No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que...
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No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que...

No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que oAcidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de mortalidade, afetando significativamente a qualidade de vida dos sobreviventes. Um caso clínico apresentado no estudo de Silva et al (2023) descreveu a evolução de um paciente de 31 anos com AVC isquêmico, que inicialmente apresentava disfagia grave, sendo alimentado exclusivamente por Terapia Nutricional Enteral (TNE). Após um mês de intervenção fonoaudiológica intensiva e ajustes nutricionais, o paciente evoluiu para uma dieta oral segura e funcional, atingindo na Escala Funcional de Ingestão Por Via Oral (FOIS) escore 6.


Fonte: SILVA, Isabella Louise; MOTA, Isabela Cardoso Pimentel; GRITTI, Tatiana Magalhães de Almeida. Atuação interdisciplinar da nutrição e fonoaudiologia no desmame da via alternativa de alimentação em paciente grave pós AVC: um relato de caso. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – Suplemento, São Paulo, v. 33, n. 2B, p. 267, 2023. Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.


Com base neste relato, avalie as seguintes afirmações relacionadas à intervenção interdisciplinar em pacientes com disfagia pós-AVC e marque a alternativa CORRETA.


A

A escala funcional de ingestão por via oral (FOIS) é uma ferramenta importante desenvolvida para que o nutricionista consiga avaliar a progressão da dieta em pacientes com disfagia, permitindo ajustes adequados de consistência e ponderação acerca da necessidade de intervenção fonoaudiológica.


B

Para diminuir o risco de aspiração e complicações pulmonares. É recomendado que o nutricionista inicie uma dieta oral nos pacientes alimentados por TNE, e, havendo engasgos, deve ser solicitada avaliação fonoaudiológica.


C

A adaptação da consistência alimentar é uma estratégia eficaz para melhorar a segurança da deglutição em pacientes com disfagia pós-AVC, reduzindo o risco de aspiração.


D

A atuação integrada das equipes de nutrição, determinando a consistência segura para o paciente, e fonoaudiologia, realizando exercícios sensoriomotores e manobras de proteção de via aérea adaptadas para ingestão segura da dieta, é uma estratégia fundamental para a recuperação funcional da deglutição, promovendo uma transição segura da TNE para a dieta oral.


E

Cabe à equipe de nutrição aumentar a quantidade de fórmula enteral, de maneira a estimular o avanço na terapia de deglutição para evitar o atraso no desmame da sonda nasoenteral e favorecer a introdução da alimentação por via oral.