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Nos últimos 30 anos, pesquisas inovadoras têm estimulado debates acalorados e tentativas de revisões da historiografia colonial, o que significou novas interpretações acerca da sociedade e da economia da América portuguesa. Tais tentativas de revisão foram marcadas, especialmente, dentre outras coisas, pela:
Afirmação do papel desempenhado pelos comerciantes e traficantes coloniais; relativização da importância das plantations; interesse pelos circuitos mercantis internos; e possibilidade de se pensar a existência de acumulação interna e ritmos econômicos próprios.
Afirmação do caráter puramente capitalista-mercantil do projeto colonizador; e predominância das plantations como unidades produtivas básicas; e interpretação da sociedade a partir da contradição fundamental “senhor/escravo”.
Negação da possibilidade de acumulação de capitais nas colônias devido aos laços de dependência metropolitanos; afirmação da inexistência de um ritmo próprio da economia colonial, com flutuações econômicas determinadas rigidamente pelo mercado internacional.
Afirmação do “pacto colonial” ou “exclusivo metropolitano”, como principal eixo de interpretação do passado colonial brasileiro; ênfase no caráter desumanizador da escravidão; e afirmação do predomínio absoluto da classe senhorial de proprietários de terra sobre o restante da sociedade.