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Em 2022, o IBGE realizou o censo demográfico da população brasileira. Um dos resultados obtidos foi o da distribuição da população brasileira por situação de domicílio, considerando a área em que vivem, conforme apresentado no gráfico abaixo.

Segundo os dados obtidos, a maior parte da população residia em:
Áreas urbanas.
Áreas rurais.
Áreas de favelas.
Áreas irregulares.
A transição entre o primeiro e o segundo ciclos da borracha no Acre envolveu transformações estruturais que ultrapassaram os aspectos estritamente econômicos, refletindo mudanças no padrão de ocupação territorial e nas relações socioprodutivas. Sobre essas transformações, é correto afirmar que:
O declínio do primeiro ciclo resultou exclusivamente da concorrência asiática, sem influência de fatores internos como esgotamento dos seringais nativos ou mudanças tecnológicas.
O segundo ciclo promoveu urbanização acelerada por meio da criação de núcleos industriais de beneficiamento da borracha, alterando definitivamente o perfil demográfico rural do território.
A introdução do sistema de "aviamento" no segundo ciclo democratizou o acesso ao crédito rural, eliminando as relações de dependência características do primeiro período.
O segundo ciclo caracterizou-se pela diversificação produtiva, com a introdução de cultivos agrícolas permanentes, rompendo definitivamente com o modelo monoextrativista.
A criação dos "Soldados da Borracha" durante a Segunda Guerra Mundial representou uma política de Estado que ressignificou o trabalho extrativista, elevando-o ao status de atividade estratégica nacional.
A partir da década de 1970 é possível observar que “o elevado crescimento da economia brasileira, espacialmente concentrado, fez “explodir” as metrópoles nacionais e ensejou a metropolização de outros importantes centros urbanos” (IPEA, s.d). Nesse contexto, ocorreu uma concentração cada vez maior de serviços públicos, atividades econômicas e de população em determinados espaços, de sorte que esse fenômeno “ultrapassava limites, não só prejudicando as condições de vida nesses centros, mas também colocando em risco a capacidade das metrópoles em permanecer exercendo a função—'cerebral"—de comando da economia nacional” (IPEA, s.d).
O conceito que foi empregado (não sem objeções) para entender a dinâmica urbana compreendida nesse período da história nacional foi:
Fluxos urbanos
Resiliência urbana
Desconcentração industrial
Redes urbanas
Macrocefalia urbana
O processo de urbanização no Brasil, intensificado a partir da segunda metade do século XX, esteve articulado ao êxodo rural, à industrialização tardia e à constituição de metrópoles marcadas pelo crescimento desordenado. Autores como Henri Lefebvre e Milton Santos interpretam a cidade como espaço de disputa, em que o direito à cidade se confronta com lógicas de exclusão. A metropolização concentrou investimentos e atividades estratégicas, enquanto a periferização produziu desigualdades no acesso à moradia, à mobilidade e aos serviços urbanos, revelando contradições estruturais do desenvolvimento.
À luz dessas interpretações, assinale a proposição mais consistente com a literatura crítica sobre urbanização:
A redemocratização favoreceu a criação de instrumentos legais de política urbana, mas sua implementação enfrentou limites diante da força do capital imobiliário e da ausência de efetividade redistributiva.
O crescimento urbano brasileiro inspirou-se em modelos europeus de planejamento, mas tais modelos foram apropriados de forma seletiva, resultando em contradições entre expansão territorial e justiça socioespacial.
As políticas habitacionais implantadas nas décadas recentes reduziram parcialmente o déficit habitacional, mas não eliminaram a persistência de favelas e a precariedade estrutural das periferias metropolitanas.
A urbanização ampliou o acesso a serviços urbanos em algumas regiões, mas reforçou diferenciações territoriais, revelando que a universalização do direito à cidade permanece um horizonte distante.
A metropolização brasileira consolidou polos de dinamismo econômico e político, mas acentuou desigualdades socioespaciais ao reproduzir padrões de segregação e exclusão nas periferias urbanas.
