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A Antiguidade Mediterrânea se caracterizou por três ciclos expansionistas : o grego, o macedônico e o romano. No século II a.C. a República Romana conquista todo o Mediterrâneo atraindo para si suas riquezas e sua cultura milenar. A dominação e a unificação do Mediterrâneo foram fatais para a Civitas romana levando ao processo de desarticulação do sistema republicano. No século I d.C. o regime Imperial substitui progressivamente o republicano e experimenta a Pax Romana durante quase dois séculos. Para a historiografia recente, a ruptura que se dá no mundo romano não é a da chamada “Queda do Império Romano” em 476 e que marcaria o fim do mundo antigo, e sim a grande ruptura que foi:
o aparecimento do cristianismo no século I, que modifica as mentalidades e prepara a derrocada do sistema imperial
as invasões bárbaras do século V, que, pela surpresa e extrema violência, acabam por derrotar as legiões romanas no Oriente e no Ocidente
o aparecimento do cristianismo associado com as invasões bárbaras, que impedem a reação romana no campo das mentalidades e no das armas
a crise do século III, considerada como uma crise estrutural, manifestada na crise do escravismo no ocidente onde a mãode- obra escrava rural foi implementada em larga escala
a decadência moral da aristocracia mediterrânea, com o fim dos modelos clássicos de cultura durante o século IV