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A última glaciação na Terra ocorreu no período quaternário.
Certo
Errado
A figura apresentada abaixo, colhida na obra 'Decifrando a Terra' (Wilson Teixeira et al.), faz referência à questão 23. Nela, ilustra-se a distribuição de rochas sedimentares preservadas no registro geológico.

Em relação à metodologia de datação com radioisótopos, é correto afirmar, EXCETO:
A datação de rochas sedimentares formadas a partir da desagregação de litologias ígneas ou metamórficas deve seguir uma metodologia rigorosa, de sorte a não atribuir àquelas rochas a idade de qualquer das litologias que ocorrem nas áreas-fonte dos detritos.
É possível fazer a datação radiométrica de materiais geológicos porque, em cada série de decaimento, as taxas de desintegração de todos os elementos intermediários são constantes e idênticas umas às outras, independentemente do mineral que os contém.
Em radiocronologia, alguns métodos exigem minerais cujas redes cristalinas não apenas podem acomodar os elementos inicial e final de uma série de decaimento radioativo, como ainda apresentam temperaturas de bloqueio mais elevadas.
Os métodos radiométricos que envolvem isótopos de meia-vida longa, como 40K-40Ar (1.3Ga), estão diretamente associados a temperaturas de bloqueio específicas, fato que permite a datação de eventos ígneos ou metamórficos distintos.
A escala geológica do tempo permite uma organização em diferentes eras, períodos e épocas, que se revelaram importantes indicadores de mudanças ambientais na Terra. Com relação à era Cenozoica, é correto afirmar que engloba:
os períodos do Quaternário e Terciário
as épocas do Quaternário e Terciário.
os períodos do Triássico, Jurássico e Cretáceo.
as épocas do Triássico, Jurássico e Cretáceo.
tudo acima do Pré-Cambriano.
A datação de resíduos orgânicos presentes em sedimentos ou rochas sedimentares dever ser realizada pelo método geocronológico conhecido como
urânio-chumbo (U/Pb).
argônio-argônio (Ar/Ar).
samário-neodímio (Sm/Nd).
carbono 14 (14C).
rubídio-estrôncio(Rb-Sr).
O tempo geológico é dividido nos éons Hadiano (4,6-4,0 Ga), Arqueano (4,0-2,5 Ga), Proterozoico (2,5-0,54 Ga) e Fanerozoico (0,54 Ga ao presente). O Proterozoico e o Fanerozoico são éons com presença de organismos unicelulares ou pluricelulares constituídos por células dotadas de núcleo, denominados eucariotas.
A definição precisa de éons, era, épocas e idades só pode ser obtida com precisão, em termos de idade, por meio dos princípios de radioatividade e sua aplicação para obtenção de idades absolutas. Os isótopos possuem número atômico (Z) diferente e massa atômica (A) igual e são utilizados para a obtenção de idades precisas em rochas ígneas, sedimentares e metamórficas.
Mediante o uso dos pares isotópicos radiogênicos, tais como U-Pb, Sm-Nd, Ar-Ar, Rb-Sr, Re-Os e Lu-Hf, em rochas e(ou) minerais, pode-se estabelecer as áreas fonte das rochas sedimentares; a idade máxima de deposição de uma camada de rocha sedimentar; a determinação geocronológica precisa de rochas ígneas e metamorfismo; e a proporção de material gerado na crosta e manto em rochas ígneas.
Ao longo do tempo geológico muitas mudanças ocorreram em nosso planeta. Uma alteração importante é o aumento da concentração do oxigênio na atmosfera. Associado a esta mudança é comum a ocorrência de depósitos de ferro bandado. A idade deste evento é:
2,5 bilhões de anos.
4,0 bilhões de anos.
3,8 bilhões de anos.
600 milhões de anos.
1 bilhão de anos.
É possível obter a idade de formação de rochas ígneas com alta precisão e exatidão por meio de métodos de U-Pb em zircão, sendo os métodos SHRIMP (microssonda iônica com alta sensibilidade e resolução) e LA-ICP-MS (microssonda a laser acoplada a espectrômetro de massa com plasma acoplado indutivamente) os que apresentam, em termos analíticos, maior precisão na determinação da idade de rochas vulcânicas fanerozoicas.
Os estudos acerca de isótopos estáveis auxiliam a elaboração de modelos geológicos de áreas mapeadas. A evidência mais antiga de vida na Terra, por exemplo, foi obtida mediante a análise das rochas supracrustais do Complexo Issua, realizada com base na determinação dos isótopos estáveis de carbono leve (C12) e pesado (C13), relativa à superabundância de isótopos de C12 nessas rochas antigas.
A determinação da temperatura de bloqueio de um sistema isotópico é fundamental para o estudo de áreas metamórficas, sendo empregados em rochas metamorfisadas em fácies granulitos principalmente os métodos de datação de Sm-Nd e de U-Pb em minerais.