Durante uma aula sobre o espaço urbano, um professor propôs aos alunos que analisassem o crescimento desordenado da cidade onde vivem, relacionando os problemas de moradia, mobilidade e meio ambiente às desigualdades sociais e às políticas públicas locais. Ao final, os estudantes produziram um mapa temático destacando as áreas de maior vulnerabilidade e sugeriram propostas de melhoria. Com base nessa situação, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I.A atividade proposta favorece a formação crítica, pois incentiva o aluno a compreender o espaço como resultado de relações sociais, econômicas e políticas, e não apenas como um cenário físico.
II.O uso do mapa temático como instrumento de análise estimula o raciocínio espacial e a leitura crítica da realidade, contribuindo para o exercício da cidadania.
III.A proposta é inadequada ao ensino de Geografia, pois prioriza a subjetividade e a interpretação pessoal dos alunos, em vez de conteúdos técnicos e conceituais.
IV.O trabalho interdisciplinar e contextualizado é uma estratégia que reforça o papel da Geografia na formação de sujeitos participativos e conscientes de sua realidade.
Estão corretas apenas:
I, II e IV.
II, III e IV.
I e III.
I, II, III e IV.
O processo de urbanização no Brasil se intensificou a partir da segunda metade do século XX, impulsionado pela industrialização e pela migração campo-cidade.
Sobre as características e desafios desse processo, assinale a alternativa correta.
A urbanização no Brasil foi marcada pela descentralização produtiva e pela predominância de pequenas cidades, sem formação de grandes metrópoles.
A urbanização brasileira, de caráter concentrado e desigual, resultou em problemas como favelização, déficit habitacional e precariedade dos serviços urbanos básicos.
O crescimento acelerado das cidades brasileiras foi acompanhado por uma estrutura urbana inclusiva, marcada pela universalização dos serviços públicos e pela ausência de segregação socioespacial.
A urbanização brasileira ocorreu de forma planejada, com crescimento equilibrado entre as diferentes regiões, o que reduziu significativamente as desigualdades sociais.
Considerando as reformas urbanas realizadas nas grandes cidades brasileiras no período entre o século XIX e o início do século XX, analisar os itens.
I. As reformas visaram acomodar as populações mais pobres em locais adequados da cidade para sua sobrevivência.
II. Foram realizadas obras de saneamento básico para eliminação das grandes pandemias.
III. Foram realizadas obras de saneamento básico e promovido o embelezamento paisagístico da cidade, o que acabou empurrando os excluídos para franjas e morros.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Analise as características dos espaços rurais e urbanos baianos e relacione os itens da COLUNA A com os da COLUNA B, estabelecendo as correlações adequadas.
COLUNA A − Aspectos do espaço baiano
1.Região do Recôncavo Baiano.
2.Expansão das áreas periurbanas em cidades médias.
3.Agricultura familiar no semiárido.
4.Polo agroindustrial do Oeste Baiano.
5.Urbanização em Salvador e Região Metropolitana.
COLUNA B − Caracterizações
(__)Destaca-se pelo crescimento horizontal desordenado, precarização habitacional e surgimento de zonas de transição campo-cidade.
(__)Área historicamente marcada pela produção de cana-de-açúcar e forte influência da cultura afro-baiana.
(__)Apresenta elevada concentração fundiária e produção de commodities com forte mecanização agrícola.
(__)Está associada à reprodução de modos de vida tradicionais, com baixa mecanização e alta dependência das políticas públicas de convivência com o clima semiárido.
(__)Vive processos de segregação socioespacial e pressão sobre os sistemas de mobilidade, saneamento e habitação popular.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
5 − 1 − 4 − 2 − 3.
2 − 1 − 3 − 4 − 5.
2 − 1 − 4 − 3 − 5.
1 − 2 − 3 − 5 − 4.
4 − 2 − 1 − 3 − 5.
Julgue os itens a seguir, relativos a locação de parcelamento do solo, loteamento, desmembramento e remembramento.
