual é o principal componente responsável pela redução volumétrica na fase intensiva da Terapia Descongestiva Complexa, sendo indispensável para sua eficácia.
A terapia de compressão constitui o principal recurso terapêutico tanto na fase de redução quanto na fase de manutenção, podendo ser realizada por meio de bandagens multicamadas, dispositivos de compressão ajustáveis e vestimentas elásticas.
A fotobiomodulação apresenta contraindicação formal em pacientes oncológicos devido ao risco de estímulo à proliferação tumoral residual.
A compressão pneumática intermitente demonstrou superioridade consistente em relação à Terapia Descongestiva Complexa isolada, devendo substituir o tratamento padrão-ouro em pacientes com baixa adesão.
Mulher de 55 anos, submetida à mastectomia radical modificada à esquerda com esvaziamento axilar níveis I e II há 4 semanas, em início de quimioterapia adjuvante, é avaliada pela fisioterapia. Apresenta dor (EVA 6), restrição de abdução do ombro esquerdo (90°) e discreto aumento de volume no braço homolateral, com diferença de 1,8 cm em ponto fixo localizado 10 cm distal ao olécrano. Não apresenta sinal de cacifo. Assinale a alternativa CORRETA que corresponde à conduta fisioterapêutica prioritária para este momento clínico.
Iniciar compressão elástica classe III imediatamente associada à drenagem linfática manual intensiva.
Prescrever apenas exercícios ativos livres e reavaliar em 30 dias.
Implementar protocolo combinado com exercícios miolinfocinéticos, drenagem linfática manual e orientação para automonitoramento volumétrico.
Suspender intervenção até término da quimioterapia.
Realizar apenas eletroestimulação analgésica transcutânea na região axilar.
Uma paciente com câncer de pulmão em estágio III, apresenta dispneia aos mínimos esforços, perda ponderal significativa e redução da força muscular periférica (dinamometria manual abaixo do percentil 25 para idade). Considerando a fisiopatologia da fadiga oncológica e o quadro atual da mesma, marque a alternativa CORRETA que descreve qual intervenção apresenta maior nível de evidência para prescrição.
Repouso relativo prolongado.
Exercício aeróbico supervisionado combinado com treino resistido progressivo.
Treino exclusivamente respiratório com incentivador volumétrico.
Massoterapia isolada três vezes por semana.
Alongamentos passivos globais diários.
Um paciente submetido à prostatectomia radical robótica há 6 semanas, apresentou para o fisioterapeuta queixas de incontinência urinária de esforço persistente, sendo necessário fazer uso de absorventes masculinos. Qual intervenção apresenta maior evidência de impacto funcional quando iniciada precocemente? Assinale a alternativa CORRETA:
Eletroestimulação anal apenas.
Treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado com biofeedback.
Uso exclusivo de cones anais domiciliares.
Restrição hídrica progressiva.
Terapia comportamental isolada.
Na reunião de planejamento assistencial em um hospital de referência em oncologia, a equipe multiprofissional discute a necessidade de reorganizar fluxos assistenciais com base nas estimativas mais recentes de incidência de câncer no Brasil (triênio 2026-2028), considerando desigualdades regionais e perfil populacional. Com base nos dados epidemiológicos nacionais mais recentes, analise as afirmativas:
I - O número estimado de casos novos de câncer no Brasil aproxima-se de 780 mil por ano, sendo cerca de 520 mil quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
II - Entre os homens, o câncer de próstata é o mais incidente em todas as regiões do país, apresentando maiores taxas ajustadas nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste.
III - Entre as mulheres, o câncer de mama é o mais incidente na maioria das Unidades da Federação, porém há estado da Região Norte onde o câncer do colo do útero apresenta taxas superiores.
IV - As maiores taxas estimadas de câncer infantojuvenil concentram-se na Região Norte, refletindo maior vulnerabilidade socioeconômica.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas I e II são verdadeiras.
Apenas I, II e III são verdadeiras.
Apenas II e IV são verdadeiras.
Apenas I, III e IV são verdadeiras.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 65 anos, com câncer de pulmão avançado (estágio IV) com metástases ósseas e hepáticas, está em cuidados paliativos exclusivos. Apresenta dispneia em repouso, dor moderada controlada com opioides, fadiga intensa, caquexia e declínio funcional progressivo (Karnofsky 40%). A família questiona sobre o papel da fisioterapia nessa fase.
