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Os pacientes com doenças neuromusculares, de uma forma geral, apresentam a fraqueza muscular como uma queixa comum, porém sua evolução, características clínicas e gravidade estão relacionadas ao sítio topográfico lesado da unidade motora. Considerando a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), analise as afirmativas a seguir:
I. A SGB é um processo inflamatório desmielinizante das raízes e dos nervos periféricos caracterizado por fraqueza muscular simétrica, rapidamente progressiva.
II. A fraqueza respiratória é a complicação mais grave na fase aguda da síndrome e requer ventilação mecânica em aproximadamente 33% dos casos.
III. Durante o atendimento terapêutico, o paciente deve ser monitorado com a oximetria de pulso e a gasometria.
Assinale:
Sobre quadros otoneurológicos comuns no idoso, assinale a afirmativa CORRETA.
A vertigem posicional paroxística benigna é uma tontura de caráter rotatório acompanhada de perda auditiva bilateral.
Na vertigem posicional paroxística benigna, a tontura está relacionada ao nistagmo de posicionamento.
São sintomas característicos do hydrops endolinfático as crises de vertigens e a perda auditiva unilateral súbita e permanente.
O tratamento da vertigem posicional paroxística benigna é exclusivamente medicamentoso.
Doenças neurológicas progressivas caracterizam-se por um processo degenerativo que acomete a formação hipocampal, com posterior comprometimento de áreas corticais associativas e relativa preservação de córtex primário. Assinale a doença abaixo em que o quadro clínico caracterizase por alterações cognitivas e comportamentais, com preservação do funcionamento motor e sensorial até as fases mais avançadas da doença:
À Esclerose Múltipla
À Leucodistrofia
À Demência com corpo de Lewy
Ao Mal de Alzheimer
À Esquizofrenia
Analise as seguintes afirmativas que abordam as orientações a serem seguidas por terapeutas e familiares com relação às síndromes demenciais e assinale a alternativa CORRETA.
A comunicação face a face é a mais eficiente, pois controla os possíveis distratores.
Bilhetes e lembretes não deverão ser colocados em local visível, pois podem atuar como distratores.
Deve-se utilizar estratégias que visem à intervenção em aspectos como atenção e memória de trabalho e devem ser desenvolvidas para trabalhar em favor da linguagem e da comunicação.
Os “marcadores de memória” somente serão utilizados em caso de demência em estágios moderado e severo.
Com relação ao comprometimento cognitivo leve (CCL), é incorreto afirmar:
Algumas habilidades, como a produção oral automática, se mantêm intactas, enquanto a compreensão de material linguístico complexo apresenta declínio.
Está restrita a memória, e o funcionamento básico do dia a dia está preservado.
O CCL é um indicador de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
O comprometimento cognitivo leve pode ser detectado por meio de testes objetivos de memória.
Analise o caso clínico a seguir.
Paciente do sexo feminino, 72 anos de idade, com queixa de perda da expressão oral progressiva, que vem ocorrendo há mais ou menos 9 meses acarretando, sobretudo, isolamento social, mas com autonomia e independência preservadas. Ao realizar a avaliação, o fonoaudiólogo encontrou dificuldade de acesso lexical, erros fonológicos e gramaticais, compreensão de palavras preservada, ausência de déficit semântico. Os sintomas linguísticos apresentados pela paciente são característicos de um quadro demencial.
Assinale a alternativa que apresenta o provável quadro demencial apresentado pela paciente.Demência por corpos de Lewi.
Demência semântica.
Demência vascular.
Afasia progressiva primária não fluente.
Análise as seguintes afirmativas sobre as características linguísticas nas síndromes demenciais.
I. Na doença de Alzheimer, as falhas de processamento semântico impedem a compreensão do significado da leitura, mas a decodificação grafema–fonema é mantida.
II. O declínio das relações de significado no discurso da pessoa com doença de Alzheimer torna difícil a manutenção de interações sociais.
III. Dentro das variantes não fluentes da afasia progressiva primária (APP), as alterações são exclusivamente no nível semântico.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
I, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Ao nascer, o ser humano possui diferentes reflexos presentes que tendem a desaparecer ou se modificar com o desenvolvimento. O reflexo do vômito, a partir dos 6 meses, tende a ficar posteriorizado. Entretanto, é comum que em pacientes com Paralisia Cerebral esse reflexo permaneça anteriorizado. Em função disso,
é fundamental iniciar trabalho de fortalecimento da musculatura a fim de diminuir o reflexo de vômito.
a alimentação com utensílios como mamadeira ou colher, que são introduzidos na região oral, não é permitida.
a alimentação deve ser feita de forma indireta para não provocar o reflexo, uma vez que o paciente corre o risco de aspirar.