O parcelamento do solo urbano pode ocorrer por meio de loteamento ou desmembramento, em que o loteamento implica a criação de novas vias e de infraestrutura pública.
Certo
Errado
Nas últimas décadas, o Brasil tem vivenciado profundas transformações em sua dinâmica demográfica e territorial. O avanço da urbanização, a redução das taxas de fecundidade, os fluxos migratórios internos e externos e a ampliação das desigualdades socioespaciais têm modificado o perfil populacional e a organização das cidades. Nesse contexto, os movimentos sociais urbanos ganham relevância na luta pelo direito à moradia, à mobilidade e à inclusão social, evidenciando a relação entre estrutura demográfica, território e cidadania.
Com base nesse cenário e nos fundamentos da Geografia Humana, assinale a alternativa correta:
A urbanização brasileira, fortemente concentrada a partir da segunda metade do século XX, resultou em cidades planejadas e socialmente equilibradas, com baixa segregação socioespacial e distribuição homogênea dos serviços públicos.
Os movimentos sociais urbanos no Brasil têm caráter exclusivamente político-partidário e não mantêm relação direta com o espaço urbano, sendo desvinculados de reivindicações relacionadas à moradia, transporte, saneamento e direito à cidade.
As migrações internas, como os deslocamentos do campo para a cidade e das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, estiveram historicamente associadas à busca por melhores condições de trabalho e acesso a serviços urbanos, mas também contribuíram para o crescimento desordenado e desigual das metrópoles.
O atual processo de transição demográfica no Brasil caracteriza-se pelo aumento das taxas de natalidade e pela ampliação da população jovem, refletindo o início de um processo de rejuvenescimento populacional típico de países desenvolvidos.
Durante o planejamento de um novo loteamento urbano em área com histórico de alagamentos e pequenos deslizamentos, devem ser consideradas medidas preventivas elaboradas em conjunto com a Defesa Civil. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
A aprovação de loteamentos em áreas suscetíveis a desastres naturais depende do cumprimento das normas municipais, sem a necessidade de considerar o plano diretor ou a implementação de medidas técnicas e sociais adicionais.
A incorporação de estudos técnicos, como avaliação de drenagem, geotecnia e mapeamento de áreas de risco, é essencial para fundamentar o projeto, garantindo que medidas preventivas, como contenção de encostas e sistemas de drenagem, sejam integradas ao planejamento urbano, com participação ativa da Defesa Civil desde as fases iniciais.
O planejamento urbano em áreas de risco pode ser flexibilizado se os imóveis forem construídos com fundações profundas ou técnicas especiais de engenharia, independentemente de mapeamento de risco ou drenagem adequada.
Áreas de risco urbano, como encostas íngremes ou margens de rios, podem ser ocupadas desde que haja parecer favorável da Defesa Civil, sem necessidade de medidas preventivas técnicas ou sociais.
A fiscalização da Defesa Civil se limita à atuação pós-desastre, não cabendo a ela participação na aprovação ou planejamento de empreendimentos urbanos e na promoção de medidas preventivas.
Durante um episódio de chuva intensa, observou-se que o escoamento superficial aumentou consideravelmente em uma área recém urbanizada, onde a pavimentação substituiu o solo natural. Assinale a alternativa correta:
A pavimentação asfáltica aumenta a rugosidade superficial do terreno, atenuando o escoamento e diminuindo o volume de enchentes em bacias urbanas.
A impermeabilização do solo reduz a infiltração e a recarga de aquíferos, aumentando o escoamento superficial e, consequentemente, o risco de alagamentos.
O aumento de superfícies impermeáveis em áreas urbanas tem pouca influência sobre o escoamento superficial, sendo os alagamentos causados unicamente por falhas nas redes de drenagem pluvial.
A ampliação das redes de drenagem urbana, sem o controle da impermeabilização, elimina o risco de alagamentos, uma vez que amplia a capacidade de escoamento da bacia.
A substituição da cobertura vegetal por pavimentos melhora a capacidade de retenção superficial e reduz a variabilidade do escoamento superficial ao longo do tempo.
