Nos últimos 30 anos, pesquisas inovadoras têm estimulado...
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Nos últimos 30 anos, pesquisas inovadoras têm estimulado...

Nos últimos 30 anos, pesquisas inovadoras têm estimulado debates acalorados e tentativas de revisões da historiografia colonial, o que significou novas interpretações acerca da sociedade e da economia da América portuguesa. Tais tentativas de revisão foram marcadas, especialmente, dentre outras coisas, pela:


A

Afirmação do papel desempenhado pelos comerciantes e traficantes coloniais; relativização da importância das plantations; interesse pelos circuitos mercantis internos; e possibilidade de se pensar a existência de acumulação interna e ritmos econômicos próprios.


B

Afirmação do caráter puramente capitalista-mercantil do projeto colonizador; e predominância das plantations como unidades produtivas básicas; e interpretação da sociedade a partir da contradição fundamental “senhor/escravo”.


C

Negação da possibilidade de acumulação de capitais nas colônias devido aos laços de dependência metropolitanos; afirmação da inexistência de um ritmo próprio da economia colonial, com flutuações econômicas determinadas rigidamente pelo mercado internacional.


D

Afirmação do “pacto colonial” ou “exclusivo metropolitano”, como principal eixo de interpretação do passado colonial brasileiro; ênfase no caráter desumanizador da escravidão; e afirmação do predomínio absoluto da classe senhorial de proprietários de terra sobre o restante da sociedade.