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Jotz et al, na obra Tratado da deglutição e disfagia no adulto e na criança, relatam que a intervenção fonoaudiológica nas sequelas advindas da radioterapia ainda não tem o seu real valor estabelecido, uma vez que não há contribuições científicas que comprovem sua efetividade. Por ainda ser um tema pouco discutido em cursos e congressos, ainda é bastante interrogada a sua indicação.
De acordo com os autores,
ainda há importantes contribuições, principalmente no que se refere ao diagnóstico precoce, na qualidade de vida ou, no mínimo, na orientação de compensação das sequelas.
o fonoaudiólogo deve se concentrar em outras áreas, nas quais seu atendimento será mais efetivo, além de reconhecido cientificamente.
as alterações advindas da radioterapia não alteram de forma alguma as funções fisiológicas estomatognáticas e de deglutição.
tal fato não corresponde a nenhuma surpresa, uma vez que o tratamento para este tipo de patologia, ainda que muito invasivo, também não é promissor.
talvez, mesmo a contribuição para o aumento da qualidade de vida seja irrelevante frente às grandes sequelas iatrogênicas deixadas pelo severo tratamento.