Enchentes nas grandes cidades não são eventos recentes e ocorrem por motivos diversos, tais como aquecimento global e El Niño. No entanto, estão se tornando cada vez mais recorrentes, mais impactantes e atingindo cidades que outrora não padeciam desses fenômenos. Sobre o tema, podemos afirmar que:
a criação de bolsões de vegetação em lugares distantes das cidades, como forma de compensação do desmatamento e impermeabilização dos solos nos ambientes urbanos, supre a falta de capacidade de infiltração das águas nas cidades, impedindo os alagamentos urbanos
a urbanização não afeta o ciclo hidrológico, pois não interfere no arranjo dos armazenamentos e na trajetória das águas, já que as águas sempre encontram o melhor caminho para concluir seu percurso natural
não existe relação entre o planejamento geomorfológico para o correto uso do solo urbano e os problemas de enchentes, assoreamento dos canais fluviais e dos deltas dos rios
a ampliação das áreas urbanizadas, devido à construção de áreas impermeabilizadas, repercute na capacidade de infiltração das águas no solo, favorecendo o escoamento superficial, a concentração das enxurradas e a ocorrência de cheia
Observe a imagem:

O maior parque-esponja de Shanghai: “Céu estrelado” - Crédito: China Daily
O conceito de cidade-esponja, criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, baseia-se no uso de infraestrutura verde-azul para ampliar a permeabilidade urbana e mitigar enchentes.
Assinale a alternativa correta:
Utilizam infraestrutura verde para aumentar infiltração e retenção hídrica, reduzindo a vulnerabilidade a enchentes.
As cidades-esponja combatem as enchentes sem promover a resiliência hídrica.
É uma forma de planejamento urbano aplicável apenas em cidades de climas temperados.
É um conceito de origem rural utilizado na monocultura agrícola e aplicado em áreas urbanas.
Reduzem a biodiversidade ao introduzir espécies de outros biomas e preconizar a baixa diversidade de espécies.
Leia o excerto a seguir:
As etapas do licenciamento ambiental podem variar de nomenclatura para uma mesma modalidade de licença de acordo com o órgão ambiental licenciador, como exemplo tem-se Licença Ambiental Prévia (LAP), Licença Prévia (LP), e Licença de Localização (LL). Entre as terminologias mais adotadas, as de maior ocorrência nos estados são a Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
(Disponível em: https://pnla.mma.gov.br/etapas-do-licenciamento. Adaptado)
Entre as etapas de licenciamento ambiental, a Licença Prévia é aquela que
aprova a localização e a concepção do empreendimento, atividade ou obra que se encontra na fase preliminar do planejamento atestando a sua viabilidade ambiental.
dispensa o licenciamento ambiental e pode ter significados e aplicações distintas entre os órgãos que irão dispensar-se dessa obrigação legal.
substitui os procedimentos administrativos do licenciamento de instalação e do licenciamento de operação ordinários, unificando-os.
autoriza a instalação da atividade ou empreendimento, estabelecendo as condições e medidas de controle ambiental necessárias.
é concedida antes de iniciar-se a implantação das obras e, em uma única fase, atesta a viabilidade ambiental, aprova a localização e autoriza a operação.
Diferentemente de muitos núcleos urbanos surgidos de forma espontânea no interior brasileiro, Nova Veneza foi concebida a partir de um projeto prévio, com definição de ruas, praças e áreas institucionais, formalizado por meio de documentação legal ainda na década de 1920.
Esse processo de fundação urbana revela que Nova Veneza se insere em uma lógica de:
Crescimento desordenado típico de frentes pioneiras sem intervenção institucional.
Ocupação improvisada vinculada exclusivamente às dinâmicas do extrativismo.
Planejamento urbano intencional, associado a expectativas de progresso econômico e social.
Centralização estatal rígida, sem participação dos agentes locais no processo decisório.
Os dados mais recentes sobre a rede urbana brasileira confirmam a crescente importância das Cidades Médias como novos nós de articulação e polarização regional. Esse fortalecimento está associado, principalmente, à sua capacidade de:
Superar as Metrópoles Nacionais em serviços globais de alta complexidade e comando.
