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A linguagem, provavelmente, é uma das faculdades mais típicas da espécie humana. Qualquer pessoa, que não tenha uma condição especial em seu desenvolvimento, é capaz de aprender a falar pelo fato de estar em interação com outros seres humanos e sem necessidade de treinamento específico. A respeito das etapas de aquisição da linguagem, assinale a alternativa correta:
A semântica estuda as origens das relações de dependência que devem existir entre os elementos da oração. No início, a aquisição lexical é mais lenta e próximo aos 20 meses ocorre a “explosão de vocabulário”, e consequentemente aumenta-se a diversificação vocabular e semantical.
A fonologia estuda o material sonoro da linguagem: fonemas, combinação de fonemas, entonação, sotaque. O aparelho bucofonador (laringe, faringe, boca) está ativo e sendo exercitado desde o nascimento por meio dos ruídos, gritos, choro. Aos 6 meses a criança emite sons guturais, os gorjeios e aos 9 meses ela começa a balbuciar.
Aos 9 meses espera-se que uma criança já fale palavras simples e entenda a função simbólica da nomeação.
Quando as crianças começam a fazer uso dos primeiros morfemas ligados, aplicam sistematicamente os morfemas flexionais (marca de gênero, plural, etc.) e derivacionais (aumentativo, diminutivos, etc.) dos substantivos aos verbos, assim como os sufixos verbais (tempo, pessoa, etc.) aos substantivos. Entretanto, não colocarão um artigo antes de um verbo.
Um aspecto importante na evolução do uso dos morfemas é que o aparecimento inicial de um deles na fala da criança, como, por exemplo, o sufixo de plural, não supõe que tal forma esteja dominada. Essa forma se produz em ocasiões em que não corresponderia fazê-lo e outras vezes não se produz quando seria necessária. Esse uso não-sistemático pode durar várias semanas até que as crianças o empreguem sistematicamente.