é fundamental trabalhar a diminuição da hipersensibilidade na área oral para posteriorizar esse reflexo.
é fundamental trabalhar a dessensibiização da região oral para que a alimentação não provoque o reflexo, evitando que o paciente corra o risco de aspirar.
Um conjunto de anormalidades motoras pode sugerir alterações dos movimentos típicas dos quadros de encefalopatias crônicas da infância, nos primeiros meses de vida.
Esses quadros caracterizam-se pela presença de
hipertonia, escassez de movimentos e extensão espástica das pernas.
tônus hipertônico, reflexos cervicais diminuídos e agitação psicomotora.
hipotonia, espasmos adutores intensos e dificuldades para sugar e deglutir.
dificuldades para deglutir saliva, reflexos tônicos diminuídos e espasmos.
reflexos cervicais diminuídos, flutuação de tônus e dificuldades de deglutir.
As dispraxias e as disartrofonias são distúrbios da fala de origem neurológica. Estabelecer o diagnóstico diferencial entre eles é fundamental para a reabilitação adequada do paciente.
Nesse sentido, a disartrofonia caracteriza-se por
alterações articulatórias da fala, de caráter transitório, de origem central ou periférica.
imprecisão articulatória, monoaltura, monointensidade e velocidade lenta da fala.
perda da capacidade de sequenciar os movimentos de produção espontânea de fonemas.
piores alterações articulatórias nas consoantes iniciais, se comparadas a outras posições.
bom desempenho na fala automática e prejuízo na produção da fala espontânea.
A síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória aguda é um processo inflamatório desmielinizante das raízes e nervos periféricos, caracterizado por fraqueza muscular simétrica e progressiva [...].
CHIAPPETTA A.L.M.L,; ODA A.L..Doenças Neuromusculares. In: Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 2009, p.481.
Sendo assim, qual a disartrofonia presente nesses quadros?
Espástica
Mista
Hipocinética
Flácida
Hipercinética
No contexto das doenças neuromusculares que podem ocasionar disfagias e disartrofonias, destaca-se a Miastenia Grave Autoimune Adquirida.
Tal doença caracteriza-se por apresentar
hipertonia e hiperreflexia, associadas a lesões das vias piramidal e extrapiramidal
fraqueza muscular flutuante, em virtude da destruição dos receptores pós-sinápticos de acetilcolina
igidez e fadiga associadas às lesões progressivas dos núcleos da base, de etiologia desconhecida
fadiga respiratória e muscular, associada a neuropatias periféricas, por alteração na bainha de mielina
sintomas medulares desmielinizantes, de caráter inflamatório súbito, associados a alterações oculomotoras
A paralisia cerebral é um termo geral que engloba manifestações clínicas muito variadas que têm em comum a
deficiência auditiva, em consequência a uma lesão cerebral.
deficiência intelectual, em consequência a uma lesão cerebral.
dificuldade de memória, em consequência a uma lesão cerebral.
dificuldade de linguagem, em consequência de uma lesão cerebral.
dificuldade motora, em consequência a uma lesão cerebral.
A revelação da existência de uma encefalopatia crônica não progressiva levou a uma desestruturação momentânea da família de Mariana, porque os pais não sabiam o significado da doença nem o que fazer. A conduta mais adequada inicialmente é
eleger um membro da família que possa ser o intermediário entre os profissionais e a família e orientá-lo sobre todas as implicações sensoriais, perceptivas, cognitivas, de comunicação, comportamentais e musculoesqueléticas secundárias. Evita-se que seja a mãe para que ela não deprima com as informações recebidas e possa manter um vínculo saudável com a criança.
esclarecer que se trata de uma patologia com prejuízos predominantemente motores, de modo permanente, mas com melhoras a partir de tratamentos de diversas especialidades que devem ser iniciados o mais rápido possível para que ela possa se aproximar o quanto antes da normalidade.
orientar na busca de profissionais que possam fazer diversas avaliações necessárias ao correto prognóstico da criança, tais como: neurologista, fisiatra, ortopedista, pediatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
orientar sobre serviços de saúde que podem ser acionados para a elaboração de um plano terapêutico singular a ser desenvolvido a curto, médio e longo prazo, já que se trata de uma patologia com danos permanentes e que vai precisar de um trabalho longitudinal.
acolher as dúvidas e angústias dessa família, ajudando-a a viver o luto da criança ideal e a aceitação do filho real, que terá dificuldades motoras mas também capacidade de adaptação às situações cotidianas podendo viver a infância como todas as crianças.