Concentrar o comando político nacional, superando a função de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Atuar como polos de atração de capital produtivo (desconcentração industrial) e centros de serviços especializados para o interior, especialmente para o agronegócio.
Serem as únicas cidades a registrar crescimento populacional entre 2010 e 2022, esvaziando as metrópoles.
Funcionar como áreas de refúgio climático, atraindo migração em massa das regiões mais vulneráveis.
As ilhas de calor são um exemplo de como a urbanização impacta o clima local. A imagem a seguir apresenta um perfil de ilha de calor urbana:

Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciada em CC BY-SA
De acordo com o conteúdo e imagem apresentada, assinale a alternativa correta:
A ilha de calor é um fenômeno regional que afeta as grandes cidades de clima tropical. A concentração de infraestrutura, atividades humanas, somado a falta de planejamento urbano, agrava a situação.
Em condições de calmaria, a diferença de temperatura entre o centro urbano e a periferia, com características rurais, está inversamente relacionada ao tamanho da população da cidade e a geometria e configuração dos prédios.
A intensidade das ilhas de calor urbana é desproporcional ao tamanho da população, portanto são fenômenos de escala macroclimática.
Os fatores que levam à ilha de calor urbana a intensificar as atividades convectivas da atmosfera adjacente no verão são alteração da superfície, falta de vegetação, calor liberado pelas atividades humanas e geometria urbana.
A ilha de calor urbana é a diferença de temperatura entre as áreas urbanas e áreas rurais que ficam ao redor. São fenômenos climáticos causados pelas sociedades humanas que se acentuam em períodos de fortes ventos que misturam o ar da cidade com o ar das áreas rurais adjacentes.
Nas áreas urbanas, a pressão decorrente do intenso processo de urbanização, avança sobre as áreas de condições topográficas impróprias à ocupação, como por exemplo, as encostas íngremes de morros e as áreas ribeirinhas. Com relação as áreas de risco em encostas e áreas ribeirinhas, consideram-se as seguintes afirmações:
I - Os movimentos de massa rápidos estão relacionados aos fenômenos naturais, como a erosão na base das vertentes que rompe com o equilíbrio, assim como os deslizamentos de lama que são muito comuns em terrenos de estratos argilosos, já que as argilas, ao serem hidratadas em períodos de chuvas, podem solifluir e, consequentemente todo material sobrejacente escorrega junto.
II - As enchentes em áreas urbanas são consequência de dois processos, que ocorrem isoladamente ou de forma integrada: enchentes em áreas ribeirinhas, causadas pela ocupação irregular e desordenada do espaço urbano no leito de um corpo d′água, e as enchentes por urbanização, que impermeabilizam o solo, impedindo a absorção da água da chuva e aumentando o escoamento superficial.
III - A gestão de áreas de risco exige a colaboração entre governos, comunidades e especialistas para mitigar os impactos. O zoneamento de áreas de riscos, a remoção e relocação, sistemas de alerta, projetos de engenharia bem como a educação ambiental são algumas das estratégias.
IV - A ocupação em áreas de risco é resultado da combinação de fatores sociais, políticos, econômicos e ambientais. A precariedade das construções e da infraestrutura é um reflexo direto da vulnerabilidade socioeconômica e da falta de planejamento urbano adequado. Proteger essas populações exige, portanto, não apenas medidas de engenharia, mas políticas públicas que resolvam a causa-raiz: a desigualdade social e o direito à moradia digna e segura.
Das afirmações acima, quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas II, III e IV.
Para David Harvey no livro A (1989), ser entendida não como ruptura completa com a condição pós-moderna a pós-modernidade deve modernidade, mas como uma condição histórica marcada pela compressão espaço-temporal, pela acumulação flexível e pela fragmentação cultural, que reconfiguram práticas sociais, econômicas e culturais sem eliminar a lógica fundamental do capitalismo.
Certo
Errado