Considerando os princípios da fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos, a conduta indicada é:
suspensão da fisioterapia nessa fase da doença, uma vez que não há benefício funcional possível e o tratamento pode causar desconforto adicional ao paciente.
intervenções focadas no conforto respiratório, posicionamento funcional, mobilização assistida conforme tolerância e orientações aos familiares sobre cuidados e manejo de sintomas.
programa intensivo de reabilitação para recuperação da capacidade funcional e reversão do quadro de caquexia por meio de exercícios resistidos.
transferência imediata para unidade de terapia intensiva para suporte ventilatório invasivo e monitorização hemodinâmica contínua.
No pós-operatório de cirurgias oncológicas que envolvem esvaziamento ganglionar, como na mastectomia, o fisioterapeuta pode utilizar técnicas manuais para prevenir ou tratar o linfedema. A técnica de Drenagem Linfática Manual (DLM) segue princípios específicos para ser eficaz e segura. Assinale a alternativa correta sobre a execução técnica da DLM.
É indicada em casos de infecção aguda ativa (celulite ou erisipela) para acelerar a eliminação das bactérias.
Deve ser iniciada sempre na região distal do membro afetado, empurrando o líquido diretamente para a área edemaciada proximal.
Exige o uso de óleos ou cremes deslizantes para evitar o atrito e aquecer a pele através da fricção rápida.
Deve utilizar pressão profunda e vigorosa para quebrar fibroses e aumentar a circulação arterial local (hiperemia).
Deve ser realizada com pressão suave, ritmo lento e movimentos rítmicos, seguindo o sentido da drenagem linfática fisiológica para os linfonodos regionais íntegros.
Homem de 70 anos, com diagnóstico recente de câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), estágio IIIA, com indicação de tratamento com intenção curativa. No momento do diagnóstico, apresentava Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6) de 320 m, dispneia aos esforços moderados, IMC de 22 kg/m², história de DPOC leve e independência para atividades de vida diária. Após quatro semanas de intervenção fisioterapêutica estruturada, com treinamento aeróbico e resistido supervisionado, houve melhora da distância percorrida no TC6 para 380 m. Considerando o papel prognóstico da capacidade funcional no câncer de pulmão, assinale a alternativa CORRETA:
A variação observada no TC6 não possui relevância clínica, pois a sobrevida está associada apenas ao estadiamento tumoral e ao tipo histológico.
A melhora de 60 m no TC6 sugere impacto funcional potencialmente relevante e pode estar associada a redução de complicações e melhor prognóstico clínico.
O valor absoluto do TC6 é irrelevante para desfechos pós-operatórios, sendo utilizado apenas como medida de tolerância ao exercício.
Melhorias no TC6 refletem exclusivamente adaptação ventilatória, sem relação com força muscular periférica ou prognóstico.
O TC6 possui utilidade restrita à avaliação pós-operatória, não apresentando valor prognóstico no momento do diagnóstico.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 45 anos, em tratamento quimioterápico para câncer de mama, apresenta fadiga oncológica intensa que interfere significativamente em suas atividades de vida diária. Relata cansaço desproporcional ao esforço realizado, que não melhora com repouso, e redução importante da qualidade de vida. A avaliação funcional revela diminuição da força muscular global e descondicionamento físico.
Considerando as evidências sobre o manejo da fadiga relacionada ao câncer, a conduta fisioterapêutica indicada é
orientar repouso prolongado e redução das atividades físicas para conservação de energia e recuperação da fadiga durante o tratamento quimioterápico.
aguardar o término do tratamento quimioterápico para iniciar programa de exercícios, uma vez que a atividade física é contraindicada durante a quimioterapia.
aplicar eletroestimulação neuromuscular de alta frequência como tratamento principal para reversão da fadiga oncológica e ganho de força muscular.
prescrever exercícios aeróbicos e resistidos de intensidade moderada, individualizados e supervisionados, associados a estratégias de conservação de energia.
Paciente com doença oncológica avançada, em acompanhamento em cuidados paliativos, apresenta dispneia aos mínimos esforços, fraqueza e ansiedade. Encontra-se clinicamente estável, porém com importante limitação funcional e redução da tolerância ao esforço. Considerando os princípios da atuação fisioterapêutica no contexto paliativo, cujo foco é o controle de sintomas, a preservação da funcionalidade possível e a melhoria da qualidade de vida, a abordagem prioritária deve focar em:
Treino aeróbico máximo para ganho de condicionamento.