São muitas as demandas de uma criança com paralisia cerebral. No caso de Mariana, para maior resolubilidade dos problemas que se apresentam, é necessário que
ela seja assistida por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo profissional da área em que há o maior prejuízo, no caso, o fisioterapeuta. Todos os demais profissionais devem trabalhar como apoio matricial, alimentando o fisioterapeuta dos saberes necessários para cada etapa de seu desenvolvimento.
os profissionais, que com ela trabalhem, estejam atentos ao impacto potencial sobre funções cognitivas, executivas e linguísticas em decorrência de suas dificuldades motoras. A limitação motora muitas vezes leva à escassez de experiências de vida necessárias ao desenvolvimento saudável. Assim qualquer trabalho deve priorizar um ambiente acolhedor e estimulador voltado aos interesses da criança.
os problemas decorrentes de sua espasticidade sejam minimizados para que ela ganhe mais autonomia na vida cotidiana. Assim, o trabalho com o Terapeuta Ocupacional será o principal enquanto atividades básicas como amarrar sapatos, escovar dentes ou alimentar-se sozinha não sejam realizadas de modo satisfatório.
seu aspecto nutricional seja priorizado, uma vez que são relatadas dificuldades de alimentação. A indicação de gastrostomia vem ganhando adeptos como primeira alternativa porque resolve o problema da nutrição e deixa o fonoaudiólogo com mais liberdade para fazer o trabalho miofuncional necessário, tanto para readequação da alimentação por via oral quanto para a comunicação via oralidade.
os pais e cuidadores de Mariana sejam capacitados para o uso de uma comunicação alternativa dada a dificuldade motora oral apresentada por ela. É imprescindível que Mariana e seus familiares possam se comunicar e o caminho que mais assegura seu desenvolvimento cognitivo e afetivo é o uso de PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras − Picture Exchange Communication System).
Assinale a alternativa que classifica corretamente, e respectivamente, conforme seu conhecimento sobre distúrbios de origem neurológica.
I. É uma desordem única, que afeta a fala sem relação a outras modalidades linguísticas, o desempenho da fala é pior do que a compreensão, a leitura e a escrita. Não ocorre, de maneira significativa, lentidão, fraqueza, paralisia ou alteração de tônus nos músculos do mecanismo oral que possa associar-se ao distúrbio da fala.
II. Ocorre uma deterioração da função da linguagem falada e escrita, após ter sido adquirida de maneira normal e sem déficit intelectual correlativo. É caracterizado pela dificuldade em nomear pessoas e objetos.
III. Há uma hiper ou hipotonicidade dos músculos da fala, ataxia e movimentos restritos.
Afasia, Apraxia, Disartria.
Afasia, Disartria, Apraxia.
Apraxia, Disartria, Afasia.
Apraxia, Afasia, Disartria.
Disartria, Apraxia, Afasia.
A classificação discinética da paralisia cerebral, também conhecida como coreoatetósica, apresenta
hemiplegia por lesões transitórias de neurônios motores inferiores.
reflexos patológicos por alterações de via piramidal unilateral.
comprometimento cognitivo e alterações motoras apenas em membros inferiores.
hipercinesia com movimentos involuntários associados.
incoordenação estática e cinética, tremores de ação e dismetria.
Dentro de uma visão de intervenção multidisciplinar em pacientes neurológicos, existem critérios que direcionam para uma proposta de adaptações e não necessariamente de reabilitação.
Isso ocorre, pois a resposta do paciente está condicionada aos seguintes fatores:
tempo de internação na UTI e natureza da lesão
idade, sexo e característica da doença degenerativa
contexto socioeconômico e idade
extensão e local da lesão, caráter de evolução e idade
amplitude do comprometimento motor e tempo de internação