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Eric Hobsbawm (HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções:...

Eric Hobsbawm (HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: 1789/1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982) caracteriza a Revolução Francesa, de 1789, como a revolução de seu tempo, e não apenas como mais uma, embora a mais proeminente do seu tipo. Ela ocorreu a despeito do fato de a França ser a mais típica, uma das mais velhas e mais aristocráticas monarquias absolutas de seu tempo. O confl ito entre a ascendente burguesia francesa e as forças aristocráticas está corretamente caracterizado na seguinte alternativa:


A

Quase não havia conflito, pois, desde há muitos anos, os burgueses haviam enobrecido, e as forças aristocráticas tinham-se aburguesado, por isso, a Revolução Francesa foi mais do que uma Revolução Burguesa, foi um levante popular.


B

O confl ito francês pelo poder foi quase que inteiramente internacionalizado, a burguesia francesa contou com o apoio dos ingleses e dos norte-americanos; os nobres contavam com o apoio do clero romano, de Portugal e da Espanha.


C

O confl ito entre a estrutura ofi cial e os interesses estabelecidos do velho regime aristocrático e as novas forças sociais ascendentes do Terceiro Estado era mais agudo na França do que em outras partes da Europa.


D

Tanto a aristocracia francesa quanto as forças burguesas e populares colocavam os interesses de Estado da França acima de suas diferenças econômicas, políticas e ideológicas, por isso, quase não havia conflito.


E

As divergências eram tão profundas e o equilíbrio de poder entre aristocracia e burguesia tão igualmente distribuído que a Revolução levou a um impasse sem precedentes históricos, sendo resolvido por intervenção externa da Inglaterra.