Aplicação exclusiva de recursos térmicos.
Fortalecimento resistido de alta intensidade.
Suspensão de mobilização para evitar fadiga.
Técnicas ventilatórias, posicionamento terapêutico, economia de energia e manutenção da funcionalidade possível.
Situação hipotética: Uma paciente submetida à mastectomia com esvaziamento axilar desenvolve linfedema no membro superior ipsilateral. Assertiva: O tratamento padrão-ouro para essa condição é a Terapia Física Complexa (ou Terapia Descongestiva Complexa), que combina drenagem linfática manual, cuidados com a pele, exercícios miolinfocinéticos e terapia compressiva.
Certo
Errado
Paciente oncológico em quimioterapia apresenta fadiga intensa e perda de condicionamento; a conduta fisioterapêutica mais adequada é:
Proibir qualquer atividade física até o término do tratamento.
Prescrever apenas exercícios de alta intensidade intervalada.
Realizar apenas alongamentos passivos em leito sem monitorização.
Prescrever exercícios aeróbios e de resistência de baixa a moderada intensidade, monitorizando sinais vitais.
Indicar somente exercícios em ambiente aquático aquecido com alta carga.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 52 anos, submetida à mastectomia radical modificada à direita com esvaziamento axilar há 3 semanas, para tratamento de carcinoma ductal invasivo. Durante avaliação fisioterapêutica, apresenta limitação da amplitude de movimento, com flexão de 120° e abdução de 100° do ombro direito, além de dor à movimentação e início de aderência cicatricial na região axilar. No momento, não há sinais de linfedema.
Considerando a fase pós-operatória e os princípios da reabilitação oncológica, a conduta fisioterapêutica indicada é
aguardar a cicatrização completa da ferida operatória antes de iniciar qualquer mobilização ativa do membro superior para evitar deiscência e complicações.
iniciar exercícios de amplitude de movimento progressivos, mobilização cicatricial, alongamentos e orientações para prevenção de linfedema respeitando os limites da dor.
priorizar exercícios resistidos de alta intensidade para membro superior direito visando recuperação rápida da força muscular e retorno às atividades laborais.
restringir a movimentação do membro superior operado ao posicionamento em tipoia por seis semanas para proteção das estruturas musculoesqueléticas.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, submetida a mastectomia com esvaziamento axilar há 8 meses, desenvolveu linfedema de membro superior direito estágio II, segundo classificação da Sociedade Internacional de Linfologia. A avaliação revela diferença de perímetro de 4 cm entre os membros, fibrose tecidual palpável, sinal de Stemmer positivo e relato de sensação de peso e desconforto no membro acometido.
A abordagem fisioterapêutica indicada para o tratamento do linfedema nessa paciente é
terapia física complexa, terapia descongestiva completa, incluindo drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo, exercícios miolinfocinéticos e cuidados com a pele.
massagem modeladora de alta pressão associada a crioterapia local para redução do edema e melhora da circulação linfática do membro acometido.
aplicação de ultrassom terapêutico contínuo na região axilar para dissolução da fibrose tecidual e restauração do fluxo linfático normal.
prescrição de diuréticos associada a elevação permanente do membro acometido como tratamento principal para redução do volume do linfedema.
Paciente de 60 anos, com câncer avançado com metástase para coluna torácica e pelve, internada em unidade de cuidados paliativos, apresenta dor contínua de intensidade 7 na Escala Verbal Numérica (EVN), piora à mobilização e postura antálgica. Encontra-se consciente e orientada, com Karnofsky Performance Status (KPS) de 60%. Considerando a avaliação fisioterapêutica e as recomendações atuais para manejo da dor no câncer, a conduta mais adequada é:
Utilizar predominantemente sinais comportamentais para mensurar intensidade da dor, evitando questionamento direto para não reforçar o sintoma.
Iniciar aplicação de calor superficial sobre região torácica acometida para controle do ciclo dorespasmo-dor, independentemente da presença de lesão tumoral ativa.
Priorizar mobilizações articulares com ganho de amplitude máxima para reduzir espasmo muscular, mesmo em presença de metástase óssea estável.
Estruturar avaliação sistematizada com anamnese detalhada, caracterização da dor, análise funcional por escalas validadas e definição de intervenções individualizadas considerando risco de fratura.
Restrinjir a avaliação funcional, visto que a dor deve ser tratada exclusivamente como sintoma sensorial independente da capacidade funcional.